<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062</id><updated>2012-01-23T23:27:46.304Z</updated><category term='pintura'/><category term='Cliques'/><category term='Pulytika'/><category term='notas'/><category term='Sinais de Fogo'/><category term='Na Morada da Escrita'/><category term='Notas de leitura'/><category term='Os filmes'/><category term='Livros'/><category term='Poesia'/><category term='Coisas de poesia'/><category term='Poesia - Recensões'/><category term='Fotografia (alheia)'/><category term='Versos meus publicados em papel'/><category term='Ponta Delgada'/><category term='versos do blogue'/><category term='Música'/><category term='Escultura'/><category term='poetas e poesia'/><category term='poemas na memória'/><category term='Notícias'/><category term='Referências on line'/><category term='Breves'/><category term='prosas do blogue'/><category term='tradução'/><category term='Coisas e Loisas'/><category term='Encefalogramas'/><title type='text'>A Esquerda da Vírgula</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>258</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-2687928324275688120</id><published>2012-01-18T00:18:00.000Z</published><updated>2012-01-18T10:53:35.277Z</updated><title type='text'>O Dolce Stil Nuovo em Pedro e Inês</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-I1jhVbk9at4/TxYRudMFPPI/AAAAAAAABiI/XmjIQJizqPw/s1600/PedroInes.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-I1jhVbk9at4/TxYRudMFPPI/AAAAAAAABiI/XmjIQJizqPw/s320/PedroInes.JPG" width="232" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://universosdesfeitos-insonia.blogspot.com/2012/01/pedro-e-ines-dolce-stil-nuovo.html"&gt;"(...)aquele &lt;i&gt;Dolce Stil Nuovo&lt;/i&gt; associado à história de amor entre D. Pedro e D. Inês de Castro remete directamente para uma reconstrução do mito. Não é correcto falar-se em actualização, sendo preferível, talvez, aceitarmos as palavras do poeta e falarmos em transporte: «Transportemos do século XIV / a lenda de Pedro e Inês, para a filmarmos / na paisagem urbana deste século» (p. 35). Neste sentido, o poeta serve-se de um mito amoroso para desmistificar o sentimentalismo que contaminou, e persiste em contaminar, a lírica portuguesa. A preocupação, neste e noutros livros do mesmo autor, é a verdade, mas não a verdade num sentido absoluto, até porque essa não está às mãos de ninguém. O trabalho do poeta, aqui, é imaginar um mito passado num tempo presente, retratando assim o seu tempo e reflectindo a natureza da História: «&lt;i&gt;A História só escreve equações, / da vida interior nada se lê&lt;/i&gt;» (p. 10)(...)"&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Penso que é tão grato escrever poesia como saber que entendem o que quisemos escrever. E Henrique Fialho, no transcrito acima, revela, com lucidez, a intenção central do livro em imagem. É quanto se pode desejar da poesia, além de a dar a ler ou escutar e de que gostem dela. Tudo o mais lhe é exterior, lhe é estranho.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-2687928324275688120?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/2687928324275688120'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/2687928324275688120'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2012/01/blog-post.html' title='&lt;i&gt;O Dolce Stil Nuovo&lt;/i&gt; em &lt;i&gt;Pedro e Inês&lt;/i&gt;'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-I1jhVbk9at4/TxYRudMFPPI/AAAAAAAABiI/XmjIQJizqPw/s72-c/PedroInes.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-210695982836214431</id><published>2012-01-12T23:46:00.000Z</published><updated>2012-01-12T23:59:56.968Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tradução'/><title type='text'>Johannes Bobrowski em castelhano</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Johannes Bobrowski (1917-1965), nasceu em Tilsit, então Prússia, depois RDA e hoje cidade integrada na República Federal Alemã. Foi opositor ao nacional-socialismo, tinha contactos com a resistência cristã e, como muitos deles, foi mobilizado para o exército nazi. Com o posto de primeiro-cabo, esteve na Polónia, em França e na URSS. Prisioneiro de guerra dos soviéticos entre 1945-1949, trabalhou numa mina de carvão. Libertado, foi para Berlim Leste onde foi editor. Tais circunstâncias históricas fizerem deste poeta um nome pouco ouvido e ainda menos lido. João Barrento redimir-nos-ia dessa falta com &lt;i&gt;Como um Respirar&lt;/i&gt;, colectânea de poemas de Bobrowski por si traduzidos, editada pela Cotovia em 1990. O livro esteve esgotado na editora e sei que depois surgiram sobras de livrarias. Não sei é se as sobras ainda &lt;i&gt;sobram&lt;/i&gt;. Se ainda as houver, aproveite. &lt;i&gt;Sente-se&lt;/i&gt; que é uma tradução excelente. E quem tiver tanta curiosidade pelo poeta e não souber alemão como eu, vai, além disso, em busca dele noutras línguas como fui à de aqui ao lado,  &lt;i&gt;País Sombras Ríos&lt;/i&gt;, datado de 1962 e com tradução em castelhano de 2008, comprei-o na &lt;a href="http://www.edicioneslinteo.com/poesia.html"&gt;editora&lt;/a&gt;, que não cobra portes. Há ainda, vertido para castelhano em 2001 o livro póstumo, &lt;i&gt;Indicios Atmosféricos&lt;/i&gt;, de 1967, também &lt;a href="http://www.orienteymediterraneo.com/"&gt;na respectiva editora&lt;/a&gt;, ou em qualquer livraria espanhola &lt;i&gt;on line&lt;/i&gt;, livro que não tenho. O melhor, é óbvio, seria saber alemão, Bobrowski é um poeta de tradução muito difícil, já João Barrento escrevera na introdução a &lt;i&gt;Como Um Respirar&lt;/i&gt;: “(…) &lt;i&gt;cheguei a uma conclusão: tudo o que tinha a fazer era a transpor mesmo «fielmente» os textos de partida&lt;/i&gt;”. O que se passa vai além desse princípio. Há poemas que são impossíveis de transpor à letra. Não vejo como poderemos traduzir para português estes dois versos magníficos de onomatopeia, do poema &lt;i&gt;Wintergeseschrei&lt;/i&gt; (Gritos Invernais), p. 54 de &lt;i&gt;País Sombras Ríos&lt;/i&gt;:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;"Krähen, Krähen,&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;grünes Eis, Krähen."&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Como a tradutora espanhola, Clara Janés?&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;"Cornejas, cornejas.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;vierde hielo, cornejas."&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Não, como a tradutora espanhola, não. Definitivamente. A versão à letra do português, a meu ver, seria melhor, mas claramente longe do original onomatopaico &lt;i&gt;Krähen &lt;/i&gt;que Bobrowski, não por acaso, repete três vezes.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Corvos, corvos,&lt;br /&gt;verde gelo, corvos.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se não souber, ouça a pronuncia de &lt;i&gt;Krähen&lt;/i&gt; &lt;a href="http://translate.google.com.br/#de%7Cpt%7CKr%C3%A4hen"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Idem, o grasnar &lt;a href="http://www.wavlist.com/soundfx/010/crow-1.wav"&gt;de um corvo&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Também, no mesmo poema, há um verso cuja tradução castelhana se afasta até aos antípodas da proximidade que João Barrento exigia para si, nas suas traduções de Bobrowski.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;"Schnee, er stäubt nicht&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;wenn ihn ein Flügel streift,&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Vogel&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;i&gt;, Strauch&lt;b&gt;vogel&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;"&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Traduzido para castelhano por Clara Janés:&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;"Nieve, no levanta polvo&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;quando tu vuelo la roza,&lt;br /&gt;ave, pajarraco (…)"&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;A tradutora utiliza o termo &lt;i&gt;pajarraco&lt;/i&gt;, derivado de &lt;i&gt;pájaro + aco&lt;/i&gt;. O sufixo &lt;i&gt;aco &lt;/i&gt;em castelhano confere ao termo um tom depreciativo . &lt;i&gt;Pajarraco&lt;/i&gt;, como o nosso &lt;i&gt;passaroco&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Isto, quando até o tradutor do Google permite melhor, sem eu saber de alemão mais que contar até vinte:&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Neve, não levanta pó&lt;br /&gt;se uma asa a roça,&lt;br /&gt;&lt;b&gt;ave &lt;/b&gt;dos arbustos, &lt;b&gt;ave&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;(…)&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;No entanto, expressa de forma coxa a ideia de voo, a palavra &lt;i&gt;dos&lt;/i&gt; faz a ave &lt;i&gt;embrulhar-se&lt;/i&gt; no ar, e no original “&lt;i&gt;Vogel, Strauchvogel&lt;/i&gt;”, a ave parece que bate as asas e vai. Só um poeta grande tem esta intuição quase plástica na escrita. Pena é que só agora eu chegue à conclusão de que a tradução de Clara Janés esteja tão abaixo da qualidade mostrada por João Barrento, não é preciso saber alemão para as distinguir com toda a clareza. Lá que eu torcia o nariz aos poemas de tradução castelhana, isso torcia, porém mais uma vez adiava o enfrentamento com o livro. Não queria, no íntimo, perder a oportunidade que a compra do livro me daria. Mas algo se aproveitará. Mesmo na leitura dele. E também ideias de como não se deve traduzir e o título dos poemas que me fará ir em busca de outras versões. Quem traduz deve respeito não só ao traduzido, como ao leitor (exigente) e a si mesmo. Verei quando poderei colocar aqui traduções do poeta de Tilsit. Johannes Bobrowski deixou-nos uma poesia diferente, fora do que então era canónico, testemunho solitário de um tempo histórico e estético, uma poesia grande que interessa conhecer melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Texto escrito para &lt;a href="http://revistaagio.blogspot.com/"&gt;aqui&lt;/a&gt;.)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-210695982836214431?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/210695982836214431'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/210695982836214431'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2012/01/johannes-bobroswski-em-castelhano.html' title='Johannes Bobrowski em castelhano'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-8737824776517597610</id><published>2012-01-05T23:56:00.001Z</published><updated>2012-01-06T00:28:19.178Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poetas e poesia'/><title type='text'>De Salamanca</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-CnCeaGcXTHg/TwY2lw9TSTI/AAAAAAAABhU/vo78sWaGdmI/s1600/folas_capa.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://3.bp.blogspot.com/-CnCeaGcXTHg/TwY2lw9TSTI/AAAAAAAABhU/vo78sWaGdmI/s400/folas_capa.jpg" width="281" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Chegou-me &lt;i&gt;Folas&lt;/i&gt;, de Hugo Milhanas Machado, plaquete de 10 poemas, numa verdadeira edição do autor e com a sua muito particular &lt;i&gt;assintaxe&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CLANDESTINOS E CONTENTES II&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O teu amor mais o meu&lt;br /&gt;e a cegada das silvas&lt;br /&gt;a tarde raia no fim&lt;br /&gt;mas já tarde para a praia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baixinho era o sol descia&lt;br /&gt;passar um bicho que não esqueço&lt;br /&gt;nos dias mais grandes&lt;br /&gt;dias confiados de miúdos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Camandro de paisagem&lt;br /&gt;passamos intuímos&lt;br /&gt;onde se vai esconder a gente?&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;Folas&lt;/i&gt;, Hugo Milhanas Machado, 2011, p. 11.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste blogue pode ler &lt;a href="http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2011/02/as-juncoes-de-hugo-milhanas-machado.html" target="_blank"&gt;aqui &lt;/a&gt;e &lt;a href="http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2009/10/escrever-com-gozo-e-alegria-hugo.html" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt; notas de leitura sobre livros de HMM, e ainda uma espreitadela numa polémica a&amp;nbsp; propósito,&amp;nbsp; &lt;a href="http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2009/10/o-poeta-e-um-livro.html" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt; e também &lt;a href="http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2009/10/poesia-e-bacalhau-bras.html" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-8737824776517597610?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/8737824776517597610'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/8737824776517597610'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2012/01/de-salamanca.html' title='De Salamanca'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-CnCeaGcXTHg/TwY2lw9TSTI/AAAAAAAABhU/vo78sWaGdmI/s72-c/folas_capa.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-2290894452925622653</id><published>2012-01-04T23:51:00.000Z</published><updated>2012-01-05T01:06:13.041Z</updated><title type='text'>Chegou ontem</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-74Ek7tfBOyM/TwTlqDC1QFI/AAAAAAAABhI/MB2jIBmuXaI/s1600/Benedicte.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://4.bp.blogspot.com/-74Ek7tfBOyM/TwTlqDC1QFI/AAAAAAAABhI/MB2jIBmuXaI/s400/Benedicte.jpg" width="254" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;se ainda ontem foi hoje&lt;br /&gt;hoje, porém, vai sendo e&lt;br /&gt;amanhã já era&lt;br /&gt;muito embora ainda não&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;assim são os dias,&lt;br /&gt;ora atrasados,&lt;br /&gt;ora adiantados, mas&lt;br /&gt;sempre a horas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Bénédicte Houart, &lt;i&gt;Vida: Variações II&lt;/i&gt;, p. 23, Ed. Cotovia, 2011.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-2290894452925622653?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/2290894452925622653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/2290894452925622653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2012/01/chegou-ontem.html' title='Chegou ontem'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-74Ek7tfBOyM/TwTlqDC1QFI/AAAAAAAABhI/MB2jIBmuXaI/s72-c/Benedicte.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-3135638348239510941</id><published>2012-01-03T19:05:00.001Z</published><updated>2012-01-03T23:13:41.071Z</updated><title type='text'>Vírus</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-1q253ipN1C8/TwNNk39QwQI/AAAAAAAABg8/xMrXIFw9zPI/s1600/PTVirus11milhoes.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="202" src="http://4.bp.blogspot.com/-1q253ipN1C8/TwNNk39QwQI/AAAAAAAABg8/xMrXIFw9zPI/s400/PTVirus11milhoes.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Voltar ao blogue trinta dias depois da última entrada, uma de duas será:&lt;/div&gt;&lt;ol style="text-align: justify;"&gt;&lt;li&gt;Ou morreu.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Ou ressusitou.&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dizem que disse&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;o marechal&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;de La Palisse.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nem uma coisa nem outra. Só ressuscita quem está morto, diriam ainda que o francês dissera, mas para isto ser verdade, segundo os que atribuem ditos ao marechal, era preciso que um morto ressuscitasse, surrealidade que pertence à antimatéria&amp;nbsp; da fé.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;O blogue sofre é de uma virose, a mesma que ataca as finanças e a economia deste país rapado por uns quantos rapazes rapaces. É que eu tenho a vocação oculta daqueles da Via do Infante, mas vocação não chega, nem os da Via do Infante, daí que o vírus, apanhando-me em stress, roeu-me a vontade de escrever aqui. O certo é que tenho de voltar. Calado estou morto. Bom ano a todos. Isto é, agarrem pelos cornos o bicho n.º 2012.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-3135638348239510941?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/3135638348239510941'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/3135638348239510941'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2012/01/virus.html' title='Vírus'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-1q253ipN1C8/TwNNk39QwQI/AAAAAAAABg8/xMrXIFw9zPI/s72-c/PTVirus11milhoes.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-6508787199527321361</id><published>2011-12-03T19:43:00.004Z</published><updated>2011-12-04T21:16:59.459Z</updated><title type='text'>Não aclames</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-xl3qy_vWF7I/Ttp5fmNS5cI/AAAAAAAABgg/w5l8jpIZRHs/s1600/est%25C3%25A1dio.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="261" width="400" src="http://1.bp.blogspot.com/-xl3qy_vWF7I/Ttp5fmNS5cI/AAAAAAAABgg/w5l8jpIZRHs/s400/est%25C3%25A1dio.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Não aclames o teu talento.&lt;br /&gt;É tudo relativo.&lt;br /&gt;Não vai calhar-te nada semelhante&lt;br /&gt;à fama e ao proveito&lt;br /&gt;de um jogador de bola.&lt;br /&gt;O círculo em que vives&lt;br /&gt;não é uma figura geométrica,&lt;br /&gt;teria de fechar-se,&lt;br /&gt;e as palavras não fecham nada,&lt;br /&gt;elevadas que as julgues:&lt;br /&gt;quando falas do ofício com os outros,&lt;br /&gt;não os escutas. Falas, cresces,&lt;br /&gt;e o rosto deles serve de espelho&lt;br /&gt;para a tua grandeza virtual.&lt;br /&gt;Não é uma figura geométrica,&lt;br /&gt;o círculo em que vives. É um ponto.&lt;br /&gt;Um ponto e nada são o mesmo.&lt;br /&gt;Em aplausos, não há poesia&lt;br /&gt;que valha um golo. &lt;br /&gt;Sem ovações, o golo surgiria&lt;br /&gt;para teu regozijo anónimo&lt;br /&gt;se os versos te descessem&lt;br /&gt;do centro para as mãos&lt;br /&gt;e se os carros, que passam &lt;br /&gt;no silêncio da noite, &lt;br /&gt;passassem nos poemas.&lt;br /&gt;Talvez um dia alguém os lesse&lt;br /&gt;numa cidade longe&lt;br /&gt;e imaginasse os carros a partir &lt;br /&gt;alta noite para o mundo.&lt;br /&gt;Mas isso, pelos vistos, não te chega: &lt;br /&gt;prevalece o clamor&lt;br /&gt;que sobe dos estádios para o céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© nd&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-6508787199527321361?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/6508787199527321361'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/6508787199527321361'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2011/12/nao-aclames.html' title='Não aclames'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-xl3qy_vWF7I/Ttp5fmNS5cI/AAAAAAAABgg/w5l8jpIZRHs/s72-c/est%25C3%25A1dio.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-1667744548698236134</id><published>2011-11-18T03:19:00.012Z</published><updated>2011-11-19T17:00:51.656Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Notas de leitura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>De Re Rustica, de H. G. Cancela</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-GhB-qHWG4Vg/TsXMYAnwLXI/AAAAAAAABgU/WXBF8dk9NDM/s1600/h%2Bg.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-GhB-qHWG4Vg/TsXMYAnwLXI/AAAAAAAABgU/WXBF8dk9NDM/s320/h%2Bg.JPG" width="203" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;De Re Rustica&lt;/i&gt;, de H. G. Cancela (n. 1967), romance editado no corrente ano pela Edições Afrontamento, tem o título  da obra latina homónima de Columella,&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt; (1)&lt;/span&gt; que trata de política económica, administrativa e de trabalho (regime esclavagista) e de técnicas da agricultura e pecuária nas &lt;i&gt;villae &lt;/i&gt;da Roma imperial. O título latino no romance de H. G. Cancela pressupõe uma comparação crítica, que se irá descobrindo com o avanço da leitura.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para meu uso e facilidade de exposição, distingo no romance duas partes, que graficamente nada tem a separá-las, facultando à leitura apenas um todo uno. Sucintamente, e porque não penso deter-me na trama mais do que o necessário, a&lt;i&gt; primeira parte  &lt;/i&gt;com as deambulações de automóvel do narrador na primeira pessoa, médico, quarenta e quatro anos,  saído há pouco da prisão e que não exerce a profissão, sem explicações desnecessárias: o narrador não quer abordar a razão de ter sido condenado, porque afinal a literatura e a arte em geral também são uma questão de bom gosto. Viaja sem destino pelo país e por Espanha, sem mais nenhum sentido revelado do que esse mesmo, o de aparentemente não haver sentido. Afirmo-o por me parecer importante para a ambiência do romance o acaso em que viaja, somado ao vazio que dele decorre e ao da companhia que arranjou pelo caminho.  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A &lt;i&gt;segunda parte&lt;/i&gt;&amp;nbsp; inicia-se a seguir ao trecho introdutório do dito capítulo VI (p. 92), quando o médico e narrador chega à casa onde o pai vive e que, por herança, também lhe pertence. As duas partes virtuais, digamos assim, estão unidas por um forte laço comum, que é a nudez árida das relações que regem as personagens, além da evolução da trama que assim exige o texto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-GIkaaWwnxNQ/TsXLJoi8-oI/AAAAAAAABgI/gfZE-DzfL1Y/s1600/h+g.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt; &lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O ambiente de vazio pode parecer originar-se na condição de um recluso que, cumprida a pena, se vê libertado. Escrevi pode parecer originar-se. Se de facto é essa a ponta inicial do fio da narrativa, outro e mais fundo efeito surge e vai envolver o livro todo com a forte marca da desolação, dos cenários e cenas devastadas, profundamente influenciadas pela ausência de razões de vida e pela degradação das personagens, em que se reconhece a contemporaneidade do mundo que o autor fixa e, através dela, dá testemunho de um tempo, o nosso, marca de água da literatura, e não só, mais visível em períodos históricos convulsos e de clivagem, como me parece ser o que atravessamos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A aludida secura do romance fez-me recordar&lt;i&gt; Citizen Kane&lt;/i&gt;, sem que o livro tenha o quer que seja do filme, senão a coincidência desse deserto humano que une ambas as obras na sua comparação, inclusive no único afloramento de alguma solidariedade humana, que no filme é representada pela cena do homem que pede um cigarro e o recebe; e em &lt;i&gt;De Re Rustica&lt;/i&gt;, pelo momento de muito velada ternura da mãe pelo filho e narrador. Mas H. G. Cancela vai mais longe do que Wells na desolação dessas relações. Não só não atribui nomes às personagens, o que as afasta mais da temperatura basal humana, passe tal metáfora, mas também da boca do médico e narrador não sai mais nada que as identifique, senão &lt;i&gt;o homem, a mulher, a rapariga&lt;/i&gt;. Tão-pouco se lê que pronuncie as palavras &lt;i&gt;pai, mãe, tia&lt;/i&gt;, na relação com eles, confirmando assim, com particular eficiência, o deserto de vidas ausentes de qualquer emoção.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como sinergia que aprofunda a secura omnipresente, surge na &lt;i&gt;primeira parte&lt;/i&gt; a recepcionista de um dos muitos hotéis onde, no seu viajar, o médico se hospeda. É uma rapariga de lábio leporino, de cama fácil, destituída de carácter, sem nenhum atractivo em particular, deserta de espírito, de inteligência e de vontade, o lábio fendido causando mesmo algum mal-estar na leitura, pela inexistência de alguma qualidade que pudesse fazer ignorar o defeito congénito.  É este rapariga, degradada física e moralmente, que se deita quer com o médico, quer com o gerente do hotel onde trabalha, que, depois de despedida por este, vai acompanhar o narrador nas viagens pelo país e por Espanha, e em casa dele e da família ascendente, até final do livro. Aliada a este ser humano desqualificado, está a abolia do médico, face ao tempo que vive e ao espaço que atravessa, misturados com a ausência de afecto ou de desafecto pela rapariga, potenciando ainda mais o que me parece ser o&lt;i&gt; leitmotiv&lt;/i&gt; do romance, de tal modo acompanha, a par e passo, o desenvolvimento do tempo narrativo: como um poder ou causa oculta, algo anulou o calor de que as personagens se viram previamente destituídas antes de o serem no romance. Como referi, a causa mais visível é a condição de ex-presidiário do médico e que terá pré-existido como parte do projecto de ficção. Isso porém seria determo-nos no imediato. Um dos aspectos marcantes do romance é abarcar o tempo em que veio e suas circunstâncias, causas e efeitos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na &lt;i&gt;segunda parte&lt;/i&gt;, pode pensar-se de início que o ambiente de seca solidão e também de lixo humano irá atenuar-se. No entanto, o desenvolvimento começa a ganhar volume e depressa nos desengana. O autor não sai do registo em que vinha e aprofunda a degradação com a entrada do pai, homem sem escrúpulos, antigo caseiro da exploração agrícola, que enviuvou e casou com uma das duas abastadas herdeiras da quinta (da &lt;i&gt;villa&lt;/i&gt;, digo, sublinhando agora o título latino), fazendo na irmã dela e cunhada este único filho, o médico, e delapidando ao jogo uma boa parte da riqueza da propriedade, de que restou uma vaca, a casa e as terras incultas. O pai pertence à qualidade de seres de que a ex-recepcionista faz parte e com a qual, aliás, se deita, perante a indiferença do filho. Tudo isto para sublinhar a desertificação extrema dos seres humanos com que H. G. Cancela consegue o pleno do que me parece ser o seu mais fundo desiderato, a narrativa de gente sem salvação e, por amostra, de uma humanidade sem destino. É não só um romance deste tempo universal, como também de forte identidade portuguesa, pelos cenários e personagens, e por dar a mostrar, sem sabiamente propor que se note, a morte da agricultura do país, quer pelo avanço da construção em solos férteis, quer, sobretudo, por razões de ordem política e económica que o romance não cita nem era preciso que citasse, seria mesmo prejudicial fazê-lo. A ruína, em que a dita &lt;i&gt;segunda parte&lt;/i&gt; evolui e que a mãe quer em vão remediar, basta para o inferir. E delapidação ao jogo da riqueza criada não chega para ocultar a razão última dessa morte nacional, em que a &lt;i&gt;villa &lt;/i&gt;se insere, e aqui mais uma vez se sublinha uma razão para o título latino. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O uso exclusivo de minúsculas depressa nos habitua, e a ausência de pontos de interrogação, nas falas que são perguntas, curiosamente aviva o desinteresse que embebe em geral as personagens, quando a conveniência não as põe a litigar entre si. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;De Re Rustica&lt;/i&gt; é um romance que se distingue pela qualidade densa, mas não monótona ou com linguagem encriptada, das análises da personagem narradora; pelo notável hausto da intriga, que se desenvolve como um longo e tenso final ou réquiem antecipado na dita &lt;i&gt;segunda parte&lt;/i&gt; (com 241 páginas) e nos agarra à leitura até ao fim; pela identificação profunda com o tempo em que vivemos; em suma, pelo carácter de obra conseguida e diferente, sem artifícios e segura na sua clara honestidade de sentido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;______________________________&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10pt; line-height: 115%;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; Columella, Lucius Junius Moderatus, &lt;i&gt;De Re Rustica&lt;/i&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11pt; line-height: 115%;"&gt;Em 1514, foi impresso em Veneza &amp;nbsp;o título &lt;i&gt;Libri De Re Rustica&lt;/i&gt;, compilação &amp;nbsp;que reúne as obras &amp;nbsp;sobre agricultura e outras actividades relacionadas com o campo romano (política, economia, etc.) &amp;nbsp;de Catão, Varrão, Columela e Paládio. Pela diferença de títulos, creio ser, não a esta, mas à obra de Columela que &amp;nbsp;H.G. Cancela foi buscar o título do romance.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-1667744548698236134?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/1667744548698236134'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/1667744548698236134'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2011/11/de-re-rustica-de-h-g-cancela.html' title='De Re Rustica, de H. G. Cancela'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-GhB-qHWG4Vg/TsXMYAnwLXI/AAAAAAAABgU/WXBF8dk9NDM/s72-c/h%2Bg.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-2529059630926236616</id><published>2011-10-31T23:50:00.002Z</published><updated>2011-10-31T23:52:18.823Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Referências on line'/><title type='text'>Referências em blogues</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-SwiQfSPxDFo/Tq8y8__fxAI/AAAAAAAABfw/dAfQ4LlufwM/s1600/nuno+dempster_pedro+e+in%25C3%25AAs.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-SwiQfSPxDFo/Tq8y8__fxAI/AAAAAAAABfw/dAfQ4LlufwM/s1600/nuno+dempster_pedro+e+in%25C3%25AAs.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agradeço a Domingos da Mota a transcrição do poema&lt;i&gt; Pedro e Inês foram vistos na cidade,&lt;/i&gt; no seu blogue &lt;a href="http://domingosmota.blogspot.com/2011/10/pedro-e-ines-foram-vistos-na-cidade.html" target="_blank"&gt;A Espessura do Tempo&lt;/a&gt;. Datada do passado dia 19, nem hoje ainda o Google dá conta da entrada.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-2529059630926236616?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/2529059630926236616'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/2529059630926236616'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2011/10/referencias-em-blogues_31.html' title='Referências em blogues'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-SwiQfSPxDFo/Tq8y8__fxAI/AAAAAAAABfw/dAfQ4LlufwM/s72-c/nuno+dempster_pedro+e+in%25C3%25AAs.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-410341258646995408</id><published>2011-10-29T23:44:00.001+01:00</published><updated>2011-10-29T23:44:58.110+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Referências on line'/><title type='text'>Referências em blogues</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-1hSCRh_UXFs/Tp2kY4vja6I/AAAAAAAABfY/BvNDTyYRgAo/s1600/nuno+dempster_pedro+e+in%25C3%25AAs.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-1hSCRh_UXFs/Tp2kY4vja6I/AAAAAAAABfY/BvNDTyYRgAo/s1600/nuno+dempster_pedro+e+in%25C3%25AAs.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No passado dia 19, surgiu no &lt;a href="http://contramundumcritica.blogspot.com/2011/10/nuno-dempster-pedro-e-ines-dolce-stil_19.html"target="_blank"&gt;contra mundum &lt;/a&gt;a segunda parte da crítica sobre o livro em imagem. Pensava eu que já tinha dado nota disso aqui. Não sei onde fui buscar tal ideia. O meu tardio agradecimento.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Victor Oliveira Mateus publicou no seu &lt;a href="http://adispersapalavra.blogspot.com/"target="_blank"&gt;A Dispersa Palavra&lt;/a&gt; três poemas transcritos do mesmo livro. O meu agradecimento agora em tempo decente.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-410341258646995408?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/410341258646995408'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/410341258646995408'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2011/10/referencias-em-blogues_29.html' title='Referências em blogues'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-1hSCRh_UXFs/Tp2kY4vja6I/AAAAAAAABfY/BvNDTyYRgAo/s72-c/nuno+dempster_pedro+e+in%25C3%25AAs.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-16231375574263239</id><published>2011-10-20T03:25:00.013+01:00</published><updated>2011-10-20T13:14:59.274+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Notas de leitura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>Lugano, poesia de Tatiana  Faia</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-aSuVvZa0jCw/Tp-AKl9lVzI/AAAAAAAABfo/5UKC1tLXMiE/s1600/Capa.Lug" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-aSuVvZa0jCw/Tp-AKl9lVzI/AAAAAAAABfo/5UKC1tLXMiE/s1600/Capa.Lug" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-8grCpZyaH2c/Tp9nRhVOxfI/AAAAAAAABfg/vMhEXDVlfBE/s1600/Capa.Lugano1.jpeg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;Lugano &lt;/i&gt;é uma surpresa e uma revelação acrescida por ser uma estreia em livro, a de Tatiana Faia (n. 1986), publicado pelas Edições Artefacto e apresentado a público em Lisboa, no passado dia 15 deste mês de Outubro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sem me preocupar mais com inícios canónicos, transcrevo de imediato o primeiro verso do livro:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;«&lt;i&gt;A chuva pousa de novo as mãos sobre os vidros&lt;/i&gt;»&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É como que um verso fundador da generalidade dos que compõem os poemas de &lt;i&gt;Lugano&lt;/i&gt;, um verso perfeito com sabor clássico, numa poesia inequivocamente contemporânea. Além da imagem que o verso inteiro encerra, cuja qualidade e vibração inaugural se vão reencontrar nos poemas do livro, encontramos com frequência um ritmo marcado por palavras curtas, monossílabos, dissílabos, menos trissílabos e menos ainda palavras de maior extensão, o que lhes confere o dito sabor. Há ainda, no geral, a musicalidade que o ritmo acompanha, marcada neste verso por um tom baixo, fechado, de vogais e ditongos, em sincronia com a imagem crepuscular da chuva a escorrer nos vidros. Também a aliteração oculta da fricativa V em &lt;i&gt; chu&lt;b&gt;v&lt;/b&gt;a&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;no&lt;b&gt;v&lt;/b&gt;o&lt;/i&gt;, desvelando-se na palavra final &lt;i&gt;&lt;b&gt;v&lt;/b&gt;idros, &lt;/i&gt;contribui, com grande discrição, para a musicalidade do exemplo que encontrei para abordar o todo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Noutro aspecto, a ausência praticamente total de pontuação, bem como a divisão da maioria dos poemas em estrofes por numeração romana (em contraponto com a linguagem poética, contraponto que me parece propositado), têm a virtude de unir a leitura, o que talvez não sucedesse tanto com a pontuação e a forma de divisão habitual, digamos assim. O que se justifica, concernindo-me eu  à ausência de pontuação, por a poesia de &lt;i&gt;Lugano &lt;/i&gt;ser suficientemente clara nas quebras de sentido, de modo a poder negar-se com firmeza a presença da tão desentendida multiplicidade de significados, a que não poucos recorrem (ou de que se socorrem…), com a prestimosa falta de pontuação e de palavras com origem numa abstracção meramente individual, quando não aleatórias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi para vincar estas qualidades, cada vez mais raras, que assim abri a minha análise de leitura e por me terem sido logo o princípio da surpresa. E nessas qualidades contêm-se os assuntos do livro num todo uno, que também o é na arrumação dos poemas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acresce a atracção que a obra exerce na leitura. Poderia, enganosamente e por poemas dela, classificar &lt;i&gt;Lugano &lt;/i&gt;como um livro de poesia sobre destinos de viagens. Em verdade, é-o do mundo com que a autora se encontra nos poemas, sem que no entanto deixe de discorrer sobre cidades e sítios por onde andou, expressos ou não, desde uma quotidiana Lisboa:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;«&lt;i&gt;de verdade não pertenço à beleza fixa das coisas &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;sou só um elo na corrente que prende a noite&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;ao seu pedestal a mão fechada sobre o papel&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;juntos atravessámos as moradas da noite fomos &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;os habitantes pacatos dessas paredes escutei&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;de amigos o riso entre cigarros em bares que &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;placas não anunciam em ruas discretas que&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;só existem em lisboa às três da manhã escutei &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;o seu riso como um murmúrio de rio em cuja &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;corrente nos perdemos nem a notícia da ínfima &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;pegada na margem tomei parte em conversas que &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;não figurariam no guião de nenhum filme lucrativo&lt;/i&gt;» &lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;1&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;a uma  longínqua Istambul:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;«&lt;i&gt;e vi em pleno dia a clareza dos rostos&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;a que nunca mais poderei dar um nome &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;sei que também para ti a vitória&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;hesitou em todas as esquinas&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;em todas as ruelas habitadas por gatos vadios &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;e rapazes jogadores de bola&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;em cada pequena troca ou concessão&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;em cada larga avenida atravessada na pressa &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;de que o semáforo não tornasse ao vermelho&lt;/i&gt;» &lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;2&lt;/span&gt; ,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;juntamente com &lt;i&gt;Lugano, Naxos, Pompeia, Milão, Alexandria, Lisboa, La Valleta, Paros, Siracusa,  Atenas, Roma e Jerusalém&lt;/i&gt;, como títulos de poemas,  segundo o índice; Palermo e de novo Lisboa no corpo de duas composições, aqui enumero de cor; e ainda referências urbanas de cidades não nomeadas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É visível a predilecção da autora por exteriores (há a razão óbvia das viagens. Pode não se repetir em livros futuros), pela casa, por quartos de passagem ou não, por janelas e mesas, por areais, chuva e vento, para meditar poeticamente não tanto sobre eles, quanto da poeta consigo mesma nesses lugares e circunstâncias e com o outro ou outros, utilizando para si, muito maioritariamente, a segunda pessoa do singular e por vezes a do plural  como forma de distanciamento pessoal e de tratamento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A par disto, há a alusão a mitos e a locais da Antiguidade Clássica, longe de ressonâncias românticas, por vezes recordações de leituras «&lt;i&gt;pensava distraidamente um pedaço de pão/ &lt;u&gt;vinho misturado com água&lt;/u&gt;&lt;/i&gt;» &lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;3&lt;/span&gt;, o vinho das hecatombes gregas, ou este trecho do belo poema &lt;i&gt;Paros&lt;/i&gt;:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;«&lt;/i&gt;&lt;i&gt;longa noite no manto da cidade sobre &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;os ombros estendido algo que está &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;sobre a mesa uma caneta&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;esquecida numa lata de chá um livro &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;um copo vazio na janela coada luz de &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;azul e prata te traz seguro pela raiz &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;dos cabelos assim mais uma vez&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;fitarás &lt;u&gt;a aurora&lt;/u&gt; de homero, a &lt;u&gt;de róseos&lt;/u&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;u&gt;dedos&lt;/u&gt; que em pétalas as horas entreabrem&lt;/i&gt;  (…)» &lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;4  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As referências surgem também como comparações de apoio, por vezes significantes no contexto do poema: &lt;i&gt;«avançamos pela cidade como Ulisses/ por entre os campos de asfódelos»&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt; 5&lt;/span&gt;&lt;i&gt;, ou «e aos poucos fôssemos sendo o que todos os homens são// semelhantes àquele deus bifronte que sempre apontando/ em imperfeitos gestos duas coisas tão opostas&lt;/i&gt;» &lt;span style="font-size: xx-small;"&gt; 6&lt;/span&gt;; ou então por  simples associação com o presente: &lt;i&gt;«ariadne em naxos instantes antes de acordar/ não sabe que haverá sempre uma imagem/ que sirva a definição dos nossos dias que seja útil / como linguagem que tudo perdido haverá sempre/ uma imagem que nos defenda&lt;/i&gt; (…)» &lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;7&lt;/span&gt;,&amp;nbsp;   ou &lt;i&gt;«a rapariga vista no fresco de pompeia/ na mão esquerda segurava contra/ o lábio o estilete e na direita pequenas/ tábuas de madeira por um laço verde atadas&lt;/i&gt; (…)//&lt;i&gt; este era também o tempo em que guardavas/ no bolso interior do casaco um desses pequenos/ espelhos de tampa verde e amendoeiras em flor/ estampados oráculos de bolso com que/ as mulheres por vezes consultam o rosto&lt;/i&gt;» &lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;8&lt;/span&gt;. São introduções cultas, originadas pela memória da beleza de um mundo antigo extinto, da sua arte, que assim se mantém presente, sem idealismos que não reflectem&amp;nbsp; nem a realidade daquele tempo, nem a deste. Não querendo ser exaustivo, as referências com sentido metafórico surgem raramente. Encontrei duas, a de Faetonte &lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;9&lt;/span&gt;, em &lt;i&gt;This Fabrication Built of Autumn&lt;/i&gt;, e a de Electra no final de &lt;i&gt;Morning Becomes Electra &lt;/i&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;10&lt;/span&gt;&lt;i&gt;,&lt;/i&gt;  e se, por descuido da memória, houver outras, serão tão sem importância que não beliscam a hegemonia das formas de abordagem citadas antes, o que confirma a marca do tempo actual, pós-moderno, de que este livro é um bom exemplo, as viagens, as alusões cultas, as epígrafes, três títulos em inglês &lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;11&lt;/span&gt;, as expressões latinas com ligação à Roma clássica, as referências a filmes, que curiosamente dão título, em italiano, ao primeiro e ao último poema do livro &lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;12&lt;/span&gt;, sem que sejam ecfrásticos, a versos e a poetas e, &lt;i&gt;last but not least&lt;/i&gt;, o debater-se do sujeito poético com as suas próprias circunstâncias e as do que e de quem a rodeiam nas suas relações de vida, aqui com uma diferença do panorama mais comum: não se sente a penumbra do desencanto que atravessa o nosso tempo poético, há um permanente ir e voltar das contradições, enfrentado com serena claridade, já longe porém da luz moderna emanada de um tempo de esperança, estou a lembrar-me de Kavafis, de Elytis e de Sophia,  entre outros.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Trata-se de um livro que se torna múltiplo e completo, como efeito dos diversos vectores que tecem uma espécie de rede que o contém na totalidade e o fecha numa só bloco: a perfeição formal, a serenidade e o prazer que se colhe da leitura, devido ao conhecimento e maneio da ductilidade da Língua que se percebem nos poemas (hoje coisa pouco frequente), bem como a música dela nos seus sons; as imagens vivas, não importadas; o tema das cidades e lugares, tratado de um ângulo que, não sendo novo, o torna mais atraente e lhe confere acrescida densidade, isto é, o sujeito poético está sempre em relação com o outro ou os outros, sem deixar de estar com os lugares; aqui e além, um lirismo fresco e contido; por fim, o lado culto das referências em muitos dos seus poemas, que eleva o livro, o complexifica e faz girar a memória em todas as direcções, quando não nos põe em busca do que nela se deliu ou que porventura não conhecemos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Lugano &lt;/i&gt;é uma surpresa excelente, uma bela estreia e, o que é muito mais, um vento fresco na modorra dos reis que passam nus.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;______________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;i&gt;[1] Sirenes, I, p. 67&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;i&gt;[2] Istambul, VI, p. 37&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;i&gt;[3] Morning Becomes Electra, p. 12&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;i&gt;[4] Paros, VI, p. 66&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;i&gt;[5] This Fabrication Built of Autumn, III, p. 26&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;i&gt;[6] Jano Bifronte, p. 14&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;i&gt;[7] Naxos, VI, p. 31 &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;i&gt;[8] Pompeia, I e II, p. 40&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;i&gt;[9] VI, p. 28&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;i&gt;[10] p. 13&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;i&gt;[11] Morning Becomes Electra,&lt;/i&gt; provém da peça de teatro homónima de Eugene O’Neil&lt;i&gt;; This Fabrication Built of Autumn,&lt;/i&gt; já em nota, tem origem em parte de um verso do poema &lt;i&gt;Sub Mare, de Erza Pound,, &lt;/i&gt;e &lt;i&gt;Brisk Weather, &lt;/i&gt;retirado do romance&lt;i&gt; Justine, &lt;/i&gt;de Lawrence Durrel,  aliás como mostram as epígrafes dos poemas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;i&gt;[12] Una Giornata Particolare,&lt;/i&gt; filme de 1977, com realização de Ettore Scola, e&lt;i&gt; Estate Violenta&lt;/i&gt;, realizado por Valerio Zurlini em 1959, que dão título aos poemas da p. 7 e 88, respectivamente.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-16231375574263239?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/16231375574263239'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/16231375574263239'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2011/10/lugano-poesia-de-tatiana-faia.html' title='Lugano, poesia de Tatiana  Faia'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-aSuVvZa0jCw/Tp-AKl9lVzI/AAAAAAAABfo/5UKC1tLXMiE/s72-c/Capa.Lug' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-4628444243356881281</id><published>2011-10-18T17:44:00.000+01:00</published><updated>2011-10-18T17:44:19.536+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Referências on line'/><title type='text'>Referência</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-1hSCRh_UXFs/Tp2kY4vja6I/AAAAAAAABfY/BvNDTyYRgAo/s1600/nuno+dempster_pedro+e+in%25C3%25AAs.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-1hSCRh_UXFs/Tp2kY4vja6I/AAAAAAAABfY/BvNDTyYRgAo/s1600/nuno+dempster_pedro+e+in%25C3%25AAs.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Anteontem, uma leitura crítica do livro em imagem &lt;a href="http://blogcompalavrasaofundo.blogspot.com/2011/10/leituras-37.html"target="_blank"&gt;no blog com palavras ao fundo&lt;/a&gt;. Os meus agradecimentos a Maria Manuel Rocha.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-4628444243356881281?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/4628444243356881281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/4628444243356881281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2011/10/referencia.html' title='Referência'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-1hSCRh_UXFs/Tp2kY4vja6I/AAAAAAAABfY/BvNDTyYRgAo/s72-c/nuno+dempster_pedro+e+in%25C3%25AAs.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-5265046768559189774</id><published>2011-10-16T17:50:00.004+01:00</published><updated>2011-10-16T18:13:52.819+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Referências on line'/><title type='text'>Referências em blogues</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-U7zju6k2_4s/TpsJ7bXbFhI/AAAAAAAABfQ/Q1MSrqcDR7Y/s1600/5+r.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="160" src="http://2.bp.blogspot.com/-U7zju6k2_4s/TpsJ7bXbFhI/AAAAAAAABfQ/Q1MSrqcDR7Y/s320/5+r.jpg" width="110" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No &lt;a href="http://contramundumcritica.blogspot.com/2011/10/nuno-dempster-pedro-e-ines-dolce-stil.html"&gt;contra mundum&lt;/a&gt;, uma leitura crítica sobre &lt;i&gt;Pedro e Inês: Dolce Stil Nuovo&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com atraso meu considerável,&amp;nbsp; transcrição de um poema do mesmo livro por parte de &lt;a href="http://ruialme.blogspot.com/2011/09/alcobaca-25-de-setembro-de-2011-nuno.html"&gt;Rui Almeida&lt;/a&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os meus agradecimentos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-5265046768559189774?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/5265046768559189774'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/5265046768559189774'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2011/10/referencias-em-blogues.html' title='Referências em blogues'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-U7zju6k2_4s/TpsJ7bXbFhI/AAAAAAAABfQ/Q1MSrqcDR7Y/s72-c/5+r.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-8982791999283367904</id><published>2011-10-06T20:38:00.002+01:00</published><updated>2011-10-06T20:41:39.876+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coisas de poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Notícias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poetas e poesia'/><title type='text'>Prémio Nobel</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-0EF8rZefr20/To33oB2eH5I/AAAAAAAABew/EI9vu9MR8ko/s1600/Tomas-Transtr-mer-Nobel-de-Literatura-2011-size-598.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="225" src="http://2.bp.blogspot.com/-0EF8rZefr20/To33oB2eH5I/AAAAAAAABew/EI9vu9MR8ko/s400/Tomas-Transtr-mer-Nobel-de-Literatura-2011-size-598.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora, sim, é que há condições para se publicar neste país a poesia de Tomas Tranströmer em livro a solo. Até hoje não.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;TORMENTA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De súbito o caminhante encontra aqui o velho&lt;br /&gt;carvalho gigante, como um alce mudado em pedra&lt;br /&gt;com a larga copa frente à força verde negra&lt;br /&gt;do mar de Setembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tormenta do norte.  É o tempo em que as sorvas&lt;br /&gt;amadurecem. Desperto ouve na obscuridade&lt;br /&gt;as constelações estampadas&lt;br /&gt;no mais alto do carvalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Tomas Tranströmer, tradução da casa a partir do castelhano. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-8982791999283367904?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/8982791999283367904'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/8982791999283367904'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2011/10/premio-nobel.html' title='Prémio Nobel'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-0EF8rZefr20/To33oB2eH5I/AAAAAAAABew/EI9vu9MR8ko/s72-c/Tomas-Transtr-mer-Nobel-de-Literatura-2011-size-598.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-6995836169490550268</id><published>2011-10-02T21:40:00.006+01:00</published><updated>2011-10-03T00:17:17.108+01:00</updated><title type='text'>Ontem, no Dia Mundial da Música</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/mWY4M_iwCTg" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com &lt;i&gt;Mosaic&lt;/i&gt;, &lt;a href="http://www.apao.web.pt/organistas/actuais/joaopedroliv.htm" target="_blank"&gt;João Pedro Oliveira&lt;/a&gt; recebeu o prémio &lt;a href="http://www.nuovaconsonanza.it/2010/concorso10.html" target="_blank"&gt;Concurso Internacional de Composição Franco Evangelisti, 2010&lt;/a&gt;, Itália.&amp;nbsp; Entre outras obras de música contemporânea para piano, houve direito ainda a escutar a Sonata op. 1 de Alban Berg. A fechar duas peças de Lizt, julgo que para sossegar os ouvidos conservadores. O recital da pianista Madalena Soveral saiu prejudicado na sua unidade com esta concessão objectiva e as obras de Lizt também. Mas o recital foi um feito nesta cidade.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-6995836169490550268?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/6995836169490550268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/6995836169490550268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2011/10/ontem-no-dia-mundial-da-musica.html' title='Ontem, no Dia Mundial da Música'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/mWY4M_iwCTg/default.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-888562963547656641</id><published>2011-09-29T17:04:00.002+01:00</published><updated>2011-09-29T17:41:09.936+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='versos do blogue'/><title type='text'>Recluso nove anos por falta de método</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-1FQS4cK8ZmM/ToRj1hTiJ9I/AAAAAAAABeo/tKwop_1QWPY/s1600/quevedo%2B2.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-1FQS4cK8ZmM/ToRj1hTiJ9I/AAAAAAAABeo/tKwop_1QWPY/s400/quevedo%2B2.JPG" width="245" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;Francisco de Quevedo, retrato de autor desconhecido, pescado no Google&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apostaram comigo: faz um soneto &lt;br /&gt;e ganharás no céu brilho de vate,&lt;br /&gt;e na terra, diplomas de quilate.&lt;br /&gt;Logo eu disse: aí é que me não meto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ao ver acabado um só quarteto,&lt;br /&gt;com enorme ambição e disparate,&lt;br /&gt;de rima a metro quis ser alfaiate.&lt;br /&gt;Que aflito estou, transpiro e já derreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem de oito versos feitos me sossego.&lt;br /&gt;É que ouço gargalhadas. Serão minhas?&lt;br /&gt;Sim, só podem ser. Já se vai o medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salta e rejubila, ó tão inchado ego.&lt;br /&gt;Terminei um soneto sem espinhas.&lt;br /&gt;Ofereçam-me os louros de Quevedo.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;© nd&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este soneto andou desaparecido talvez uns nove anos nos labirintos minóicos dos meus computadores sucessivos. De vez em quando, lembrava-me dele com pena e dava-o como perdido, embora o fosse procurando. Ontem, de repente e com grande espanto meu, encontrei-o  logo na abertura de um ficheiro de Word, quando andava à procura de poemas esquecidos. Foi como se me enchesse o ecrã todo. É uma brincadeira, cuja leitura me diverte, e já vem de Lope de Vega, passando por Gregário de Matos e talvez por outros. Ler &lt;a href="http://es.wikisource.org/wiki/Un_soneto_me_manda_hacer_Violante" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.sonetos.com.br/sonetos.php?n=641" target="_blank"&gt;aqui &lt;/a&gt;os sonetos desses poetas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-888562963547656641?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/888562963547656641'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/888562963547656641'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2011/09/recluso-nove-anos-por-falta-de-metodo.html' title='Recluso nove anos por falta de método'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-1FQS4cK8ZmM/ToRj1hTiJ9I/AAAAAAAABeo/tKwop_1QWPY/s72-c/quevedo%2B2.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-7318891827033403094</id><published>2011-09-28T20:39:00.000+01:00</published><updated>2011-09-28T20:39:43.727+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Referências on line'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>Referências em blogues</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-3EOBm4mNa6E/ToNlUy-5BZI/AAAAAAAABeg/NjxfaqCu3q8/s1600/bruegel_The%2BTower%2Bof%2BBabel.jpeg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="299" src="http://2.bp.blogspot.com/-3EOBm4mNa6E/ToNlUy-5BZI/AAAAAAAABeg/NjxfaqCu3q8/s400/bruegel_The%2BTower%2Bof%2BBabel.jpeg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Pieter Bruegel, o Velho, &lt;i&gt;Torre de Babel&lt;/i&gt;, óleo sobre painel de madeira, 1563.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Antes, &lt;a href="http://amadeubaptista.blogspot.com/2011/09/os-livros-dos-meus-amigos-meus-amigos.html" target="_blank"&gt;Amadeu Baptista&lt;/a&gt;,  &lt;a href="http://barcosflores.blogspot.com/2011/09/poetas-meus-amigos-154.html" target="_blank"&gt;Amélia Pais&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://porosidade-eterea.blogspot.com/2011/09/novo-livro-de-nuno-dempster.html" target="_blank"&gt;Inês Ramos&lt;/a&gt; já tinham publicado poemas e notícia da edição de &lt;i&gt;Pedro e Inês: Dolce Stil Nuovo&lt;/i&gt;. Hoje,&lt;a href="http://bibliotecariodebabel.com/geral/dois-poemas-de-nuno-dempster/" target="_blank"&gt; José Mário Silva&lt;/a&gt; colocou dois poemas no seu Bibliotecário de Babel.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A primeira impressão que tenho ao ler poemas meus em blogues é que não fui eu que os escrevi. Isto não me sucede em livro, sucede-me na Net. Talvez tenha a ver com as escolhas pessoais, com a parte da poesia que cabe ao leitor. Trata-se de facto de uma repartição visível. Obrigado pela atenção que tiveram.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-7318891827033403094?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/7318891827033403094'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/7318891827033403094'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2011/09/referencias-em-blogues.html' title='Referências em blogues'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-3EOBm4mNa6E/ToNlUy-5BZI/AAAAAAAABeg/NjxfaqCu3q8/s72-c/bruegel_The%2BTower%2Bof%2BBabel.jpeg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-5281493536146869680</id><published>2011-09-28T03:49:00.001+01:00</published><updated>2011-11-09T20:42:42.902Z</updated><title type='text'>Vêm aí os teutónicos</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-22tX74LPLJ0/ToKIWfeFIUI/AAAAAAAABeU/LcZ-FUv78Q8/s1600/angela_merkl.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="306" src="http://1.bp.blogspot.com/-22tX74LPLJ0/ToKIWfeFIUI/AAAAAAAABeU/LcZ-FUv78Q8/s320/angela_merkl.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por este andar, o IV Reich isola por mar a Irlanda, barra a passagem nos Pirinéus, ocupa o Olimpo, Delfos e o Parnaso ali ao lado, e talvez chegue a cercar a Itália por terra e mar. Declara a seguir a perda de soberania desses países. Tudo com o beneplácito colaboracionista dos títeres &lt;i&gt;à la Vichy&lt;/i&gt; em governos controlados pelos teutónicos. Mais tarde,  como não haverá dinheiro para asfalto, a maioria silenciosa deste país irá mansamente calcetar as auto-estradas com paralelepípedos, para ganhar para uns chícharos com rama de nabo. Granito é coisa que não falta e gente, pelos vistos, também não. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-5281493536146869680?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/5281493536146869680'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/5281493536146869680'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2011/09/vem-ai-os-teutonicos.html' title='Vêm aí os teutónicos'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-22tX74LPLJ0/ToKIWfeFIUI/AAAAAAAABeU/LcZ-FUv78Q8/s72-c/angela_merkl.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-973213636536344071</id><published>2011-09-15T19:41:00.000+01:00</published><updated>2011-09-15T19:41:10.581+01:00</updated><title type='text'>Livro novo</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-JriogXLt280/TnJBfk-dp8I/AAAAAAAABeQ/XXAsR19la64/s1600/5%2Br.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="320" width="221" src="http://4.bp.blogspot.com/-JriogXLt280/TnJBfk-dp8I/AAAAAAAABeQ/XXAsR19la64/s320/5%2Br.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Chegou-me há pouco tempo, surgirá nas livrarias lá para meados de Outubro. Não se deixem levar pelo &lt;i&gt;Dolce Stil Nuovo&lt;/i&gt; do título. A sua função não é anunciar amores ideais. O poema de abertura levanta um pouco o véu, como um aperitivo a fazer boca para o que se segue. Aqui o deixo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Posso ver, inclinados sobre Inês,&lt;br /&gt;os vultos que na noite de outro tempo&lt;br /&gt;escreviam com forma e tom diversos,&lt;br /&gt;porque deste futuro não sabiam&lt;br /&gt;o modo e sua cor, nem o ruído&lt;br /&gt;de máquinas velozes a marcar&lt;br /&gt;a urgência da denúncia que me bate&lt;br /&gt;nas têmporas, aviso para a luz&lt;br /&gt;nascente das palavras irreais&lt;br /&gt;do palimpsesto, em cujo pergaminho&lt;br /&gt;os vultos escreviam sem ter dúvidas,&lt;br /&gt;pois nada se mudava nos seus anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-973213636536344071?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/973213636536344071'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/973213636536344071'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2011/09/livro-novo.html' title='Livro novo'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-JriogXLt280/TnJBfk-dp8I/AAAAAAAABeQ/XXAsR19la64/s72-c/5%2Br.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-3832720140952928730</id><published>2011-09-11T02:29:00.003+01:00</published><updated>2011-09-11T02:33:50.023+01:00</updated><title type='text'>Houve outro 11 de Setembro</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/3muU51SYnwI" allowfullscreen="" frameborder="0" height="345" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-3832720140952928730?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/3832720140952928730'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/3832720140952928730'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2011/09/houve-outro-11-de-setembro.html' title='Houve outro 11 de Setembro'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/3muU51SYnwI/default.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-2673089548317681786</id><published>2011-08-22T23:22:00.007+01:00</published><updated>2011-08-23T00:34:27.627+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sinais de Fogo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Breves'/><title type='text'>De Harley Davidson</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-GqysPdsWH6o/TlLhE2Cd6mI/AAAAAAAABXg/gADnfL4pshM/s1600/harley_davidson_1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-GqysPdsWH6o/TlLhE2Cd6mI/AAAAAAAABXg/gADnfL4pshM/s400/harley_davidson_1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5643820756390242914" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com o blogue assim ao abandono, imaginemos que fui passar férias ao Cabo Norte, montado nesta Harley Davidson, com barba prévia de três meses e cabelo de seis, o que é suposto sinal de profunda excentricidade intelectual e criativa. E, para mal dos meus remédios, que hoje tenha regressado a este país governado pela troika dos Beresford, ainda que poucos se ralem com isso. Sua Eminência Reverendíssima, o Cardeal Patriarca  de Lisboa, prega mesmo a obediência ao governo estrangeiro e aos seus acólitos nacionais, que os há sempre. Vejamos o que irá suceder quando tirarem ao &lt;span style="font-style: italic;"&gt;«povo» &lt;/span&gt;a côdea de sêmea  com que iria adubar o caldo ralo. Com certeza vai tudo a Fátima, mas por ali é serra e fragas, nem para centeio dá. Entretanto, o Khadafi é que está na berra, tirano, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;hijo de puta&lt;/span&gt;, cortava-te as goelas, enquanto aplaudem o pessoal louro do petróleo, que enrosca já a boca das mangueiras. Como se ganhássemos algo com isso e o mundo não fosse comandado por khadafis invisíveis. Enfim, pondo de parte estas chatices, digamos que as férias passadas lá no cimo teriam sido uma excelente razão para ter o blogue parado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-2673089548317681786?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/2673089548317681786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/2673089548317681786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2011/08/de-harley-davidson.html' title='De Harley Davidson'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-GqysPdsWH6o/TlLhE2Cd6mI/AAAAAAAABXg/gADnfL4pshM/s72-c/harley_davidson_1.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-8681860628545371528</id><published>2011-07-05T18:50:00.006+01:00</published><updated>2011-07-12T13:45:09.301+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Versos meus publicados em papel'/><title type='text'>Desconstrução</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-AqOnAtyw5Yc/ThNTTR6RqZI/AAAAAAAABVs/SjUzzCiO6sc/s1600/colmeia-de-satelites.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-AqOnAtyw5Yc/ThNTTR6RqZI/AAAAAAAABVs/SjUzzCiO6sc/s400/colmeia-de-satelites.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5625931950206331282" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E o mar e o céu azul,&lt;br /&gt;Onde os anjos da velha Lusitânia&lt;br /&gt;Voam como através da nossa fantasia.&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;Teixeira de Pascoaes&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Sobre os cumes nevados do Marão&lt;br /&gt;o azul esvaziou-se, cor&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;onde os anjos da velha Lusitânia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;eram um divagar de Pascoaes&lt;br /&gt;doente de saudade.&lt;br /&gt;Se nem a Lusitânia existe&lt;br /&gt;e não se têm visto anjos no céu,&lt;br /&gt;que sobra das ideias do poeta?&lt;br /&gt;Por certo o desconforto de saber&lt;br /&gt;que estava errado e a pena&lt;br /&gt;de o país ir chegando&lt;br /&gt;imagina-se que ao final&lt;br /&gt;sem haver fé nenhuma.&lt;br /&gt;Em cinquenta e dois, já aeronaves&lt;br /&gt;sulcavam o universo azul cyan&lt;br /&gt;sem mais significado que o da Física,&lt;br /&gt;e por isso, por causa dessa cor,&lt;br /&gt;a Amarante de minha mãe&lt;br /&gt;não pôde resistir, e &lt;span style="font-style:italic;"&gt;os anjos&lt;br /&gt;da velha Lusitânia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;perderam a batalha, expulsos&lt;br /&gt;do céu por esquadrilhas&lt;br /&gt;que atulharam o cosmos de satélites.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Nuno Dempster, in Revista de Poesia Saudade, n.º 11, Junho de 2009, p. 51.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-8681860628545371528?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/8681860628545371528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/8681860628545371528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2011/07/desconstrucao.html' title='Desconstrução'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-AqOnAtyw5Yc/ThNTTR6RqZI/AAAAAAAABVs/SjUzzCiO6sc/s72-c/colmeia-de-satelites.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-8330437627738000654</id><published>2011-06-30T00:39:00.021+01:00</published><updated>2011-10-20T12:51:02.951+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Notas de leitura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>Não se Emenda, a Chuva, de António Cabrita</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-8lb9u6KQgCo/Tgu38LmcPHI/AAAAAAAABVk/lYV2TeYLkeQ/s1600/Capa%2Bn%25C3%25A3o%2Bse%2Bemenda%252C%2B2.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5623790804236254322" src="http://2.bp.blogspot.com/-8lb9u6KQgCo/Tgu38LmcPHI/AAAAAAAABVk/lYV2TeYLkeQ/s400/Capa%2Bn%25C3%25A3o%2Bse%2Bemenda%252C%2B2.jpg" style="cursor: hand; cursor: pointer; display: block; height: 400px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 243px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;António Cabrita  (n. 1956, Pragal, Almada), a viver actualmente em Moçambique, Maputo,  é um criador multímodo, &lt;a href="http://porosidade-eterea.blogspot.com/2011/05/antonio-cabrita-lanca-livro-em-maputo.html" target="_blank"&gt;a sua obra&lt;/a&gt; vai da prosa de ficção à poesia, de peças de teatro  representadas a guiões passados a película e ao ecrã das TV e a textos de crítica de cinema e de literatura, aqui como jornalista vinte e tal anos, dos quais dezoito no Expresso. Assina o blogue &lt;a href="http://raposasasul.blogspot.com/" target="_blank"&gt;Raposas a Sul&lt;/a&gt;, que deixo recomendado. Sou seu &lt;span style="font-style: italic;"&gt;cliente &lt;/span&gt;desde que surgiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Maio passado, no Maputo, António Cabrita lançou o livro de poesia &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não se Emenda a Chuva&lt;/span&gt;, editado pela Livro de Horas, do Porto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não se Emenda, a Chuva&lt;/span&gt; é uma colectânea de poemas dividida em três partes, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Razão Provisória&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não se Emenda, A Chuva&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Um Rio Nada Doméstico&lt;/span&gt;. Nesta divisão há uma criativa arrumação que contribui para a unidade do livro, como veremos adiante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira parte é constituída por oito sonetos irregulares, sem metro nem rima, mas respeitando aparentemente a divisão canónica do soneto italiano em duas quadras e dois tercetos. Digo aparentemente porque a liberdade vai mais além, e ultrapassa as estrofes certas no seu fecho de período ou oração. A liberdade aqui só acaba no décimo quarto verso. Cinco destes oito sonetos têm a ver de algum modo com a escrita, a poesia, os livros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda parte é constituída por 55 poemas, salvo erro de contagem, e nesta parte estão poemas de uma liberdade muito viva (porque verdadeira), que mistura, num só poema, versos e prosa e, noutros, surgem versos com 19, 20 sílabas métricas, a cobrir quase duas linhas, que pensaríamos ser prosa, caso não tivéssemos sentido neles o ritmo de verso. Nesta parte nota-se também o cuidado do poeta na arrumação dos poemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A terceira e última contém sete sonetos semelhantes na forma aos da primeira parte e tem uma liberdade adicional, que é a do soneto 1 se ligar, em assunto e tempo,  ao 2, e de o 3 se ancorar, no mesmo tempo, ao 2  pelo uso, no início, de uma simples copulativa “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E lembro-me das amoras nas azinhagas, &lt;/span&gt;(…)”, e este, por sua vez, com o final do verso a terminar em ponto-e-vírgula, o que não indica o final, e assim passar para o 4, ligando-se este ao 5 pelo mesmo assunto e tempo. Os sonetos 6 e 7 vão mais longe nesta inventiva. A única separação que há entre eles é o algarismo do soneto e a página, tanto que o 7 começa com minúscula, quando nunca é usada no início dos sonetos pelo poeta: “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;e não sei apontar: poejo, estragão, tomilho,&lt;/span&gt; (…)” . Parece pois claro que, com este desenvolvimento sequencial dos sonetos, o autor quis fazer dois poemas, um com os cinco primeiro sonetos e outro com os dois últimos, o que cumula a criatividade também desta parte. Não quero deixar passar, sem prejuízo das restantes, a grande beleza desta parte, cujos dois últimos sonetos num só poema coroam com chã e lúcida grandeza o final do livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos assim uma colectânea limitada por duas partes de sonetos, com outra vasta, o miolo ao centro, de que aquelas são as continentes. Consegue-se só por aqui uma unidade da qual, hoje em dia, alguns exigem mais, a unidade sequencial do princípio ao fim, ou seja, um livro temático. É uma ideia feita. Um livro de poesia não é nenhum romance. Sem negar o livro temático de poesia (como poderia fazê-lo, se tenho um no prelo?), não se pode levar a sério tal  pretensão. As modas dão no que dão, e o resultado já se vê há anos, na monotonia bocejante de páginas e páginas sem imaginação e sem pensamento amplo, repetitivas até à não leitura. Mas não é só na disposição do livro, de resto cuidada pelo poeta como já se disse, não é só aí que a unidade se consegue. No caso de poetas, salvo seja com &lt;span style="font-style: italic;"&gt;território &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;marcado&lt;/span&gt;, como é o caso, é o próprio &lt;span style="font-style: italic;"&gt;estilo&lt;/span&gt;, digamos assim, para abreviar, o cimento que dá coesão ao livro. É disto que muitos não se lembram. Enfim, somado e conferido, o livro é um poliedro com muitas faces, mas é um poliedro com a força de uma voz própria a uni-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das marcas fundas que retirei desta poesia é a irrequieta inquietação, inquietação da natureza humana, naturalmente, mas também irrequietude de quem busca e corre por fora e por dentro de si mesmo, tornando a poesia muito viva, aliás – abalanço-me a dizer -, de acordo com os múltiplos modos de expressão na obra de António Cabrita, que reflectem a forma de estar do autor. Esta irrequietude, este olhar e estar não se definem em poemas, neste ou naquele, mana da natureza da própria poesia, polifacetada de assuntos, afirmativa, sem inquirições psicológicas do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;eu &lt;/span&gt;enquanto indivíduo e caso pessoal. Porque mesmo quando se aborda a si mesmo, distancia-se, e fá-lo  com frequência pela ironia e também pelo sarcasmo consigo mesmo. P. 13:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;span style="font-style: italic;"&gt;1&lt;br /&gt;Como se esfolasses um animal,&lt;br /&gt;atiras-te ao verbo sem&lt;br /&gt;dares conta: é ele quem&lt;br /&gt;te impele à porta giratória&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por onde se acede ao salão&lt;br /&gt;que anicha, em cima&lt;br /&gt;da secretária de mogno,&lt;br /&gt;a tua&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; solidão empalhada&lt;/span&gt;,&lt;/span&gt;(…)”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além dessas, são vários as formas que usa para distanciação, entre as quais a descrição de um ambiente que vai diluir a importância do sujeito, como aqui, p.16:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;4&lt;br /&gt;Ágrafa a noite agrafa a manhã&lt;br /&gt;à luz: delata as mitologias&lt;br /&gt;que às golfadas&lt;br /&gt;levantaram o arco da ilusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A morte rápida é castigo&lt;br /&gt;muito leve para os ímpios,&lt;br /&gt;morrerás exilado&lt;br /&gt;errante, longe do solo natal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- o salário que um ímpio&lt;br /&gt;merece escreveu Eurípedes,&lt;/span&gt;(…)”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o uso da segunda pessoa do singular, como em ambos os trechos acima e em muitos outros poemas, mas também o humor, neste estupendo poema, p.23:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;span style="font-style: italic;"&gt;1&lt;br /&gt;O Artur, com uma pedrada, vazou o olho a uma&lt;br /&gt;galinha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e corremos até onde as forças nos levaram, estriados&lt;br /&gt;de riso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali, nos perdidos contrafortes do aqueduto, mimámos&lt;br /&gt;o espanto das vizinhas,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o seu horror hipnótico. A quem chegou o clique&lt;br /&gt;da Rita&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a assistir a tudo da janela da mansarda?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As suas sardas ocuparam de repente as nossas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mãos que sacudiam&lt;br /&gt;num calafrio as exauridas pilas de cão.&lt;/span&gt;”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com ou sem estes aspectos, que não esgoto e que são formas de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;despessoalizar &lt;/span&gt;a poesia, de a dar pronta a ser um espelho em que o leitor se vê, surgem poemas que são a essência de uma situação poética – essência entenda-se o centro do ser, que de súbito se descobre, e essência também porque tudo se disse neles de forma concentrada, sem se poder dizer menos nem mais. P. 36:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;span style="font-style: italic;"&gt;2&lt;br /&gt;Não há noite, não há dia mas uma espécie de crepúsculo [vermelho.&lt;br /&gt;E perdeu-se a disposição para a pilhéria.&lt;br /&gt;Que o mito não é uma história contada por amor à camisola&lt;br /&gt;e antes o susto que nos escama o peixe de ontem e põe [a contemplar&lt;br /&gt;o âmago de um caviloso silêncio.&lt;br /&gt;Florescem os mortos e não há palavra que perfure&lt;br /&gt;o fogo e nos abstraia&lt;br /&gt;quando a queimadura laça na omoplata o coto&lt;br /&gt;de uma asa. Não há noite nem há dia, na descida.&lt;/span&gt;”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A poesia deste livro é muito vasta de assuntos, revela um campo de visão invulgar a quem não conheça a poesia de António Cabrita. Esta característica, a par da frequente surpresa que nos colhe, são das maiores atracções para o leitor, porque faz o livro estoirar de vida e por isso se lê com o prazer da gula. Nela passam poemas sobre a escrita, a leitura, a pintura em poemas não ecfrásticos, p. 30:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;”&lt;span style="font-style: italic;"&gt;2&lt;br /&gt;No estudo para um retrato de Van Gogh a sombra&lt;br /&gt;da figura está truncada, carcomida a meio por uma&lt;br /&gt;fome branca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um fruto do acaso mas que realça o que dá pertinácia&lt;br /&gt;à pintura: um instinto com pernas desamarra de&lt;br /&gt;si o torso das forças racionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que o pintor de corvos não desdenharia.&lt;/span&gt;”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o amor e ainda o amor e o seu quotidiano, p. 43:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;”&lt;span style="font-style: italic;"&gt;3&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(…) &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Descrever-te os pássaros na Macaneta?&lt;br /&gt;Precisaria de ser o flautista de Hamelin,&lt;br /&gt;que pelo sopro arrastou ratos,&lt;br /&gt;crianças, chaminés e soldadinhos de chumbo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas olha, tinhas razão, devia ser proibido adormecer&lt;br /&gt;sem ter o mar por fundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noutras condições parece-me sempre o amor&lt;br /&gt;modesto.&lt;/span&gt;”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a insatisfação dos dias, a sua condição de português emigrado em Moçambique, a auto-derrisão, a sorte no presente de que Camões fala, a casa, p. 8:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;span style="font-style: italic;"&gt;6&lt;br /&gt;Mais meia-hora da carga valente (…)&lt;br /&gt;A Luna dançou à chuva, a Jade adormeceu no fulcro&lt;br /&gt;da tempestade.&lt;br /&gt;Eu, dado o adiantado da água temi que o dragão&lt;br /&gt;sem freio do tempo nos mergulhasse, (…)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Capão, depois de examinar no tecto a qualidade&lt;br /&gt;da construção – nem uma gota digna de um dedal –,&lt;br /&gt;mais tranquilo, explica à Isa as manobras do seu exercício&lt;br /&gt;de Sudoku.&lt;/span&gt;(…)”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ainda o desejo, a indagação ontológica, o tempo, a morte, Portugal, p. 39:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“(…)&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sonhei com um país de gagos.&lt;br /&gt;Era o meu. Os gagos nasciam das árvores&lt;br /&gt;e amavam-se lambendo o intervalo das sílabas.&lt;/span&gt;”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não se Emenda, a Chuva&lt;/span&gt; não é um livro só de poeta, é um livro de um poeta que busca e exerce a multi-expressão criativa, como se escreveu no início. Não tanto por essa busca e exercício quanto pelo que indiciam. A insatisfação permanente, a irrequietude de espírito, a vivacidade tão à mostra, somadas à experiência, são a causa e a garantia deste excelente  e tão variadamente rico livro de poesia.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-8330437627738000654?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/8330437627738000654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/8330437627738000654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2011/06/nao-se-emenda-chuva-de-antonio-cabrita.html' title='Não se Emenda, a Chuva, de António Cabrita'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-8lb9u6KQgCo/Tgu38LmcPHI/AAAAAAAABVk/lYV2TeYLkeQ/s72-c/Capa%2Bn%25C3%25A3o%2Bse%2Bemenda%252C%2B2.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-8490304024962927722</id><published>2011-06-25T15:32:00.006+01:00</published><updated>2011-06-25T22:13:59.740+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>Texto Crítico sobre K3</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-1fqXsvYc0I8/TbbBcnBCMkI/AAAAAAAABTg/qZ66L59JkqY/s1600/k3%2B-%2Bnd%2B%2B%2526etc.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 278px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-1fqXsvYc0I8/TbbBcnBCMkI/AAAAAAAABTg/qZ66L59JkqY/s320/k3%2B-%2Bnd%2B%2B%2526etc.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5599875883935609410" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;José Mário Silva transcreve, no seu &lt;a href="http://bibliotecariodebabel.com/criticas/cronica-da-guine/"&gt;Bibliotecário de Babel&lt;/a&gt;, a recensão crítica que publicou no n.º 101 da Ler. Os meus agradecimentos pela reiterada generosidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-8490304024962927722?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/8490304024962927722'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/8490304024962927722'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2011/06/texto-critico-sobre-k3.html' title='Texto Crítico sobre K3'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-1fqXsvYc0I8/TbbBcnBCMkI/AAAAAAAABTg/qZ66L59JkqY/s72-c/k3%2B-%2Bnd%2B%2B%2526etc.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-8453009698184698222</id><published>2011-06-23T22:49:00.010+01:00</published><updated>2011-06-24T00:51:04.421+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coisas e Loisas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coisas de poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Breves'/><title type='text'>Arrumações</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-zIxOiEC3wv0/TgO27eojrpI/AAAAAAAABVM/zFAdoSaqBCE/s1600/reis%2Bventura0.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 264px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-zIxOiEC3wv0/TgO27eojrpI/AAAAAAAABVM/zFAdoSaqBCE/s400/reis%2Bventura0.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5621537892840222354" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-uzsAVTpdaiQ/TgO3I3G2pZI/AAAAAAAABVU/Zs0qUC6faGw/s1600/reis%2Bventura3.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 205px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-uzsAVTpdaiQ/TgO3I3G2pZI/AAAAAAAABVU/Zs0qUC6faGw/s400/reis%2Bventura3.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5621538122748044690" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Clique na imagem para ler melhor&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-YqKbnmZSL-4/TgO3hwEyGoI/AAAAAAAABVc/HVqJEMH3Dhg/s1600/reis%2Bventura1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 255px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-YqKbnmZSL-4/TgO3hwEyGoI/AAAAAAAABVc/HVqJEMH3Dhg/s400/reis%2Bventura1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5621538550357039746" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na longa arrumação e monda dos meus livros, que terminei anteontem, fui encontrar este &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cafuso&lt;/span&gt;. Deve ter vindo no afluente de alguma herança. Dá-lo nunca o daria, mas também não foi parar ao lixo. Arrumei-o e agora está entre &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Húmus&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style:italic;"&gt;O Homem sem Qualidades&lt;/span&gt;. Um insulto? Nem por sombras. Raul Brandão e Robert Musil tratarão dele, até eu não ser deste mundo nem do outro e alguém me fazer a vontade que deixei escrita, como se pode ler na imagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quem foi Reis Ventura? Salazarento militante, perdeu o nome há muito, mas ficou para sempre como vencedor do primeiro prémio Antero de Quental, promovido pelo Secretariado Nacional de Propaganda, em 1934. O segundo lugar, arranjado à pressa face aos protestos, foi ocupado por Fernando Pessoa, com &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mensagem&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-8453009698184698222?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/8453009698184698222'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/8453009698184698222'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2011/06/clique-na-imagem-para-ler-melhor-na.html' title='Arrumações'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-zIxOiEC3wv0/TgO27eojrpI/AAAAAAAABVM/zFAdoSaqBCE/s72-c/reis%2Bventura0.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-5225830566838693999</id><published>2011-06-03T02:07:00.010+01:00</published><updated>2011-06-03T02:47:17.080+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coisas de poesia'/><title type='text'>Poesia #5</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-wFwJo2xl9UI/Teg3QsN2JNI/AAAAAAAABUg/FRZRBdJ4Mmw/s1600/copo.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 298px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-wFwJo2xl9UI/Teg3QsN2JNI/AAAAAAAABUg/FRZRBdJ4Mmw/s400/copo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5613797695403992274" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Se eu escrevesse um poema, digamos assim, como o que passo a escrever,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;as minhas mãos rasgam as pedras&lt;br /&gt;na geografia da noite&lt;br /&gt;e o pólen cai nos lagos de todos&lt;br /&gt;os naufrágios,&lt;br /&gt;instalou-se a gramática&lt;br /&gt;do verbo&lt;br /&gt;no meio da paixão,&lt;br /&gt;sopro frio&lt;br /&gt;que não te deixa levar de mim.&lt;br /&gt;morremos&lt;br /&gt;executores do gesto&lt;br /&gt;aleatórios&lt;br /&gt;e as árvores gritam&lt;br /&gt;salvai-os&lt;br /&gt;em direcção às estrelas&lt;br /&gt;ocultas no basalto dos dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;teria de pôr, na boca de um imaginário entrevistador, as seguintes questões para meu uso exclusivo, porque todos são livres para mim, menos  eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;- Sabe explicar o que escreveu, tintim por tintim?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Nem por alto, quanto mais por miúdos.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;- Usou a subconsciência para o escrever?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Não.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Se pusesse as palavras todas dentro de um copo de póquer, as jogasse  na mesa e as dispusesse pela ordem da mais longe para a mais perto, faria diferença?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- A ordem arbitrária seria outra.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- E o sentido?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Que sentido?&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Vamos por outro lado. Que me tem a dizer sobre a polissemia em poesia?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- É um direito do leitor.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- E seu?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Enquanto leitor, é  claro que é.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- E quando escreve?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;-  Para mim então é um dever não ter esse direito. Tenho que saber o que digo.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- A poesia não é mistério?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Não é mistério nenhum. E depois não estamos em tempo de mistérios nem de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;vestais do puro,&lt;/span&gt; como dizia o poeta.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Então voltamos à poesia engajada?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Qual engajada, qual carapuça. Engajada com a  lúcida consciência do mundo, isso, sim, e com a beleza possível e os assuntos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;eternos &lt;/span&gt;da poesia, nas circunstâncias do nosso tempo.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Não se zangue.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Não me zango. Trago-lhe até, se quiser, uma harpa com cordas de astros e, enquanto a tange, a ninfeta dança na neblina dos serralhos do mar.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;-  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Muito obrigado pela harpa, fica para depois.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Tenho de me ir embora. Talvez volte. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-5225830566838693999?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/5225830566838693999'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/5225830566838693999'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2011/06/poesia-5.html' title='Poesia #5'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-wFwJo2xl9UI/Teg3QsN2JNI/AAAAAAAABUg/FRZRBdJ4Mmw/s72-c/copo.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-4857785467642647001</id><published>2011-04-30T23:59:00.001+01:00</published><updated>2011-05-01T02:58:06.097+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coisas de poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pintura'/><title type='text'>Poesia #4</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-O9kzL8IQiRc/TbyycWZo60I/AAAAAAAABTw/JZCv33Jfo6s/s1600/Nicholas_Poussin_-_El_Parnaso.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 296px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-O9kzL8IQiRc/TbyycWZo60I/AAAAAAAABTw/JZCv33Jfo6s/s400/Nicholas_Poussin_-_El_Parnaso.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5601548236661254978" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Nicolas Poussin, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:78%;" &gt;Parnaso&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;, óleo sobre tela, 1630.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nenhuma almejada fotografia com Pessoa ou com Eliot por interposto poeta vivo, exibida &lt;span style="font-style: italic;"&gt;urbi et orbi&lt;/span&gt;, nenhum saltitar de festival em festival e de mesa em mesa, nenhum extenso linguado de bibliografia, nenhuma correria atrás da visibilidade suprem a falta de qualidade de dada poesia. A posição inversa também é verdadeira, a discrição ou o apagamento pessoais não impedem aquela falta de qualidade. Uma e outra são atitudes exteriores à própria poesia. No entanto, apetece-me dizer que, &lt;a href="http://omelhoramigo.blogspot.com/2011/04/desobediencia-eduardo-pitta.html"target="_blank"&gt;neste caso&lt;/a&gt;, se atinge o topo ridículo da auto-promoção, quando o autor faz publicar críticas à sua própria obra (as favoráveis) no fim de uma antologia de poemas escolhidos e, ainda por cima, enche a boca, escrevendo que essa antologia determina a fixação da obra, como se tal fixação tivesse alguma importância e valorizasse o que é impossível valorizar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-4857785467642647001?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/4857785467642647001'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/4857785467642647001'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2011/05/poesia-4.html' title='Poesia #4'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-O9kzL8IQiRc/TbyycWZo60I/AAAAAAAABTw/JZCv33Jfo6s/s72-c/Nicholas_Poussin_-_El_Parnaso.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-4599705172880370874</id><published>2011-04-27T23:55:00.001+01:00</published><updated>2011-05-01T02:20:03.724+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coisas de poesia'/><title type='text'>Poesia #3</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-a5zWI5FG7Z4/Tbi1LpP_1CI/AAAAAAAABTo/mVNfrCJLYVU/s1600/sisifo.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-a5zWI5FG7Z4/Tbi1LpP_1CI/AAAAAAAABTo/mVNfrCJLYVU/s400/sisifo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5600425348291351586" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Um poema tende, na sua génese e vontade, ao equilíbrio total. Inclusive quando se opta por linguagens de desequilíbrio, é a sua forma própria de equilíbrio que procuram (aparte desnecessário, mas que convém deixar escrito). Quero dizer, um poema enquanto arte visa o equilíbrio absoluto que não se alcança, porque o absoluto é uma abstracção e não existe. Busca-se essa totalidade definitiva na forma, na estrutura interna, na linguagem, no assunto de que trata.  Essa busca de perfeição é que mantém viva a necessidade de escrever, bem como a de o poeta se testemunhar a si mesmo na vida e de buscar a suas coordenadas no mundo. Persegue-se sempre &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;o&lt;/span&gt; poema&lt;/span&gt;, como Sísifo rola a pedra monte acima.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-4599705172880370874?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/4599705172880370874'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/4599705172880370874'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2011/04/poesia-3.html' title='Poesia #3'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-a5zWI5FG7Z4/Tbi1LpP_1CI/AAAAAAAABTo/mVNfrCJLYVU/s72-c/sisifo.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-6055410902750301308</id><published>2011-04-26T13:41:00.008+01:00</published><updated>2011-04-26T18:36:29.288+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Referências on line'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>Referência a K3</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-1fqXsvYc0I8/TbbBcnBCMkI/AAAAAAAABTg/qZ66L59JkqY/s1600/k3%2B-%2Bnd%2B%2B%2526etc.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 278px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-1fqXsvYc0I8/TbbBcnBCMkI/AAAAAAAABTg/qZ66L59JkqY/s320/k3%2B-%2Bnd%2B%2B%2526etc.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5599875883935609410" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Teresa Sá Couto escreveu um lúcido texto crítico sobre o &lt;span style="font-style:italic;"&gt;K3&lt;/span&gt;. Está no seu blogue &lt;a href="http://comlivros-teresa.blogspot.com/2011/04/k3-nuno-dempster.html"target="_blank"&gt;Comlivros&lt;/a&gt;, com passagem para &lt;a href="http://orgialiteraria.com/?p=1833"target="_blank"&gt;Orgia Literária&lt;/a&gt;. O meu agradecimento público pela já repetida generosidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-6055410902750301308?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/6055410902750301308'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/6055410902750301308'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2011/04/referencia-k3.html' title='Referência a K3'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-1fqXsvYc0I8/TbbBcnBCMkI/AAAAAAAABTg/qZ66L59JkqY/s72-c/k3%2B-%2Bnd%2B%2B%2526etc.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-1720438475890499347</id><published>2011-04-25T15:18:00.006+01:00</published><updated>2011-04-25T20:34:10.118+01:00</updated><title type='text'>Paralelismos</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-f6B-bQOAMSE/TbWMOYRKZvI/AAAAAAAABTY/c0e4V1SGuBA/s1600/Quartel%2Bdo%2BCarmo.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 299px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-f6B-bQOAMSE/TbWMOYRKZvI/AAAAAAAABTY/c0e4V1SGuBA/s400/Quartel%2Bdo%2BCarmo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5599535890365572850" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Em 25 de Abril de 1974, no Largo do Carmo, havia um homem de pé que,  sobressaindo da multidão, incitava ao assalto do Quartel da GNR. Nunca mais o esqueci. Ainda hoje me parece Fernão Vasques, o alfaiate que liderou o motim de 1371, contra o casamento de D. Fernando e Leonor Teles. Fernão Vasques foi prontamente enforcado e o homem que mo fez recordar sumiu-se para sempre.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-1720438475890499347?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/1720438475890499347'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/1720438475890499347'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2011/04/paralelismos.html' title='Paralelismos'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-f6B-bQOAMSE/TbWMOYRKZvI/AAAAAAAABTY/c0e4V1SGuBA/s72-c/Quartel%2Bdo%2BCarmo.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-7741406399088803678</id><published>2011-04-24T23:58:00.006+01:00</published><updated>2011-04-25T08:52:55.914+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coisas de poesia'/><title type='text'>Poesia #2</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se perguntarem o que queres dizer com o poema x ou com determinada passagem do poema y, tens que expl&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-2yov0V5HvIc/TbS9EhlveeI/AAAAAAAABTQ/nxLOdMgCpvc/s1600/1%2Bpalavras.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 171px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-2yov0V5HvIc/TbS9EhlveeI/AAAAAAAABTQ/nxLOdMgCpvc/s200/1%2Bpalavras.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5599308122162166242" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;icar com honestidade o que escreveste. Ou que não te perguntem nada, que sejas tu a perguntar aos teus botões. A não ser assim, corres hoje o risco de te considerarem batoteiro e, pior, de concluíres ser gato em vez de lebre aquilo que escreves. A palavra voltou  ao seu uso sem equívocos. A poesia hoje dispõe de meios claros para alargar a sua própria significação, sem recorrer ao fatigado, serôdio e suspeito ocultismo do sentido. Já lá vai o tempo dos demiurgos e a escrita automática nunca existiu. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-7741406399088803678?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/7741406399088803678'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/7741406399088803678'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2011/04/poesia-2.html' title='Poesia #2'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-2yov0V5HvIc/TbS9EhlveeI/AAAAAAAABTQ/nxLOdMgCpvc/s72-c/1%2Bpalavras.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-7039378157067582443</id><published>2011-04-23T23:21:00.005+01:00</published><updated>2011-04-24T00:14:30.627+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coisas de poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='notas'/><title type='text'>Poesia</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-Nrwa5rRJtnI/TbNbZuIK_FI/AAAAAAAABTI/ZsxmMbw8sA0/s1600/Romper%2Bo%2BSil%25C3%25AAncio.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 279px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-Nrwa5rRJtnI/TbNbZuIK_FI/AAAAAAAABTI/ZsxmMbw8sA0/s400/Romper%2Bo%2BSil%25C3%25AAncio.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5598919259188821074" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Autor, título e técnica mista desconhecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A escrita longa e sem pressa, as palavras que nascem da simbiose entre o pensamento, a tensão contida, a busca estética e, subjacente, a aspiração maior de não haver nada a mais no poema, centros de intenção única. Mas também a vontade de abrangência da vida e do mundo, tão ampla como a visão côncava do Universo, a medida humana.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-7039378157067582443?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/7039378157067582443'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/7039378157067582443'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2011/04/poesia.html' title='Poesia'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-Nrwa5rRJtnI/TbNbZuIK_FI/AAAAAAAABTI/ZsxmMbw8sA0/s72-c/Romper%2Bo%2BSil%25C3%25AAncio.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-1111509263455445457</id><published>2011-04-22T20:48:00.008+01:00</published><updated>2011-04-22T21:40:57.630+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Notícias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poetas e poesia'/><title type='text'>Na blogosfera</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-Zcacs9OuQRg/TbHgn_cGzHI/AAAAAAAABTA/vt6l9nxaxAA/s1600/ab1.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 276px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-Zcacs9OuQRg/TbHgn_cGzHI/AAAAAAAABTA/vt6l9nxaxAA/s400/ab1.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5598502789447076978" border="0"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O poeta Amadeu Baptista, amigo e ex-companheiro de exílio neste velho burgo, &lt;a href="http://amadeubaptista.blogspot.com/"&gt;entrou na blogosfera&lt;/a&gt; com a raridade dos seus primeiros livros e um poema por cada um deles. Também surgiu com dois frutos de uma paixão mais oculta, a fotografia. Foi-me grato ver como mexe na câmara. Tem o mesmo à-vontade com que faz as palavras brotar do teclado. É caso para dizer que num e noutro caso não lhe sobram dedos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-1111509263455445457?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/1111509263455445457'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/1111509263455445457'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2011/04/na-blogosfera.html' title='Na blogosfera'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-Zcacs9OuQRg/TbHgn_cGzHI/AAAAAAAABTA/vt6l9nxaxAA/s72-c/ab1.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-1470791276497401236</id><published>2011-04-17T22:41:00.006+01:00</published><updated>2011-04-17T23:15:26.118+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coisas e Loisas'/><title type='text'>Especialista em amor em suaves prestações</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;Clique para ver melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-QxWZ9gEVzsE/TatepgX80KI/AAAAAAAABS4/jxL1Rq4XXi0/s1600/aldrab%25C3%25A3o.gif"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 386px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-QxWZ9gEVzsE/TatepgX80KI/AAAAAAAABS4/jxL1Rq4XXi0/s400/aldrab%25C3%25A3o.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5596671029096009890" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-1470791276497401236?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/1470791276497401236'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/1470791276497401236'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2011/04/especialista-em-amor-em-suaves.html' title='Especialista em amor em suaves prestações'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-QxWZ9gEVzsE/TatepgX80KI/AAAAAAAABS4/jxL1Rq4XXi0/s72-c/aldrab%25C3%25A3o.gif' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-3678115252677232960</id><published>2011-04-14T01:17:00.023+01:00</published><updated>2011-10-20T16:18:57.157+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Notas de leitura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>Linhas de Hartman, de Paulo Tavares</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-f4ZMg-sRq3I/TaZk3D572dI/AAAAAAAABSw/g1dYYob6OMM/s1600/linhasdehartmannAF.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5595270484158306770" src="http://4.bp.blogspot.com/-f4ZMg-sRq3I/TaZk3D572dI/AAAAAAAABSw/g1dYYob6OMM/s400/linhasdehartmannAF.jpg" style="cursor: pointer; display: block; height: 400px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 354px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Linhas de Hartmann&lt;/span&gt; é o terceiro livro de poesia publicado de Paulo Tavares (Montelavar, Sintra, 1977), editado pela &amp;amp;etc em Fevereiro último e julgo que saído para as livrarias no passado mês de Março. Os dois livros anteriores de Paulo Tavares foram também comentados por mim &lt;a href="http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2007/01/paulo-tavares-consegue-em-pndulo-uma.html" target="_blank"&gt;aqui &lt;/a&gt;e &lt;a href="http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2010/06/minimal-existencial-de-paulo-tavares.html" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;. A capa é da pintora Maria João Lopes Fernandes, com o designer e paginador Pedro Serpa nos néons do título e do nome do autor, segundo revelou, em sessão pública, a própria pintora, que gosta dos pontos nos ii. Disse mais, que Vitor Silva Tavares, editor da &amp;amp;etc, é que dirigiu o pequeno e excelente &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ensemble&lt;/span&gt;, porém isso é sempre prerrogativa e o papel de Vitor Silva Tavares, que desempenha com paixão, rigor e bom gosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro é um poema de poemas, digo-o porque os poemas se articulam entre si e no todo. Virem numerados talvez corresponda à intenção do poeta em os individualizar, sem perderem a ligação entre eles, antes aparentemente a consolidando, e digo aparentemente, porque a ligação estaria  assegurada à mesma pelos próprios textos e sua disposição. Foi iniciado em Novembro de 2004, conforme nota do autor, útil para memória futura. Com a dificuldade que têm os poetas novos - e os &lt;span style="font-style: italic;"&gt;velhos&lt;/span&gt;, porém mais os novos - em verem-se editados, a cronologia das publicações falseia não poucas vezes o período da génese dos poemas e dos livros, facto mais importante no período de crescimento que é a juventude. É o caso, não fosse a nota. O poema foi provavelmente acabado nesse mesmo ano ou no início do seguinte, pelo menos na sua ideia inspiradora. Das posteriores operações  plásticas à estrutura e à forma, vulgo catar, corrigir, cortar, é que não se pode estar certo, de resto, afinal, como do seu término, embora me pareça legítima a transposição de experiências e me surja bastante improvável repartir a feitura original por anos poeticamente tão distantes num jovem, como quaisquer entre 2004 e 2010. Aliás, os poemas no poema comungam entre si dos diversos sinais que me parecem uni-los num só tempo. Em relação ao seu segundo livro publicado, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Minimal Existencial &lt;/span&gt;(Artefacto, Maio de 2010), o ritmo, a luz, a cor, a tensão do espanto das descobertas, mesmo a violência das contradições e o próprio &lt;span style="font-style: italic;"&gt;pathos&lt;/span&gt;, em que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Linhas de Hartman&lt;/span&gt; é rico, contrastam vivamente com o discurso em geral pausado e reflexivo dos poemas de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Minimal Existencial&lt;/span&gt;,  de visão mais adulta, o que não significa no caso nem melhores nem piores, mas diferentes, sucedendo algumas vezes que as primeiras obras brilhem com uma luz juvenil que os torna únicos e irrepetíveis, como é o caso deste livro. Disse uma luz juvenil. Juvenil, sim, mas ditada por uma experiência dura.  Além do mais, o primeiro livro a ser publicado, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pêndulo &lt;/span&gt;(pela extinta Quasi, em Outubro de 2007), cuja cronologia de escrita se situará entre &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Linhas de Hartmann&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Minimal Existencial&lt;/span&gt;, está bastante mais próximo daquele do que deste, na identificação que faço dos sinais, como se fossem os círculos do crescimento anual das árvores. Por outro lado, em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Linhas de Hartman&lt;/span&gt;, o autor não usa pontuação; em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pêndulo&lt;/span&gt;, umas vezes usa, outras, não; em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Minimal Existencial&lt;/span&gt;, usa-a sempre. Há, segundo estes dados, com o tempo, um regresso paulatino à pontuação, que me confirma uma continuidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O título &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Linhas de Hartmann&lt;/span&gt; foi retirado do poema 10, p. 50:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“(…) &lt;span style="font-style: italic;"&gt;quando as plataformas terminarem de oscilar&lt;br /&gt;ficarão crianças órfãs brincando entre os destroços&lt;br /&gt;e o perigo de novos impactos ficarão crianças presas&lt;br /&gt;sobre as intersecções das &lt;u&gt;Linhas de Hartmann&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;sem entenderem os processos de crescimento instituídos &lt;/span&gt;(…)”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, como sempre, quando os títulos vão para além de uma significação mais fácil de apreender,  isso é dizer pouco ou nada. As linhas de Hartmann, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;grosso modo&lt;/span&gt;,  constituem uma rede condutora de energias térmica, electromagnética e de radiação cósmica já transformada pela crosta terrestre, e tem influência nos seres vivos, entre os quais é uso destacar-se os humanos, sobretudo nos cruzamentos das linhas, intersecções como se diz no poema. São mensuráveis, isto é, reais. E aqui o que importa ao título não é tanto a rede em si que as linhas formam, afinal toda ela de origem cósmica. As linhas de Hartmann não pertencem à ficção, são uma realidade física demonstrada, mas têm uma origem &lt;span style="font-style: italic;"&gt;mais visível &lt;/span&gt;no Cosmos. Daí  a aliarem-se, no poema, à ficção científica espacial é um salto, ambas estranhas e misturadas, ambas com intenção significante. É pois o interesse do autor pela ficção científica espacial que o vai servir como parte integrante da sua própria poesia, pág. 45:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;“(...)Que ser estranho&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;pensa quem me apanha distraído com as Crónicas&lt;br /&gt;Marcianas ou A Educação Sentimental junto ao uniforme &lt;/span&gt;(…)”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Demonstra, no próprio poema, que tanto lia Ray Bradbury como Flaubert, e obviamente muitos outros, repartidos entre os dois tipos de leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E este género de ficção está presente com frequência, pelos seus assuntos, no poema,  assumida como possibilidade quase mística e seguramente metafísica, p. 49:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“(…)&lt;span style="font-style: italic;"&gt; o material magnético dos órgãos vitais&lt;br /&gt;absorvendo o espaço profundo o número incerto&lt;br /&gt;de aglomerados cósmicos numa estrutura&lt;br /&gt;incalculável de dimensões é esmagadora&lt;br /&gt;a sensação de infinito&lt;/span&gt;”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ou como desastre na Terra, p. 48&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“(…)&lt;span style="font-style: italic;"&gt; as águas furiosas arrastam aleatoriamente &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;para o precipício do seu útero gerações inteiras&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;de vidas e obras por cumprir talvez a uma velocidade &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;de trezentos mil quilómetros por segundo&lt;/span&gt; (…)”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E em ambos os casos como criação de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ambientes&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Articulado em duas partes, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Meio Caminho&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Fim de Década&lt;/span&gt;,&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Linhas de Hartmann&lt;/span&gt; desenvolve-se, no entanto, como uma sinfonia, seccionando eu a segunda parte em três, divisão que não só me surge clara, mas também útil à variação dos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;andamentos &lt;/span&gt;do poema. Se na primeira parte, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Meio Caminho&lt;/span&gt;, a tensão parece sempre precipitar-se e assim se aguenta sem cansaço, no início da segunda parte essa tensão distende-se nos poemas 1, 2 e 3, até à p. 36, para aliviar de todo nos poemas 4, 5, 6 e 7 e p. 44, e a tensão subir de novo a níveis do início da mesma segunda parte. Finalmente repousa no último poema, o fecho. Perfeito. Este parece-me ser o grande desafio dos poemas muito longos, e vencê-lo, o seu melhor prémio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Variando o meu ponto de vista neste levantamento, temos o poema como testemunho do nosso tempo e, nele, as circunstâncias de um jovem, que o sente com mais violência porque é jovem, e por isso mais sujeito às circunstâncias que o rodeiam. Escrevi &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sente&lt;/span&gt;, palavra tão perigosa e dúbia, referindo-me a um poema que não tem ponta nem de confessionalismo, nem de desbordamento sentimental. Mas serviu-me para apontar, sublinhando, a mão segura de Paulo Tavares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precedido de uma epígrafe que revela a posição ética do poeta no desconcerto do nosso tempo, o poema entra logo a matar, nem mais, não exagero. Transcrevo o poema 1, três versos. Mais um seria excesso, bom sinal para quem se dê a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ver &lt;/span&gt;poesia, p. 9:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“[&lt;span style="font-style: italic;"&gt;recuperar o fôlego &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;in medias res&lt;span style="font-style: italic;"&gt;: louvado seja o banco no jardim&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;da cidade inclinada sobre o rio]&lt;/span&gt;”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este pequeno poema é uma introdução firme, e é evidente que corresponde a uma vontade do seu criador. A expressão&lt;span style="font-style: italic;"&gt; louvado seja&lt;/span&gt; vai ser repetida mais duas vezes, mas no feminino, e , com ela, é repetida a mesma estrofe de 12 versos em dois poemas diferentes, pp. 18 e 26:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“[&lt;span style="font-style: italic;"&gt;louvada seja a alucinante corrida:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;o metro o comboio não chegar atrasado &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;a casa &lt;/span&gt;(…)]”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha ficado com a ideia, na primeira leitura do livro, que esta expressão era repetida mais vezes, de tal modo ela me batia na cabeça. Explico: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Louvada Seja&lt;/span&gt;,&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Áxion Estí&lt;/span&gt; em grego demótico no alfabeto latino, com tradução e prefácio de Manuel Resende, é um poema de ressurgimento nacional, de Odysséas Elytis, publicado em 1959 e editado em Portugal pela Assírio &amp;amp; Alvim 45 anos depois, em Março de 2004. É um poema belíssimo, obrigatório em qualquer estante de quem goste de poesia, um poema de paz, como escreve o tradutor no posfácio que também assina. A expressão &lt;span style="font-style: italic;"&gt;louvada seja&lt;/span&gt; do título do poema grego é uma anáfora, repete-se, em caixa alta, no início e também pelo meio dos poemas da empolgante &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Glória&lt;/span&gt;, a parte final. Pois a entrada a matar é esta mesma: o achado de transpor a anáfora de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Glória &lt;/span&gt;- que é uma acção de graças à vida e à Grécia natal de Elytis - para o meio da tensão contemporânea de uma Lisboa sem grandeza, que é toda a primeira parte de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Linhas de Hartman&lt;/span&gt;. O autor induz assim, por antítese, uma sinergia tal na agitação da primeira parte de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Linhas de Hartman&lt;/span&gt; que não recordo outro poema que use um meio parecido tão eficaz. Um achado? Sim, na medida em que andaria a ecoar na memória do poeta e que uma luz súbita viria a fixar. É o que penso, ainda que remotamente possa não ter sido essa a intenção do poeta. Contudo, tenho que entrar com o acolhimento entusiasmado dado ao livro de Elytis pelos leitores portugueses. O autor de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Linhas de Hartmann&lt;/span&gt; muito dificilmente teria deixado passar tal facto, além da possibilidade de ter sido informado por recensões críticas sobre &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Louvada Seja&lt;/span&gt;, ou até já o ter lido antes, noutra língua, o que não foi o meu caso. A sete ou oito meses de iniciar o poema, a hipótese de não ter tomado conhecimento de tal livro torna-se assim muito remota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Julgo que  interesse ao leitor mais experimentado uma leitura próxima da génese do poema, longe da lotaria dos múltiplos significados, isto é, longe de um fulano ler branco e sicrano ler preto o que afinal é verde na sua origem e assim está no poema (quando está,  mas isso é outro assunto, nos antípodas de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Linhas de Hartmann&lt;/span&gt;). É certo que Paulo Tavares de facto poderia estar a louvar, mas porquê louvar uma &lt;span style="font-style: italic;"&gt;alucinante &lt;/span&gt;corrida, ainda que a alguém pareça querer paz, que o sublinhado desmente nesta estrofe repetida na p. 26?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“(…)&lt;span style="font-style: italic;"&gt; não adormecer muito tarde&lt;br /&gt;acordar de madrugada ir à faculdade&lt;br /&gt;aprender teorias essenciais sobre a arte&lt;br /&gt;e sobre a vida &lt;u&gt;compreender o porquê&lt;br /&gt;de fazer todos os dias o mesmo trajecto&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como a encaixar  nos dois poemas onde não cabe como bendição?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Linhas de Hartman&lt;/span&gt; é um poema da juventude de um poeta jovem, quero dizer, um poema de iniciação na descoberta do mundo pela poesia, no entanto com uma escrita firme e depurada que remete para uma aprendizagem prévia, e essa descoberta que gera a revolta e, muito mais, a revolta como ética e, no entanto, o quotidiano, a ladeira como imagem do esforço do trabalho, p. 33:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;span style="font-style: italic;"&gt;subindo a ladeira para o Instituto submerso&lt;br /&gt;nesse mesmo impulso de antecipação&lt;br /&gt;aos ponteiros do relógio atravessava o jardim&lt;br /&gt;a avenida e entrava no edifício que tinha sido&lt;br /&gt;um hospital militar no período das guerras coloniais&lt;br /&gt;vestia a roupa justa e depois de dizer adeus&lt;br /&gt;ao colega da portaria tomava conta da recepção&lt;/span&gt; “&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ladeira quatro vezes chamada ao poema, sem contar quando o nome se ausenta e a subida permanece, enquanto no jardim atravessado, o banco, outra figura relevante da 1.ª parte do poema, agora de repouso a meio da subida, e no entanto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;span style="font-style: italic;"&gt;meio caminho e o banco ocupado&lt;br /&gt;a ladeira oblonga demasiado extensa&lt;br /&gt;e quase o grito violento&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Acto lunático de um jovem sob pressão;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Preocupantes indícios de uma geração à deriva(…)”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poema vive muito destas tensões contraditórias, que não são mais do que parcelas da contradição central, que é o tempo em que vivemos e serve-se de uma linguagem de imagens e situações da realidade, e ainda da ficção científica e da Física por aparente proximidade daquela (a rede de Hartmann), linguagem poética que gera ambientes fortes e claros, de rápida absorção na leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez me parece que fico a meio, muita coisa havia para pensar no poema e em que não pensei. Puxar trechos para aqui, desenvolvê-los. Por exemplo este, na abertura da segunda parte, p. 33&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Estávamos na primeira década do século 21&lt;br /&gt;o mundo era redondo e achatado nos pólos&lt;br /&gt;o Sol permanecia como astro central do sistema solar&lt;br /&gt;e segundo recentes descobertas científicas os anéis&lt;br /&gt;de Saturno emitiam melodias quando atingidos&lt;br /&gt;por meteoritos talvez fosse esta a harmonia das esferas&lt;br /&gt;de que os Antigos falavam&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica um sentido de incompletude no  que escrevi, mas também sinal de fascínio, comigo inteiramente dado a este poema de grande qualidade em todos os sentidos, entre os quais um que não referi, um poema vertical de alto a baixo, a lucidez e a ética transformadas em beleza, um poema inaugural na visão do mundo do poeta, editado como terceiro livro por contingências de publicação. Teimo nesta cronologia. Porque primeiros livros como este sucedem uma vez na vida, quando sucedem.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-3678115252677232960?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/3678115252677232960'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/3678115252677232960'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2011/04/linhas-de-hartmann-e-o-terceiro-livro.html' title='Linhas de Hartman, de Paulo Tavares'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-f4ZMg-sRq3I/TaZk3D572dI/AAAAAAAABSw/g1dYYob6OMM/s72-c/linhasdehartmannAF.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-1333345848322344106</id><published>2011-04-12T03:36:00.013+01:00</published><updated>2011-04-26T12:44:35.238+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Referências on line'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>Referências a K3</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-o65sl_awmmE/TaPBGqALiMI/AAAAAAAABSo/vdVA68MfHhY/s1600/k3%2B-%2Bnd%2B%2B%2526etc.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 278px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-o65sl_awmmE/TaPBGqALiMI/AAAAAAAABSo/vdVA68MfHhY/s320/k3%2B-%2Bnd%2B%2B%2526etc.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5594527482222708930" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agradeço publicamente a António Cabrita o texto crítico sobre o meu livro K3, publicado no seu excelente &lt;a href="http://raposasasul.blogspot.com/2011/04/da-guerra-colonial-cinzas-brasas-k3-de.html" target="_blank"&gt;Raposas a Sul&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradeço a Henrique Manuel Bento Fialho a referência de pé de página que fez, no &lt;a href="http://universosdesfeitos-insonia.blogspot.com/2011/04/campeoes-no-pequeno.html" target="_blank"&gt;Antologia do Esquecimento&lt;/a&gt;, não só a uma recensão crítica sobre o mesmo livro, escrita por José Mário Silva e publicada na revista Ler deste mês de Abril, mas também ao texto referido acima, de António Cabrita.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-1333345848322344106?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/1333345848322344106'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/1333345848322344106'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2011/04/referencias-k3.html' title='Referências a K3'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-o65sl_awmmE/TaPBGqALiMI/AAAAAAAABSo/vdVA68MfHhY/s72-c/k3%2B-%2Bnd%2B%2B%2526etc.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-4994640060730294009</id><published>2011-04-08T00:52:00.005+01:00</published><updated>2011-04-22T21:18:18.406+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>Uma plaquete</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-WLaHIjtqZ-o/TZ5ObDINWPI/AAAAAAAABSY/BXeFwMPatWA/s1600/Buchas.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 287px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-WLaHIjtqZ-o/TZ5ObDINWPI/AAAAAAAABSY/BXeFwMPatWA/s400/Buchas.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5592994013843904754" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;ZÉ MERGULHÃO, CAMARÃO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim falando parece até&lt;br /&gt;que são pedras grandalhonas&lt;br /&gt;olha a separar o mar&lt;br /&gt;e gastas as letras no verdete&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um nome pequenino&lt;br /&gt;arrancado a navalha&lt;br /&gt;e nestes dedos todos espatifados&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tá claro que o amor é assim&lt;br /&gt;cravado de algas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a style="color: rgb(51, 0, 153);" href="http://hmmachado.blogspot.com/target="_blank"&gt;Hugo Milhanas Machado&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-4994640060730294009?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/4994640060730294009'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/4994640060730294009'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2011/04/uma-plaquete.html' title='Uma plaquete'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-WLaHIjtqZ-o/TZ5ObDINWPI/AAAAAAAABSY/BXeFwMPatWA/s72-c/Buchas.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-1501630084476394148</id><published>2011-03-28T19:02:00.003+01:00</published><updated>2011-03-28T19:24:18.662+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Os filmes'/><title type='text'>Ontem</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/b29rg8UypWs" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El Espíritu de La Colmena, de &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=MDPYm2dWKy8"target="_blank"&gt;Victor Erice&lt;/a&gt;, 1973.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-1501630084476394148?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/1501630084476394148'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/1501630084476394148'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2011/03/ontem.html' title='Ontem'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/b29rg8UypWs/default.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-4314481030560187009</id><published>2011-03-24T00:56:00.011Z</published><updated>2011-10-20T16:20:58.626+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Notas de leitura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>"A Dança das Feridas"</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-prfceINn3qI/TYqh70nBLdI/AAAAAAAABSQ/McvozscLXZ8/s1600/dancaferidas.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5587456336813174226" src="http://1.bp.blogspot.com/-prfceINn3qI/TYqh70nBLdI/AAAAAAAABSQ/McvozscLXZ8/s200/dancaferidas.JPG" style="cursor: pointer; display: block; height: 200px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 126px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ando para escrever estas notas vai para um mês, isto é, desde que li, de uma assentada, os sessenta e oito poemas (para noventa e três páginas de texto) do livro &lt;a href="http://universosdesfeitos-insonia.blogspot.com/search?q=A+Dan%C3%A7a+das+Feridas" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Dança das Feridas&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, de Henrique Manuel Bento Fialho, capa de Maria João Lopes Fernandes, edição de autor, 2011. Pergunto-me porquê, e a resposta que tenho é que  a abordagem que o livro exige me parecia, e parece, uma tarefa de fôlego, imprópria para um blogue e para a minha preguiça prevalecente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só por si se compreenderia o que afirmo, se revelar que  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Dança das Feridas &lt;/span&gt;é um tratado notável sobre o amor, o que pressupõe, pela variedade de assuntos, uma grande complexidade de exposição escrita. Não foi, no entanto, esta característica que me fez evitar a abordagem que o livro me impunha e ter escolhido o que afinal agora escrevo. Essa exigência está em cada um dos poemas, que têm como base pares de amorosos da Cultura ou a ela ligados como nos poemas &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Elisabeth Taylor aos Seus Maridos&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Drácula a Mina&lt;/span&gt;, etc., com excepção do primeiro e do último poema, que balizam o livro, o primeiro como possibilidade do amor no presente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"(...)&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Se eu soubesse dançar / convidava-te para um tango, / guiava-te nos labirintos do coração. / Voaríamos sobre os campos / como num desenho animado. / Seríamos uma ameaça / para a estabilidade nacional&lt;/span&gt;. (...)&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e o último,  como final futuro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"(...)&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Desenhar-te-ei um botão de rosa no umbigo / uma corola em cada mamilo. // Só para cheirar, amor. Só para cheirar a morte.&lt;/span&gt; (...)&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E entre estes dois poemas de abertura e fecho, dispostos como os limites do amor, vem uma galeria de sessenta e seis poemas com os nomes de pares, como disse de personagens da Cultura ou a ela ligados, poemas que tanto poderão imaginar-se cartas, ou falas, ou apenas poemas, e assim são tudo, não há necessidade de quem lê procurar modos de comunicação, porque os poemas cumprem-se na leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, e aqui entramos noutro campo, o da análise, o modo encontrado para conceber os poemas deste livro é o do primeiro nome do título se dirigir ao segundo ou segundos, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Adão a Eva&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ives Montand a Simone Signoret&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt; Picasso às Suas Mulheres,&lt;/span&gt; etc.,  por carta ou por fala, umas vezes quase diálogo, devido à &lt;span style="font-style: italic;"&gt;presença sentida&lt;/span&gt; do outro, ou por monólogo, na sua ausência. Daí que nos nomes se entreponha a preposição &lt;span style="font-style: italic;"&gt;a&lt;/span&gt; em todos os títulos, menos dois,  A&lt;span style="font-style: italic;"&gt;s Ossadas de Mantova&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Declaração&lt;/span&gt;. É evidente que a escolha tem a sua razão estética. Com este tratamento, o autor ganha autonomia e distanciação pessoal, e permite-lhe discorrer poeticamente, ao mesmo tempo que facilita abrir ao leitor as portas do poema para que dele se aproprie. Mesmo quando escreve na primeira pessoa, o eu não é o do poeta, mas o da figura em nome de quem escreve. É um eu que não é um eu, mas um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ele&lt;/span&gt;. Ora esta distanciação no tema central da vida, que é o amor, permite uma cumplicidade muito eficaz com o leitor. Isto não é habilidade na sua acepção vulgar. Para me exprimir com mais clareza, não são as habilidadezinhas do biscate, que as há por aí em poesia, digamos assim, de honestidade duvidosa. É uma escolha estética consciente e lúcida de saber o ofício que a poesia tem sempre que ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O autor   medita no amor e exemplifica-o, mais do que relata poeticamente factos biográficos, dos quais, de resto, se aproveita para uso da sua própria máscara, como, entre muitos, num poema de excelência, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Billie Holiday a Louis McKay&lt;/span&gt;, Ao lê-lo, parece escutar-se nele  a voz da própria cantora:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dizem que conheci o lado negro da vida,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;como se o meu canto pudesse vir&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;de níveos, diáfanos e angelicais submundos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Conheci tão-somente a vida,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;o desprezo dos tugúrios,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;a voragem dos salões.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tive por companhia o excesso&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;e nem tu imaginas quanto me arde&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;nas feridas a saliva dos teus beijos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Já não espero do mundo doces melancolias,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;nem cantos que me salvem da perdição,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;apenas melodias tristes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;que me aquietem os nervos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;enquanto nos teus braços não encontro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;o consolo das teclas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;onde os dedos vão buscar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;embalo para o sono. Uma canção.&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este poema é um exemplo de superação do facto biográfico. Quem foi L. McKay? Muitos dos que leram este poema não sabem quem foi  McKay, mas se dissermos que era o marido de Billie, o poema ainda se afasta mais da vida de Lady Day,  ganhando  independência e universalidade. Não há nenhuma contradição no que digo, de resto coisa que me parece fácil de entender, à luz do tema do livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poema &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Billie Holiday a Louis McKay&lt;/span&gt; tem mais sobre que escrever. Os poemas de qualidade parecem inesgotáveis na sua análise. Para além de uma linguagem poética claríssima de sentido, o que prova no que sempre teimo, que um discurso inteligível, honesto, sem nada na manga, pode suscitar e suscita em poemas conseguidos uma funda expressão poética, com a vantagem de todos o entenderem —    para além disto, dizia, quero chamar a atenção para o perfeito desenvolvimento do poema na sua estrutura interna e formal. Repare-se em como o poema está divido: em três estrofes. E leia-se o poema com uma pausa um pouco mais longa do que é hábito entre cada estrofe. O que sentimos? Provavelmente o que poeta sentiu, um grande prazer no desenvolvimento do assunto, na estrutura interna que, mantendo a individualidade das estrofes, as une e as exige separadas na forma. Há aqui um balanço que nos enleia e me recorda canções de Billie Holiday.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entende-se agora a dificuldade que senti em escrever sobre este livro e que revelei no início. Se escrevi o que escrevi sobre um só poema, quanto teria de escrever sobre muitos outros poemas de qualidade equivalente? Claro que poderia ater-me ao geral, desvendar títulos, pares hetero e pares homo, falar do discurso poético sempre inteligível, do desencanto e da dureza deste tempo, que atravessam o livro, mas também de generosidade, e da leveza que nos surpreende em poemas como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;André Gorz a Dorine Keir&lt;/span&gt;, filósofo, activista e poeta austríaco e sua mulher durante sessenta anos, um caso de amor como poucos. André e Dorine passavam dos oitenta quando decidiram pôr termo à vida, por doença desta, injectando-se mutuamente com não sei que veneno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Peguei  no guardanapo de papel&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;ao qual limpaste o batom&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;e estendi os contornos dos teus lábios&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;sobre o tampo da mesa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Depois pousei a cabeça&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;sobre o guardanapo,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;assim de lado,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;com o ouvido bem junto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;ao contorno dos lábios,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;e sonhei que me sussurravas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;um segredo ao ouvido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quis convencer-me&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;que ainda não tinhas partido,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;que a sala ainda estava cheia de ti.&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Dança das Feridas&lt;/span&gt;, sendo um livro temático, é-o muito original e variadamente, sem nunca se repetir e sem cair na esparrela da monotonia de não poucos livros de poesia temática , monocórdicos e chatos. E quantos que os escrevem deveriam vigiar-se e obrigar-se a ter o juízo auto-crítico em ordem. Julgo ser fácil inferir que muita desta poesia é feita para se ter assunto para poemas, vulgo inspiração. A todo o custo. Escrevo isto para melhor destacar a qualidade deste livro, que é de leitura obrigatória para quem goste de poesia, e a poesia sobre o amor, como a de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Dança das Feridas&lt;/span&gt;,  ainda mais apetecível se torna. Lamento é que o autor tenha decidido editar o livro uma só vez, sem reedição futura em qualquer caso, de autor ou de editora. É que a tiragem foi curta. Mas isso, como se costuma dizer, é com cada qual, embora o livro mereça muitos mais bons leitores, e o bom leitor de poesia é aquele que a entende e se revê nela. Aliás, suponho haver, para este livro,  bons leitores em quantidade, dado o tema,  a qualidade dos poemas e a sua inteligibilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-4314481030560187009?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/4314481030560187009'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/4314481030560187009'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2011/03/danca-das-feridas.html' title='&quot;A Dança das Feridas&quot;'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-prfceINn3qI/TYqh70nBLdI/AAAAAAAABSQ/McvozscLXZ8/s72-c/dancaferidas.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-753465037710647075</id><published>2011-03-08T20:02:00.011Z</published><updated>2011-10-20T16:24:49.237+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Notas de leitura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>Estrela de Bizâncio, de Amadeu Baptista</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-BaF-jzoDLrE/TXaLtx0JrxI/AAAAAAAABR4/0Y2AeS8d7hg/s1600/estrela%2Bde%2Bbiz%25C3%25A2ncio%2B-%2Bamadeu%2Bbaptista.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5581802406754758418" src="http://1.bp.blogspot.com/-BaF-jzoDLrE/TXaLtx0JrxI/AAAAAAAABR4/0Y2AeS8d7hg/s400/estrela%2Bde%2Bbiz%25C3%25A2ncio%2B-%2Bamadeu%2Bbaptista.jpg" style="cursor: pointer; display: block; height: 400px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 254px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A primeira impressão que retirei de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Estrela de Bizâncio&lt;/span&gt;, último livro publicado de Amadeu Baptista, mas não o último a ser escrito, foi uma instigante surpresa em todos os aspectos da sua forma, única em quanto conheço do autor, a primeira das quais é a linguagem poética em que o livro vem escrito, plena de imagens, de símbolos, de descrições do real e de cenas fílmicas, por vezes de grande estranhamento, que dão uma atractiva vivacidade ao texto, exigindo o seu  conjunto que procuremos colocar-nos dentro da torrente genesíaca do poeta, possuído, é o termo, pelo próprio brotar das palavras, como se fossem escritas sob o efeito onírico de quanto o cérebro vai de si captando, transformando e inscrevendo na folha como arte primacial. Tanto mais que esse posicionamento não exige esforço de maior, não exige sermos hermeneutas, a linguagem, que parece oculta, afinal torna-se clara como uma revelação. Tenho para mim que buscar a identificação com o sentir-pensar-escrever do poeta é o melhor modo de o honrar e de o compreender, ou seja, de comungar da sua essência. Uma leitura próxima do que o poeta quis expressar é para o mesmo a remissão de quanto foi preciso, em experiência, para se chegar ao significado primeiro do texto, que é o do autor. Este modo de leitura, por outro lado, permite separar o legítimo, como é o caso de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Estrela de Bizâncio&lt;/span&gt;, das tentativas apócrifas de reproduzir o presente tipo de discurso poético na sua imagética, que, na origem, é íntimo e imanente, e portanto de inimitável autenticidade. E tanto assim é que sabemos quanto desentendimento vai por aí, impresso, e mais ainda, louvado. Creio, no entanto, que o louvor ao apócrifo não passa de desejo de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;botar &lt;/span&gt;figura, o mesmo é dizer, de ignorância poética e do gosto. Isto serve também aos louvados, que, macaqueando o género de imagética de que o autor se serve, pensam criar cinco ou seis hipóteses diferentes de leitura e, vai-se a ver, não criaram nenhuma, condensando, no entanto, o seu programa num grito, parafraseando eu um evento que morreu há cinco anos: – &lt;span style="font-style: italic;"&gt;É a polissemia, estúpido! &lt;/span&gt;Escrevo isto para separar as águas. Sob &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Estrela de Bizâncio&lt;/span&gt; corre um rio caudaloso, que nos leva a todos com muito do que nós somos, e aí é que reside, a meu ver, a integridade da poesia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como escrevi no início, não é só a linguagem de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Estrela de Bizâncio&lt;/span&gt; que surpreende. É o ambiente que a trama de uma guerra convencional vai criando porque,  estando tudo de acordo no livro, nada da forma ou da abordagem dos subtemas nele se estranha. Refiro-me ao carácter simbolista que Amadeu Baptista imprimiu a diversas passagens do texto, nomeadamente a cor algo escura e melancólica dos pensamentos da personagem central, feminina (outra surpresa), apoiado na tradição que nos informa sempre, aqui mais visível em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Húmus &lt;/span&gt;do que em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Clepsidra&lt;/span&gt;, e, por consequência, em Baudelaire. Deixo este exemplo, entre vários, e, mais do que nos exemplos que se wencontrem, a claridade crepuscular com que, no fim da leitura, o livro nos deixa como luz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;span style="font-style: italic;"&gt;No quarto não há sombra, nenhum objecto estende sombra em volta, como se a luz das coisas fosse bruma difusa sobre a terra e os cadáveres fossem, apenas, quieto sobressalto&lt;/span&gt; (…)"&lt;span style="font-size: 78%;"&gt; (1)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, Amadeu Baptista inova a tradição por dela se ter servido no contexto de uma linguagem poética do nosso tempo. Recua mesmo a um sugestão do romantismo de Goya, que faz lembrar &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os Fuzilamentos de 3 de Maio de 1808&lt;/span&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O pelotão de fuzilamento prepara as armas, coloca-se em posição, dispara, e os homens rodam sobre si e caem no lento movimento desse esgar&lt;/span&gt;. (...)"  &lt;span style="font-size: 78%;"&gt;(2)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos ainda a forma em que o livro vem escrito. Poema em prosa ou texto prosa poética? Não comungo da ideia de que a classificação de um texto é coisa despicienda, e ainda menos em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Estrela de Bizâncio&lt;/span&gt;. Também não direi, neste caso, que é uma interpenetração de formas, a não ser na medida em que um texto, neste caso um livro, em prosa poética é invadido pela linguagem da poesia. A própria natureza desse tipo de prosa o exige, La Palisse não o diria melhor. Para mim é um livro de ficção – o ambiente de guerra e as suas personagens e acontecimentos definem-no como tal, tanto mais atraente quanto se pode confundir com um poema em prosa, não por esta inadvertida confusão, mas porque, a meus olhos, lhe realça o valor de ficção em prosa poética, tornando assim mais visível &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Estrela de Bizâncio &lt;/span&gt;como obra singular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;(1) - Estrela de Bizâncio, Amadeu Baptista, Livro do Dia, 2010 - p. 25.&lt;br /&gt;(2) - Idem, p. 24&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-753465037710647075?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/753465037710647075'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/753465037710647075'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2011/03/estrela-de-bizancio-de-amadeu-baptista.html' title='Estrela de Bizâncio, de Amadeu Baptista'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-BaF-jzoDLrE/TXaLtx0JrxI/AAAAAAAABR4/0Y2AeS8d7hg/s72-c/estrela%2Bde%2Bbiz%25C3%25A2ncio%2B-%2Bamadeu%2Bbaptista.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-491861711079179093</id><published>2011-03-07T20:40:00.012Z</published><updated>2011-04-22T21:21:51.747+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>Linhas de Hartman, de Paulo Tavares</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-EuPnySKXpzg/TXVEex1_xkI/AAAAAAAABRw/OIK0zBriMys/s1600/linhasdehartmannAF.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 354px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-EuPnySKXpzg/TXVEex1_xkI/AAAAAAAABRw/OIK0zBriMys/s400/linhasdehartmannAF.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5581442608762177090" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;5&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andar em contramão&lt;br /&gt;insistindo na cadência veloz dos passos&lt;br /&gt;deixar para trás como inoportuna reminiscência&lt;br /&gt;vagões superlotados de um sonambulismo capital&lt;br /&gt;a energia bruta do progresso gerando uma estranha&lt;br /&gt;força de atrito em pequenos labirintos&lt;br /&gt;de um universo em expansão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;era o caminho para a faculdade que era preciso&lt;br /&gt;ser percorrido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e ao dobrar de cada esquina surgiam&lt;br /&gt;formas curvilíneas semidespidas&lt;br /&gt;impressas em painéis publicitários imagens revelando&lt;br /&gt;a perfeita simetria de seios ou de ancas&lt;br /&gt;ou a liquidez de olhos sedutores que ambicionavam&lt;br /&gt;despertar o impulso sexual&lt;br /&gt;alguém lera Freud e descobrira a quimera desejada&lt;br /&gt;pelas grandes empresas mercantis em formato ampliado&lt;br /&gt;de pequenos pontos cirúrgicos e mensagens&lt;br /&gt;devidamente articuladas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Seduza. Compre. &lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Siga os seus instintos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;e era uma pressão incómoda&lt;br /&gt;junto ao centro gravítico do corpo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; In "Linhas de Hartmann"&lt;/span&gt;,  p. 39-40, de Paulo Tavares, capa de Maria João L. Fernandes, &amp;etc, Fev. 2011.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-491861711079179093?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/491861711079179093'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/491861711079179093'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2011/03/linhas-de-hartman-de-paulo-tavares.html' title='Linhas de Hartman, de Paulo Tavares'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-EuPnySKXpzg/TXVEex1_xkI/AAAAAAAABRw/OIK0zBriMys/s72-c/linhasdehartmannAF.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-5393350609918567943</id><published>2011-03-06T13:24:00.006Z</published><updated>2011-03-06T13:59:26.712Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Notícias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>Apresentação no Porto e em Gaia</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;CONVITE&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-7vDbiOUpfHI/TXOSQDteknI/AAAAAAAABRo/Z0MVP34-UGo/s1600/livros.png"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 226px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-7vDbiOUpfHI/TXOSQDteknI/AAAAAAAABRo/Z0MVP34-UGo/s400/livros.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5580965167813792370" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-Kz7zmiJN5E8/TXOR6kYYn4I/AAAAAAAABRg/906bqZjzAY8/s1600/k%2Bnd%2B%2B%2526etc1.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na próxima quarta-feira, dia 9 de Março, às 18H00, na Fnac de Santa Catarina, Porto, e às 21H30, na Fnac do Gaiashopping, V. N. de Gaia, vai decorrer, nas mesmas sessões, a apresentação de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Ano da Morte de José Saramago&lt;/span&gt;, de Amadeu Baptista, e de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;K3&lt;/span&gt;, de Nuno Dempster, editados ambos pela &amp;amp;etc. Os livros serão apresentados por Rosa Alice Branco e por Jorge Velhote, respectivamente.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-5393350609918567943?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/5393350609918567943'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/5393350609918567943'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2011/03/apresentacao-no-porto-e-em-gaia.html' title='Apresentação no Porto e em Gaia'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-7vDbiOUpfHI/TXOSQDteknI/AAAAAAAABRo/Z0MVP34-UGo/s72-c/livros.png' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-6655086031384267177</id><published>2011-02-24T18:03:00.004Z</published><updated>2011-02-24T18:24:50.096Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Na Morada da Escrita'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ponta Delgada'/><title type='text'>Na Casa da Escrita, Ponta Delgada</title><content type='html'>&lt;a&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Clique para ver melhor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-s1BEK-AGaQw/TWadl24ShcI/AAAAAAAABRQ/aF7sm5P7F4I/s1600/avo.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 204px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-s1BEK-AGaQw/TWadl24ShcI/AAAAAAAABRQ/aF7sm5P7F4I/s400/avo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5577318462257268162" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;OLHOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os olhos das crianças brilham como os dos pássaros.&lt;br /&gt;Eu sei que a pouco e pouco o fumo&lt;br /&gt;os vai embaciando até que chegue o tempo&lt;br /&gt;de saber que olhos são os seus,&lt;br /&gt;se continuam tão vivos como antes,&lt;br /&gt;se perderam o brilho sem saber.&lt;br /&gt;Meu avô teve sempre olhos de pássaro.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;In &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:78%;" &gt;Dispersão - Poesia Reunida&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;, Nuno Dempster, Edições Sempre-em-Pé, 2008.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-6655086031384267177?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/6655086031384267177'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/6655086031384267177'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2011/02/olhos-os-olhos-das-criancas-brilham.html' title='Na Casa da Escrita, Ponta Delgada'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-s1BEK-AGaQw/TWadl24ShcI/AAAAAAAABRQ/aF7sm5P7F4I/s72-c/avo.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-7753725714127707028</id><published>2011-02-20T20:16:00.010Z</published><updated>2011-02-21T02:15:29.925Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sinais de Fogo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Os filmes'/><title type='text'>L'Atalante</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" src="http://www.youtube.com/embed/VFPhBjIG35s?rel=0" allowfullscreen="" width="404" frameborder="0" height="331"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acabei de rever &lt;span style="font-style: italic;"&gt;L’Atalante&lt;/span&gt;, de Jean Vigo, e, neste domingo de chuva cinza, uma espécie de esperança sem objecto instalou-se-me no fluxo do sangue. Afinal há sempre um rasto que parece salvar-nos das perspectivas correctas do pensamento e das contradições de que, sendo nós em parte &lt;span style="font-style: italic;"&gt; democraticamente &lt;/span&gt;responsáveis, somos vítimas reais, tal como os que se revoltam e morrem nas cidades de areia do petróleo. Estamos todos metidos nisto, nós e eles. As ratazanas, grandes e pequenas, é que não. Difundiram a peste, observam a alta de preços e a fome, e jogam para ganhar com elas. Fugirão quando for preciso. A História conta-nos que têm voltado sempre. Pelo contrário, nós ficamos sem arredar pé, à espera de um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Atalante &lt;/span&gt;que nos faça crer em algo, sem outra urgência suficiente, por agora. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-7753725714127707028?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/7753725714127707028'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/7753725714127707028'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2011/02/latalante.html' title='L&apos;Atalante'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/VFPhBjIG35s/default.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-1501733311690225601</id><published>2011-02-16T23:17:00.007Z</published><updated>2011-02-16T23:35:09.221Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Notícias'/><title type='text'>Agio, nova revista  de literatura</title><content type='html'>&lt;/p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-ZrQBJi0Ng1E/TVxdJSNa12I/AAAAAAAABRI/T7puN9lpI-g/s1600/Capa.Agio.1.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 282px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-ZrQBJi0Ng1E/TVxdJSNa12I/AAAAAAAABRI/T7puN9lpI-g/s400/Capa.Agio.1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5574432852866160482" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Apresentações:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Dia 24 de Fevereiro, 22.00h, Correntes d'Escritas, Póvoa do Varzim.&lt;br /&gt;Dia 05 de Março, 16.30h, SI Guilherme Cossoul, Lisboa (Santos).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://eartefacto.blogspot.com/2011/02/revista-agio.html"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://eartefacto.blogspot.com/2011/02/revista-agio.html"target="_blank"&gt;"A &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Agio&lt;/span&gt;, revista de literatura com a chancela das Edições Artefacto e o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, visa essencialmente o universo da poesia (este primeiro número é quase exclusivamente a ela dedicado), pretendendo fornecer uma plataforma consistente a novos autores, ensaístas e personalidades que, de algum modo, fazem parte desse universo, não fechando a porta, porém, a quaisquer outros tipos de criação literária. Na diversidade que o seu étimo insinua (o espaço adjacente de acolhimento e do porvir, onde cada um se pode mover livremente), a Agio surge inevitavelmente como uma publicação situada nas margens, mas com propósito de contribuir, à sua medida, que será sempre definida pelos seus leitores, para a dilatação dessas margens."&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-1501733311690225601?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/1501733311690225601'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/1501733311690225601'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2011/02/agio-nova-revista-de-literatura.html' title='Agio, nova revista  de literatura'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-ZrQBJi0Ng1E/TVxdJSNa12I/AAAAAAAABRI/T7puN9lpI-g/s72-c/Capa.Agio.1.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-2658584852282505645</id><published>2011-02-14T22:53:00.014Z</published><updated>2011-10-20T16:25:41.624+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Notas de leitura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia - Recensões'/><title type='text'>As Junções, de Hugo Milhanas Machado</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;As Junções&lt;/span&gt;, de Hugo Milhanas Machado (HMM),&lt;a href="http://eartefacto.blogspot.com/" target="_blank"&gt; Edições Artefacto&lt;/a&gt;, 2010, é uma colectânea de poemas,  já o t&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-1TTdnQkk-rU/TVm6GduSxMI/AAAAAAAABRA/gs2UWAxkgvc/s1600/AS_JUN%257E1.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5573690634068477122" src="http://3.bp.blogspot.com/-1TTdnQkk-rU/TVm6GduSxMI/AAAAAAAABRA/gs2UWAxkgvc/s200/AS_JUN%257E1.JPG" style="cursor: pointer; float: left; height: 200px; margin: 0pt 10px 10px 0pt; width: 144px;" /&gt;&lt;/a&gt;ítulo do livro o revela, dividido em três partes, a primeira de um amor celebrado em prémios de montanha de um&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Tour &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;de France&lt;/span&gt;; a segunda é uma reunião de vinte poemas; e a terceira, um poema de poemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Destas partes, uma já era minha conhecida, a primeira: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Montanhas Mágicas&lt;/span&gt;, título que, remetendo-nos para &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Montanha Mágica&lt;/span&gt; de Thomas Mann, nada tem a ver com o romance, antes e  muito claramente, com as montanhas a que os ciclistas sobem em competição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2008, HMM obteve com este conjunto de treze poemas, o prémio José Luis Peixoto, instituído pela C. M. de Ponte de Sor.  Não que este tipo de concursos garanta à partida a qualidade do que é eleito. São sempre demasiadas as vezes em que júris de  concursos promovidos por câmaras municipais e similares  têm premiado a mais bizarra falta de qualidade. Digo-o tanto mais à vontade quanto &lt;span style="font-style: italic;"&gt;As Montanhas Mágicas &lt;/span&gt;não precisariam de prémio nenhum para se afirmarem à primeira leitura. No entanto, devo esclarecer que o concurso se destina, pelo menos até ano passado, a incentivar jovens poetas que não excedam os vinte e cinco anos, o que lhe dá outro mérito, o de conferir não só maior visibilidade aos jovens esmagados sob uma torrente editorial contínua, mas também o de se constituir em incentivo à consolidação da criatividade revelada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A parte &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Montanhas Mágicas&lt;/span&gt; vem dedicada a um amigo do poeta e à memória de dois ciclistas, que não esquece,  “El Chava” Jiménez e Marco Pantani, trepadores eméritos, que morreram aos trinta e poucos anos, nos primórdios deste século. Serve isto para dizer que a poesia de Hugo Milhanas Machado reflecte, em claridade, o seu modo de viver. Pratica ciclismo, é treinador de uma equipe de andebol, para além de leitor de Português na Universidade de Salamanca, três dados importantes para mais fundo se lhe entender a poesia.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;"HAUTACAM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu gostava era de ter o maillot jaune&lt;br /&gt;nem que fosse para te ir ver a casa&lt;br /&gt;olha que amor não se diria&lt;br /&gt;seria de enamorar a vizinhança&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que pena não a ter&lt;br /&gt;no dia em que te toquei a trança&lt;br /&gt;eu gostava era de ter o maillot jaune&lt;br /&gt;ser mesmo um herói vês tu&lt;br /&gt;na Volta a França &lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os treze poemas resumem uma poesia sem torturas, muito mais partícipe da vida do que a ver ir em outros, de resto como o geral da poesia de HMM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas duas partes seguintes, ao contrário da primeira, acentua-se muito mais o que em livros anteriores já surgia, a subversão da sintaxe como forma de discurso poético, com elipses e respectivas passagens bruscas de algo incompleto: ”&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Anotar agora o rumo da noite / à hora anuviada e silenciosa / aquela hora de os pescadores saírem / que como a noite pressentia /&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;tu te olvidas dessa noite&lt;/span&gt;” (p. 45), o que também pode ser, em “tu te olvidas”, uma substituição do modo condicional pelo presente do indicativo, entendo-se o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;que &lt;/span&gt;do penúltimo verso como conjunção causal. No entanto, pouco interessa ser uma coisa ou outra, como veremos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A manipulação da sintaxe vai até o uso de verbos de  sentido pronominal que deixam de o ter , a negrito:  "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Esta árvore &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;mexe &lt;/span&gt;mal / dá impressão que o almoço/ não cai bem&lt;/span&gt; (…) // &lt;span style="font-style: italic;"&gt;mas a palavra &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;arrepende &lt;/span&gt;/ como &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;arrepende &lt;/span&gt;o tempo mal ganho&lt;/span&gt;” (p. 33) , ou “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O que mais vale e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;gosta &lt;/span&gt;/ depois parte-se&lt;/span&gt;” (p. 44), entre outros exemplos. Não fosse HMM um profissional da Língua , o pouco avisado leitor iniciado de poesia diria que o livro estava cheio de erros. Por vezes, estas subversões atingem quase a iligebilidade, ainda a negrito (p. 57):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(…)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Podemos aldrabar juntos uma dor&lt;br /&gt;a meias as alegrias estes dedos&lt;br /&gt;e um grito ao canto longe daqui&lt;br /&gt;reparamos os lábios na toada&lt;br /&gt;a pele educada em mar tão chão&lt;br /&gt;e à dobra calado rir devagar&lt;br /&gt;que o dia arranca e acordamos os dois&lt;br /&gt;é a borda um assobio a fraqueza vamos juntos&lt;br /&gt;é isso tudo isso mas arranjado&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;um tambor pontapeia ali&lt;br /&gt;que corpo mente e chora&lt;br /&gt;é a perda não saber que boca se cala&lt;br /&gt;que beijo morrer o mar a praia cheia&lt;br /&gt;e cada pé nu pisando é verdade&lt;br /&gt;não é o baque surdo que magoa&lt;br /&gt;verdadeira a lâmina dura no rosto&lt;br /&gt;ele defronte mais lento do espelho&lt;br /&gt;leva sempre mais tempo e este &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(…)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mim tenho que HMM, talvez subconscientemente, pretende, quando assume esta agitada linguagem em que as palavras são, tantas vezes, uma a uma, imagem, ideia ou sensação, não o reconhecimento  dos leitores nos poemas que escreve, mas o reconhecimento do que HMM escreve nos poemas que os leitores lêem, distanciando-os, um pouco como a célebre técnica de Brecht e muito, indo eu neste raciocínio, como expressão atonal com que, conscientemente ou não, HMM traduz o seu tempo. Não é o primeiro poeta a que associo muita da música erudita contemporânea, que testemunha esta época dissonante.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-2658584852282505645?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/2658584852282505645'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/2658584852282505645'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2011/02/as-juncoes-de-hugo-milhanas-machado.html' title='As Junções, de Hugo Milhanas Machado'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-1TTdnQkk-rU/TVm6GduSxMI/AAAAAAAABRA/gs2UWAxkgvc/s72-c/AS_JUN%257E1.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-7940393161180779398</id><published>2011-02-12T21:59:00.008Z</published><updated>2011-04-26T12:45:51.556+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Referências on line'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>Agradecendo</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-Uedf04kgocg/TVcQxAhZKUI/AAAAAAAABQ4/7vjJ5pDiQKM/s1600/k3%2B-%2Bnd%2B%2B%2526etc.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 174px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-Uedf04kgocg/TVcQxAhZKUI/AAAAAAAABQ4/7vjJ5pDiQKM/s200/k3%2B-%2Bnd%2B%2B%2526etc.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5572941498033973570" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A H. G. Cancela, no &lt;a href="http://contramundumcritica.blogspot.com/2011/02/guerra.html" target="_blank"&gt;contra mundum,&lt;/a&gt;  a sua reflexão crítica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;a href="http://hmmachado.blogspot.com/" target="_blank"&gt;Hugo Milhanas Machado&lt;/a&gt;, a referência ao livro, com transcrição  de dois excertos sobre o mesmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-7940393161180779398?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/7940393161180779398'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/7940393161180779398'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2011/02/agradecendo.html' title='Agradecendo'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-Uedf04kgocg/TVcQxAhZKUI/AAAAAAAABQ4/7vjJ5pDiQKM/s72-c/k3%2B-%2Bnd%2B%2B%2526etc.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-6750220907947583710</id><published>2011-02-10T22:47:00.009Z</published><updated>2011-02-10T23:22:52.876Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>Poesia: duas surpresas boas e uma, nada</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-EbEb9bX9kwM/TVRtgMsag1I/AAAAAAAABQo/cfTzskSDu64/s1600/aluimentos.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em quatro dias, duas surpresas boas em livros de poesia. O livro da imagem  e este &lt;a href="http://universosdesfeitos-insonia.blogspot.com/2011/01/danca-das-feridas.html" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;. Os dois, além do sen&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-Hj50-mQbVpE/TVRtrIBAp5I/AAAAAAAABQw/VYohc7ohZVI/s1600/aluimentos.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 134px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-Hj50-mQbVpE/TVRtrIBAp5I/AAAAAAAABQw/VYohc7ohZVI/s200/aluimentos.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5572199226617669522" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;tido poético particular de cada autor, têm um meio comum: usam uma linguagem que se entende. Nesses mesmos quatro dias, não cheguei a metade de um outro. É de pessoa alguns anos mais nova, dada muito a difundir-se em recitais. Disse eu: pessoa alguns anos mais nova, o certo é que parece muito mais velha, por se dar à ginástica das palavras, em busca de novas significações e coisas que tais, em moda há meio século. Eu sei bem do que se trata, mas fica cá comigo.  Deixo  um porquê de uma das boas surpresas, que foi ao que vim:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sophia de ti&lt;br /&gt;disseram-me que&lt;br /&gt;recitavas poemas&lt;br /&gt;em voz alta nos eléctricos&lt;br /&gt;que cantavas nas ruas de Lisboa&lt;br /&gt;enquanto os teus filhos te procuravam&lt;br /&gt;(viram a mãe, aquela que troca tudo e não confunde nada)&lt;br /&gt;e dançavas frente ao espelho dos teus olhos&lt;br /&gt;sempre sempre ao desafio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ah sophia&lt;br /&gt;sofia eras&lt;br /&gt;sophia és&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(passeei pelo teu jardim&lt;br /&gt;tão abandonado estava&lt;br /&gt;deu-me vontade de chorar)&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;in &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Aluimentos&lt;/span&gt;,  Bénédicte  Houart, Livros Cotovia, 2009, p. 56.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-6750220907947583710?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/6750220907947583710'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/6750220907947583710'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2011/02/poesia-duas-surpresas-boas-e-uma-nada.html' title='Poesia: duas surpresas boas e uma, nada'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-Hj50-mQbVpE/TVRtrIBAp5I/AAAAAAAABQw/VYohc7ohZVI/s72-c/aluimentos.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-6889715800125674732</id><published>2011-02-09T22:52:00.012Z</published><updated>2011-04-26T12:46:56.481+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Referências on line'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>K3 de novo</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TVMifVUyl3I/AAAAAAAABQY/vlBKRllojkA/s1600/AE-3.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 226px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TVMifVUyl3I/AAAAAAAABQY/vlBKRllojkA/s400/AE-3.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5571835085683070834" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora uma referência, publicada hoje mesmo e que sabia que viria, depois de uma troca de emails com Luís Graça. Vem no seu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://blogueforanadaevaotres.blogspot.com/2011/02/guine-6374-p7747-tabanca-grande-266.html" target="_blank"&gt;Luís Graça &amp;amp; Camaradas&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um blogue em que ex-combatentes na Guiné escrevem, blogue que fiquei a conhecer em Março do ano passado, quando das minhas buscas para avivar a memória, antes de escrever o poema e depois, durante a sua feitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo aqui o meu agradecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Imagem:&lt;/span&gt; viatura da minha companhia destruída por uma mina anti-carro, a que se puseram rodas para a deslocar e depois desmanchar, para aproveitamento de peças.  Imagem roubada do blogue citado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-6889715800125674732?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/6889715800125674732'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/6889715800125674732'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2011/02/k3-de-novo.html' title='K3 de novo'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TVMifVUyl3I/AAAAAAAABQY/vlBKRllojkA/s72-c/AE-3.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-4736822624683983303</id><published>2011-02-08T21:22:00.010Z</published><updated>2011-04-26T12:48:07.510+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Referências on line'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>Referências a K3</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TVHSj6YLfRI/AAAAAAAABQQ/3-EUUClszP0/s1600/k3%2Bimagem.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TVHSj6YLfRI/AAAAAAAABQQ/3-EUUClszP0/s320/k3%2Bimagem.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5571465728441941266" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;É tempo de agradecer as referências, textos e notícia sobre o meu livro  K3 a:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amélia Pais, &lt;a href="http://barcosflores.blogspot.com/2011/02/k3.html" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://cristalina.multiply.com/journal/item/343" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Henrique M.  B. Fialho, &lt;a href="http://universosdesfeitos-insonia.blogspot.com/2011/02/k3-fragmento.html" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://universosdesfeitos-insonia.blogspot.com/2011/02/k3.html" target="_blank"&gt;aqui &lt;/a&gt;e &lt;a href="http://www.rascunho.net/critica.php?id=1793" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://porosidade-eterea.blogspot.com/2011/02/novidades.html" target="_blank"&gt;Inês Ramos e Rui Almeida&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bibliotecariodebabel.com/geral/comeco-de-um-poema-longo-de-nuno-dempster/" target="_blank"&gt;José Mário Silva&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://meianoitetododia.blogspot.com/2011/02/k3-nuno-dempster.html" target="_blank"&gt;manuel  a. domingos &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://atravessandooinverno.blogspot.com/2011/02/encontrei-pela-primeira-vez-o-nuno.html#links" target="_blank"&gt;Paulo Tavares&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://escaravoltaica.blogspot.com/2011/02/k3-nuno-dempster.html" target="_blank"&gt;Pedro S. Martins&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://comlivros-teresa.blogspot.com/2011/02/o-ultramar-no-poema-de-nuno-dempster.html" target="_blank"&gt;Teresa  Sá Couto&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://editoraetc.blogspot.com/2011/01/k3.html" target="_blank"&gt;Vitor Silva Tavares&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As minhas desculpas se tiver falhado alguém na blogosfera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ainda, no Facebook, Soledade Santos, Maria João Lopes Fernandes e outros, para quem não é possível fazer ligação.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Imagem: &lt;/span&gt;Ilustração da capa, técnica mista, de Maria João Lopes Fernandes. Retirei o título do livro e  o meu nome, sem pedir licença à autora.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-4736822624683983303?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/4736822624683983303'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/4736822624683983303'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2011/02/referencias-k3.html' title='Referências a K3'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TVHSj6YLfRI/AAAAAAAABQQ/3-EUUClszP0/s72-c/k3%2Bimagem.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-6860567291299633097</id><published>2011-02-07T23:19:00.006Z</published><updated>2011-02-07T23:58:22.385Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Versos meus publicados em papel'/><title type='text'>O Baralho de Tarot</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TVCDCS_2AAI/AAAAAAAABQA/eXYlqzWL1a0/s1600/tarot.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TVCDCS_2AAI/AAAAAAAABQA/eXYlqzWL1a0/s400/tarot.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5571096814539898882" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminho lentamente pelas ruas&lt;br /&gt;desta velha cidade que se inova,&lt;br /&gt;lugar sem mim, de exílio e de memória&lt;br /&gt;junta em outras cidades já vividas.&lt;br /&gt;Refaço o corpo denso de passado,&lt;br /&gt;esquecendo as vitrinas estrangeiras&lt;br /&gt;do futuro e seus altos edifícios.&lt;br /&gt;Vou calado, não posso lamentar-me.&lt;br /&gt;Numa mesa redonda, por nove euros,&lt;br /&gt;a mulher do tarot leu-me nas cartas&lt;br /&gt;e disse «É grande o seu coração, mas&lt;br /&gt;deseja-o sempre cada vez maior.&lt;br /&gt;Prevejo que por isso ninguém há-de&lt;br /&gt;caber nele, perdendo sempre o jogo.»&lt;br /&gt;Respondi-lhe não jogo, nunca jogo&lt;br /&gt;e sonhei com um vulto que me disse&lt;br /&gt;«Nasceste para ser feliz.» Foi tudo.&lt;br /&gt;E desde então julguei não precisar&lt;br /&gt;de vaticínios, só de uma ilusão,&lt;br /&gt;e essa tem-me falhado. Será justo?&lt;br /&gt;«A sorte é sempre justa quando nossa»,&lt;br /&gt;respondeu. «Não será assim», tornei.&lt;br /&gt;«É que um dia num filme italiano&lt;br /&gt;ouvi a alguém &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nasciamo per soffrire&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Tudo isso me confunde agora, e creio&lt;br /&gt;não haver esperança no baralho&lt;br /&gt;que possa definir-me o coração.»&lt;br /&gt;«Os corações são todos semelhantes,&lt;br /&gt;batem do mesmo modo», contestou.&lt;br /&gt;«Veja o sinal das cartas: somos bichos&lt;br /&gt;genéticos. O seu avô poeta&lt;br /&gt;passou exactamente pelo mesmo,&lt;br /&gt;e agora ninguém sabe onde ele está.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;In &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;Dispersão &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Poesia Reunida&lt;/span&gt;, Nuno Dempster, Edições-Sempre-em Pé, 2008, p. 143-144&lt;/span&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-6860567291299633097?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/6860567291299633097'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/6860567291299633097'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2011/02/o-baralho-de-tarot.html' title='O Baralho de Tarot'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TVCDCS_2AAI/AAAAAAAABQA/eXYlqzWL1a0/s72-c/tarot.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-7518789933891001555</id><published>2011-02-06T23:49:00.002Z</published><updated>2011-02-07T01:04:08.732Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Notícias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>A Dança das Feridas</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TU86T2VA0HI/AAAAAAAABPw/lIL6qI9A4YI/s1600/dancaferidas.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 251px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TU86T2VA0HI/AAAAAAAABPw/lIL6qI9A4YI/s400/dancaferidas.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5570735376756166770" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na sexta feira passada, trouxe das Caldas da Rainha o livro de poemas &lt;a style="font-style: italic;" href="http://universosdesfeitos-insonia.blogspot.com/2011/01/danca-das-feridas.html"target="_blank"&gt;A Dança das Feridas&lt;/a&gt;, de Henrique M. B. Fialho. Folheando-o, disse-lhe então, com alegria, que os versos eram bastante firmes. Comecei a lê-lo hoje e acabei-o há pouco, e contenho-me para não começar a escrever sobre ele. De linguagem poética inteligível, que torna inúteis o martelo e o escopro dos hermeneutas, requer porém tempo, busca de referências   e releituras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jurar, na última página, que "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Desta edição tiraram-se cento e cinquenta exemplares únicos e irrepetíveis&lt;/span&gt;" é que não me parece boa ideia. Entre comensais, costumo dizer de um prato de que goste &lt;span style="font-style: italic;"&gt;antes sobre do que falte&lt;/span&gt;. O mesmo para o vinho. O mesmo para os livros. Alguns que desejava ter ainda os procuro em vão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A imagem da capa é de Maria João Lopes Fernandes, que tão bem sabe traduzir livros de poesia nas suas composições.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TU8_-h2ZdjI/AAAAAAAABP4/0PVz2pw_5l0/s1600/danca.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 259px; height: 337px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TU8_-h2ZdjI/AAAAAAAABP4/0PVz2pw_5l0/s400/danca.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5570741607551563314" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;WILLIAM GODWIN ANTES DE SE TER &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;CASADO COM MARY JANE CLAIRMONT&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As minhas vizinhas passam 8 horas por dia&lt;br /&gt;sentadas no passeio. Regateiam passados,&lt;br /&gt;olham os passarinhos, cumprimentam quem&lt;br /&gt;por elas passa sem passado nem futuro.&lt;br /&gt;Algumas abrem as pernas para que o vento&lt;br /&gt;fertilize campos há muito ressequidos,&lt;br /&gt;outras queixam-se dos maridos que trazem&lt;br /&gt;ao colo sob a forma de filhos.&lt;br /&gt;Juntam-se a elas garotas com brincos&lt;br /&gt;do tamanho das orelhas, órgãos de premeio&lt;br /&gt;que nada acrescentam a surdez do mundo.&lt;br /&gt;Olho-as com urna certa parcimónia.&lt;br /&gt;Por vezes invejo-lhes alguns minutos&lt;br /&gt;daquelas 8 horas. Um terço das horas&lt;br /&gt;perdidas entre colarinhos amarrotados,&lt;br /&gt;sorrisos velhos como um retrato em sépia,&lt;br /&gt;papel gasto, empoeirado, a ser representado&lt;br /&gt;sem cenário nem direcção artística.&lt;br /&gt;Não há direcção alguma neste olhar&lt;br /&gt;parcimonioso, tão invejável quão invejoso,&lt;br /&gt;de quem na vida mais não pode do que&lt;br /&gt;contar as horas de quem vive sentado&lt;br /&gt;nos passeios por onde passa quem não tem&lt;br /&gt;passado e conta pelos dedos o destino que sobra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A Dança das Feridas,  p. 55.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-7518789933891001555?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/7518789933891001555'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/7518789933891001555'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2011/02/danca-das-feridas.html' title='A Dança das Feridas'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TU86T2VA0HI/AAAAAAAABPw/lIL6qI9A4YI/s72-c/dancaferidas.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-806500692661229622</id><published>2011-02-05T22:02:00.010Z</published><updated>2011-02-05T23:34:02.211Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Os filmes'/><title type='text'>Às vezes</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" src="http://www.youtube.com/embed/MohSETiJ35k?rel=0" allowfullscreen="" width="425" frameborder="0" height="349"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;font style="font-style: italic;"&gt;Zéro de Conduite&lt;/font&gt;, de Jean Vigo, uma obra-prima que vi hoje na Cinemateca Júnior, eu e mais uns quantos espectadores, com passagem posterior pelo &lt;a href="http://poesia-incompleta.blogspot.com/"target="_blank"&gt;lugar do Sr. Changuito&lt;/a&gt;, seguindo-se-lhe uma viagem de 300 km, que isto de centralização da cultura não é treta nenhuma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saiba-se, por exemplo, dos autocarros cheios de gente que ruma à capital, para ver o que o comendador Filipe, transmudado em &lt;font style="font-style: italic;"&gt;La Féria, Lda&lt;/font&gt;, anda a fazer com a comenda que Mário Soares lhe pôs ao pescoço, com a Grã-Cruz que Jorge Sampaio lhe deu e com a Medalha de Ouro da Cidade de Lisboa de António Costa. E já que esta entrada começou com um filme, que acabe com outro: &lt;font style="font-style: italic;"&gt;Eram Todos Bons Rapazes&lt;/font&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-806500692661229622?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/806500692661229622'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/806500692661229622'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2011/02/as-vezes.html' title='Às vezes'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/MohSETiJ35k/default.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-1058137138464928737</id><published>2011-02-03T23:59:00.002Z</published><updated>2011-02-04T03:10:01.802Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>Henryk Górecki</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" width="425" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/mvXjo9x0xtg?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Henryk Górecki, Polónia (1933-2010), Sinfonia n.º 3 ou das Canções Tristes, op. 36 - 2.º andamento. 1976.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-1058137138464928737?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/1058137138464928737'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/1058137138464928737'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2011/02/henryk-gorecki.html' title='Henryk Górecki'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/mvXjo9x0xtg/default.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-1236664470880616632</id><published>2011-02-02T12:35:00.006Z</published><updated>2011-02-02T13:28:26.475Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>No fim do silêncio, este livro</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TUjEYCY3qcI/AAAAAAAABPk/ZPMwm7zDg1I/s1600/k3%2B-%2Bnd%2B%2B%2526etc.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 347px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TUjEYCY3qcI/AAAAAAAABPk/ZPMwm7zDg1I/s400/k3%2B-%2Bnd%2B%2B%2526etc.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5568916856480704962" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Embora eu tivesse recebido os primeiros exemplares do livro em 19 de Janeiro último, vindos da mão atenta de Vitor Silva Tavares, penso que por acaso de edição e seguramente da génese do texto poético, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;K3&lt;/span&gt; sai para as livrarias amanhã, 3 Fevereiro, véspera de um cinquentenário. No dia 4 deste mesmo mês de 1961, há cinquenta anos portanto, estalava a guerra colonial em Angola. Menos de dois anos depois, em Janeiro de 1963, alastrou-se à então dita Guiné Portuguesa, onde estive como mobilizado entre 1968 e 1970, começando logo por ir parar ao K3, aquartelamento de temida fama, então abaixo do nível do solo. É da minha presença nessa guerra que o poema trata, segundo um plano cronológico, ocupando todas as 56 páginas de texto do livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta nota foi-me exigida pela especificidade do assunto do poema, povoado por &lt;span style="font-style: italic;"&gt;anti-heróis / que não chegam a ser anti-heróis, // são uma chapa com número / no fio ao peito, à prova de fogo&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ilustração da capa foi concebida e realizada, em técnica mista, por &lt;a href="http://umacasanotempo.blogspot.com/" target="_blank"&gt;Maria João Lopes Fernandes&lt;/a&gt;, amiga e pintora cheia de talento, com quem tive o prazer de dividir o livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo um trecho do poema, p. 34 a 36.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;Deve dizer-se aos místicos&lt;br /&gt;e àqueles que acreditam&lt;br /&gt;em destinos supremos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que o chão da humanidade&lt;br /&gt;é um palimpsesto de esperma e sangue&lt;br /&gt;com pegadas em volta&lt;br /&gt;da cama das mulheres em tempo de guerra,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;como em redor da esteira&lt;br /&gt;de Djariato,&lt;br /&gt;numa palhota de há mil anos,&lt;br /&gt;uma era tão diversa,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;os soldados nos anos do poema,&lt;br /&gt;a desejar-lhe o belo tronco nu,&lt;br /&gt;os seios empinados,&lt;br /&gt;o ventre liso,&lt;br /&gt;a tanga que caísse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora&lt;br /&gt;Djariato regressa&lt;br /&gt;inacessível como antes,&lt;br /&gt;a pele de canela&lt;br /&gt;que enlouquecia&lt;br /&gt;a companhia inteira,&lt;br /&gt;nem um tremor na face altiva&lt;br /&gt;a perturbava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem sabe olhá-la&lt;br /&gt;dê um sentido mínimo ao passado,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;à minha juventude assassinada,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de forma a que a lembrança,&lt;br /&gt;em vez de recordar&lt;br /&gt;o bafo de calor,&lt;br /&gt;os ataques ao K3,&lt;br /&gt;as casamatas&lt;br /&gt;enterradas no solo a arder,&lt;br /&gt;guarde a imagem de um corpo esguio,&lt;br /&gt;fantasiando a noite,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas não a vida dela,&lt;br /&gt;não sei, nunca mais soube nada do seu povo.&lt;br /&gt;(...)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-1236664470880616632?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/1236664470880616632'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/1236664470880616632'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2011/02/ao-cabo-de-muitos-anos-de-silencio-este.html' title='No fim do silêncio, este livro'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TUjEYCY3qcI/AAAAAAAABPk/ZPMwm7zDg1I/s72-c/k3%2B-%2Bnd%2B%2B%2526etc.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-8461102406526177672</id><published>2011-02-01T20:14:00.014Z</published><updated>2011-02-01T23:45:02.191Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poetas e poesia'/><title type='text'>Pena Ventosa, Cadernos de Poesia, n.º 2</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TUhrGddqnlI/AAAAAAAABOw/3ZYnXdf9Sl0/s1600/pena%2Bventosa%2B2.gif"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 291px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TUhrGddqnlI/AAAAAAAABOw/3ZYnXdf9Sl0/s400/pena%2Bventosa%2B2.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5568818697976061522" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Chegou-me hoje. É uma revista anual de poesia, com design e concepção de inquestionável bom-gosto, sendo seus editores António José Queirós e Henrique Monteiro. Com as pouco habituais medidas de 30 x 22,5 cm, vem  impressa em papel couché mate de boa gramagem, na cor acima toda ela.  Não tem distribuição comercial e a sua tiragem é de 100 exemplares. À semelhança do primeiro número, é composta por onze poemas, cada um de seu autor, cujo nascimento se situa entre os anos vinte e o fim dos anos quarenta (para ver melhor os nomes, clique na imagem acima).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal como &lt;a href="http://porosidade-eterea.blogspot.com/2009/12/pena-ventosa.html"target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt; se escreve, será uma requintada raridade, o adjectivo é meu. Veja-se abaixo a capa do dossier em que vem, uma capa de cartolina negra mate, de gramagem considerável. Acompanha a revista uma litografia solta, num papel excelente e espesso, intitulada &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Louise Brooks&lt;/span&gt;, numerada  manualmente de 1 a 100, a lápis, da autoria do pintor Júlio Cunha, a quem pertence igualmente o design. Por último, os poemas não defraudam os seus autores nem a revista.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TUiWiFixqgI/AAAAAAAABPU/NCcFEjO7Efo/s1600/capa3.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 146px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TUiWiFixqgI/AAAAAAAABPU/NCcFEjO7Efo/s200/capa3.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5568866451591375362" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TUiW-Wfl1VI/AAAAAAAABPc/DzgUCE-AYak/s1600/louise.bmp"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 146px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TUiW-Wfl1VI/AAAAAAAABPc/DzgUCE-AYak/s200/louise.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5568866937177757010" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-8461102406526177672?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/8461102406526177672'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/8461102406526177672'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2011/02/pena-ventosa-cadernos-de-poesia-n-2.html' title='Pena Ventosa, Cadernos de Poesia, n.º 2'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TUhrGddqnlI/AAAAAAAABOw/3ZYnXdf9Sl0/s72-c/pena%2Bventosa%2B2.gif' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-3434106016372277971</id><published>2011-01-31T22:57:00.005Z</published><updated>2011-02-01T01:17:16.233Z</updated><title type='text'>Uma maravilha de reza</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TUdeHsCC3GI/AAAAAAAABOo/g8keHtC2ANw/s1600/espiga1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 277px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TUdeHsCC3GI/AAAAAAAABOo/g8keHtC2ANw/s400/espiga1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5568522950438739042" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://poesiailimitada.blogspot.com/2010/03/pedro-eiras-acerca-de-bom-o-melhor.html"target="_blank"&gt;Roubada daqui, inclusivé a ideia da imagem.&lt;/a&gt; Não sou de assaltar ninguém, salvo quando, puto andava à fruta, por assim me saber melhor. À letra, coisas do fruto proibido. Mas a esta maravilha não resisti. E tanto que me parece ter descoberto o livro que já comprei online e onde virá, creio, com mais, esta maravilha. Depois conto, ressarcindo assim também os autores da entrada, espero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REZA DE BENZEDEIRAS NO NORTE DE PORTUGAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fulano, estás enfeitiçado,&lt;br /&gt;inchado, virado ou mal-olhado?&lt;br /&gt;Eu te desenfeitiço, desligo, talho&lt;br /&gt;e desenlaço.&lt;br /&gt;(Fazendo uma cruz no ar)&lt;br /&gt;Eu talho o sopro do vento:&lt;br /&gt;o ar de cima e o ar de baixo;&lt;br /&gt;o ar do norte e o ar do sul;&lt;br /&gt;o sopro do vento e o da chuva,&lt;br /&gt;ar de cristão, de judeu ou de pagão.&lt;br /&gt;Eu talho tudo.&lt;br /&gt;Onde quer que sejas,&lt;br /&gt;o mal da inveja,&lt;br /&gt;ou a água do ventre.&lt;br /&gt;Eu te talho e te degrado&lt;br /&gt;para as ondas do Mar Coalhado&lt;br /&gt;onde não canta galinha nem galo.&lt;br /&gt;Para que o corpo&lt;br /&gt;torne ao estado&lt;br /&gt;como foi nascido e gerado&lt;br /&gt;pelo poder de Deus e da Virgem Maria.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-3434106016372277971?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/3434106016372277971'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/3434106016372277971'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2011/01/uma-maravilha-de-reza.html' title='Uma maravilha de reza'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TUdeHsCC3GI/AAAAAAAABOo/g8keHtC2ANw/s72-c/espiga1.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-6212101380467706541</id><published>2011-01-29T23:57:00.008Z</published><updated>2011-01-30T00:26:01.173Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poemas na memória'/><title type='text'>Afonso Duarte</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TUSp5EbG_lI/AAAAAAAABOg/RhHM8lYYsgw/s1600/cab.gif"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 126px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TUSp5EbG_lI/AAAAAAAABOg/RhHM8lYYsgw/s320/cab.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5567761837241859666" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;CAMPO&lt;br /&gt;&lt;blockquote style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A Alberto Martins de Carvalho&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Este verde impossível de se ver,&lt;br /&gt;Que alegre o camponês cultiva o prazo,&lt;br /&gt;Não dá sequer para me aborrecer&lt;br /&gt;Na extensão sem fim do campo raso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem fim, a vida, deixa se correr&lt;br /&gt;Lisa e fatal, serena, sem acaso.&lt;br /&gt;E acontece o que tem de acontecer&lt;br /&gt;Como quem já da vida não faz caso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada se passa aqui de extraordinário:&lt;br /&gt;Tudo assim, como peixe no aquário,&lt;br /&gt;Sem relevo, sem isto, sem aquilo;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito bucólico a favor da besta,&lt;br /&gt;O campo, sim, é esta coisa fresca...&lt;br /&gt;Coaxar de rãs, a música do estilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://epaad.no.sapo.pt/historia/ad_bio.htm" target="_blank"&gt;Afonso Duarte&lt;/a&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;in Obras Completas, 1 - Obra Poética&lt;/span&gt;, Plátano Editora, 1974, p. 147.&lt;br /&gt;Imagem: Ereira, Montemor-o-Velho, terra natal do poeta. Fotografia de autor desconhecido.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-6212101380467706541?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/6212101380467706541'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/6212101380467706541'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2011/01/afonso-duarte.html' title='Afonso Duarte'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TUSp5EbG_lI/AAAAAAAABOg/RhHM8lYYsgw/s72-c/cab.gif' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-351350834843340706</id><published>2011-01-27T23:52:00.001Z</published><updated>2011-01-28T02:00:07.407Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>Livros Recebidos</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TUIUy4DRlTI/AAAAAAAABN4/SNoc25Q4gHI/s1600/afonso%2Bc.2bmp.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 222px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TUIUy4DRlTI/AAAAAAAABN4/SNoc25Q4gHI/s320/afonso%2Bc.2bmp.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5567034953655489842" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Afonso Cautela, nome das minhas leituras de poesia na juventude, que agora retomo. Afonso Cautela é também um combativo e lúcido ecologista e percursor em Portugal do movimento ecologista. Oferta do meu amigo e editor &lt;a href="http://www.sempreempe.pt/"target="_blank"&gt;José Carlos Marques&lt;/a&gt;, que chegou ontem e que publicamente agradeço hoje.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TUIe6epKRlI/AAAAAAAABOQ/5R50LjUfxm0/s1600/erros%2Bindividuais.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 210px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TUIe6epKRlI/AAAAAAAABOQ/5R50LjUfxm0/s320/erros%2Bindividuais.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5567046079390303826" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TUIfO8M4T9I/AAAAAAAABOY/lk4p7791jk8/s1600/tempo_aprazado.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 198px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TUIfO8M4T9I/AAAAAAAABOY/lk4p7791jk8/s320/tempo_aprazado.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5567046430922133458" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Do &lt;a href="http://poesia-incompleta.blogspot.com/"target="_blank"&gt;Sr. Changuito&lt;/a&gt;, com a eficiência do costume, chegou-me a encomenda, também ontem, destes dois livros. Só conhecia, de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ingeborg_Bachmann"target="_blank"&gt;Ingeborg Bachamann&lt;/a&gt;, poemas avulsos. A selecção tradução e o prefácio têm a garantia de João Barrento, que se faz acompanhar de Judite Berkemeier. Este livro foi editado em 1992 e, passados 19 anos, ainda está à venda. É fácil tirar ilações, considerando a qualidade da sua poesia. Felizmente para alguns leitores, digo eu.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-351350834843340706?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/351350834843340706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/351350834843340706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2011/01/livros-recebidos.html' title='Livros Recebidos'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TUIUy4DRlTI/AAAAAAAABN4/SNoc25Q4gHI/s72-c/afonso%2Bc.2bmp.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-9053583303019649937</id><published>2011-01-26T23:21:00.015Z</published><updated>2011-01-27T02:05:35.418Z</updated><title type='text'>Dois vídeos</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://img0.rtp.pt/icm//thumb/phpThumb.php?src=/antena1/images/ae/ae6df2753a988eeddb190529797d7daf&amp;amp;w=473&amp;amp;sx=0&amp;amp;sy=0&amp;amp;sw=640&amp;amp;sh=360&amp;amp;q=75"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 473px; height: 266px;" src="http://img0.rtp.pt/icm//thumb/phpThumb.php?src=/antena1/images/ae/ae6df2753a988eeddb190529797d7daf&amp;amp;w=473&amp;amp;sx=0&amp;amp;sy=0&amp;amp;sw=640&amp;amp;sh=360&amp;amp;q=75" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se os governos do duo em alternância &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"democrática"&lt;/span&gt;&lt;span&gt; fossem constituídos por&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;homens (e mulheres) como &lt;a style="color: rgb(102, 0, 204);" href="http://tv2.rtp.pt/antena1/index.php?t=Entrevista-a-Antonio-Costa-Silva.rtp&amp;amp;article=2955&amp;amp;visual=11&amp;amp;tm=16&amp;amp;headline=13" target="_blank"&gt;o da imagem acima&lt;/a&gt;, não haveria a mediocridade que nos penaliza até à exaustão e que, em cima disso, nos controla  com o fantasma real do desemprego, instituindo assim uma nova forma de censura e repressão do direito pleno à cidadania, que inclui a recusa e o protesto públicos contra o poder incompetente, mistificador e &lt;a style="color: rgb(102, 0, 204);" href="http://www.tvi24.iol.pt/galeria_nova.html?mul_id=13377657" target="_blank"&gt;inimputável&lt;/a&gt;. Vale a pena seguir os dois vídeos até ao fim. Na primeira ligação, pelo exemplo que o entrevistado nos dá de lucidez económica e política, e também de esperança, e que tipo de pessoas, por comparação, seria necessário no governo; na segunda, pela inacreditável chafurdice e impunidade na coisa pública.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-9053583303019649937?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/9053583303019649937'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/9053583303019649937'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2011/01/se-os-governos-da-alternancia.html' title='Dois vídeos'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-5517255878723541639</id><published>2011-01-25T20:30:00.008Z</published><updated>2011-01-25T21:16:18.025Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poemas na memória'/><title type='text'>Uma jóia da poesia</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TT885vNBnrI/AAAAAAAABNo/K8jA6WRpdRk/s1600/001.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 308px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TT885vNBnrI/AAAAAAAABNo/K8jA6WRpdRk/s400/001.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5566234627074530994" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muy graciosa es la doncella,&lt;br /&gt;¡como es bella y hermosa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digas tú, el marinero&lt;br /&gt;que en las naves vivías&lt;br /&gt;si la nave o la vela o la estrella&lt;br /&gt;es tan bella.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digas tú, el caballero&lt;br /&gt;que las armas vestías,&lt;br /&gt;si el caballo o las armas o la guerra&lt;br /&gt;es tan bella.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digas tú, el pastorcico&lt;br /&gt;que el ganadico guardas,&lt;br /&gt;si el ganado o los valles o la sierra&lt;br /&gt;es tan bella.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;Gil Vicente&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;, in &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;a href="http://www.planetadelibros.com/las-cien-mejores-poesias-de-la-lengua-castellana-libro-2291.html"target="_blank"&gt;Las Cien Mejores Poesías de la Lengua Castellana&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;, antologia de &lt;a href="http://amediavoz.com/cuenca.htm"target="_blank"&gt;Luis Alberto de Cuenca&lt;/a&gt;, Espasa Galpe, 1998, 3.ª edição, p. 68-69.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;Imagem&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Donzela Nua em frente do  Espelho&lt;/span&gt;, Giovanni Bellini, óleo sobre painel de madeira, 1515.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-5517255878723541639?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/5517255878723541639'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/5517255878723541639'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2011/01/uma-joia-da-poesia.html' title='Uma jóia da poesia'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TT885vNBnrI/AAAAAAAABNo/K8jA6WRpdRk/s72-c/001.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-6748056456618619005</id><published>2011-01-24T20:06:00.006Z</published><updated>2011-01-24T20:28:20.219Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pulytika'/><title type='text'>Presidenciais e a "democracia  adulta"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O jogo eleitoral está viciado porque os princípios são uns e os fins são outros. O arranjo está feito para que mudem as mosca&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TT3c4L388II/AAAAAAAABNQ/sIzd6dC-_Wc/s1600/votar.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 200px; height: 150px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TT3c4L388II/AAAAAAAABNQ/sIzd6dC-_Wc/s200/votar.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5565847572318056578" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;s e o mesmo permaneça. Cavaco Silva  e Sócrates ganharam as eleições, Cavaco porque teve mais votos, Sócrates porque arrumou Manuel Alegre, tal como fizera a Mário Soares nas eleições anteriores, e os quatro nunca deixaram de concordar com a urdidura do sistema de que Mário Soares foi, em Portugal, o tecelão-chefe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Periodicamente, nas eleições, vira-se a casaca sem se mudar de cheiro e, como a casaca é só uma, umas vezes fica laranja, outras, cor-de-rosa, casaca pois de direito e avesso. O “povo”, diria que tratado com maior despudor que o da 1.ª República, escolhe, entre o laranja e o rosa, o lado da casaca que o há-de  pastorear.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos media, tudo parece estar conforme. Essa nova raça, a dos politólogos, escamoteia cuidadosamente a realidade, a grande maioria  escrevendo e falando em percentagens, assim ocultando a crueza dos números, que é esta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Número de eleitores inscritos: 9.629.630&lt;br /&gt;Votos em Cavaco Silva - 2.230.140&lt;br /&gt;Votos em Manuel Alegre &lt;span style="font-size:78%;"&gt;(*)&lt;/span&gt; - 832.006&lt;br /&gt;Soma dos votos no sistema: 3.062.146&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os restantes votos expressos são votos de protesto: os votos recebidos pelos demais candidatos, os votos em branco e uma parte dos nulos. A abstenção funciona ainda como protesto, e também como demonstração de desinteresse, que não exclui a contestação abúlica, isto sem esquecer, claro, o Simplex dos cartões  de cidadão, a que não poucos se agarram, como se isso fosse mudar alguma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O certo é que os votos nos candidatos do sistema representam 31, 8 %, menos de um terço, dos eleitores inscritos, e Cavaco Silva foi eleito por 23,16 % dos portugueses com direito a voto. Esta é a “democracia adulta e consolidada” de que o candidato presidente falava na sua campanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(*) O apoio institucional do Bloco de Esquerda à candidatura de Manuel Alegre deveu-se à busca de visibilidade. Saíram-lhe as contas furadas, e isso já serviu para pagar parte desse só aparente desconcerto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-6748056456618619005?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/6748056456618619005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/6748056456618619005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2011/01/presidenciais-e-democracia-adulta.html' title='Presidenciais e a &quot;democracia  adulta&quot;'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TT3c4L388II/AAAAAAAABNQ/sIzd6dC-_Wc/s72-c/votar.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-2794566839204787699</id><published>2010-12-06T21:57:00.010Z</published><updated>2010-12-07T19:09:40.024Z</updated><title type='text'>A &amp;etc na blogosfera</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TP2ZyjNiuHI/AAAAAAAABNE/0cjFNBmlfzo/s1600/v%25C3%25ADtor.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 267px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TP2ZyjNiuHI/AAAAAAAABNE/0cjFNBmlfzo/s400/v%25C3%25ADtor.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5547759409714870386" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A notícia já correu vários blogues e agora, que a descobri, passa por este: A &lt;a href="http://editoraetc.blogspot.com/"target="_blank"&gt;&amp;amp;etc e Vitor Silva Tavares &lt;/a&gt;acamparam na blogosfera com armas e bagagens. Não é só dos livros que a &amp;amp;etc dá e deu a lume que o blogue trata, é também das opiniões de VST, que fazia falta ouvir mais vezes, fazia, disse, esperando eu que as vá entremeando com as notícias editoriais. Como este excerto, mas pescado de uma longa entrevista dada ao Ípsilon, do Público, em Março de 2008:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Fica-nos a dúvida: para um homem como Vitor Silva Tavares, que só publica aquilo de que gosta, como é gerir o gosto nas intervenções editoriais?&lt;/span&gt;»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O meu gosto tem várias camadas, como a cebola. O mais íntimo dos íntimos nem revelo. Coíbo-me de intervir em questões que digam respeito a ideologias. Mas dentro das minhas várias camadas, que até podem disparar em várias direcções, procuro fazer uma simbiose – até que ponto é que cada uma das coisas que chegam à minha mão vai ao encontro de um determinado tipo de gosto que tenho. Não vou intervir porque aquilo vai chocar com o meu gosto. Aí costumo ter um ponto de partida, o que não quer dizer que seja um ponto de chegada, uma frase do Luiz Pacheco: o autor tem sempre razão. Já tenho feito intervenção nesse sentido: há certos autores que usam nas suas poesias muitos ramalhetes de flores, muita hortaliça, muitos miosótis. E eu sou um bocado avesso a tanta botânica no interior da poesia&lt;/span&gt;.(...)»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era difícil arranjar melhor comparação do que esta de ramalhetes de flores, miosótis e hortaliça.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-2794566839204787699?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/2794566839204787699'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/2794566839204787699'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2010/12/na-blogosfera.html' title='A &amp;etc na blogosfera'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TP2ZyjNiuHI/AAAAAAAABNE/0cjFNBmlfzo/s72-c/v%25C3%25ADtor.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-5664526146857905264</id><published>2010-12-02T21:31:00.015Z</published><updated>2011-04-27T01:46:30.323+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia - Recensões'/><title type='text'>Sob os Teus Pés a Terra, de Soledade Santos, #2</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;object width="640" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/uaJVo_U2iXI?fs=1&amp;amp;hl=pt_PT"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/uaJVo_U2iXI?fs=1&amp;amp;hl=pt_PT" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="352" height="212"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A ÚNICA VERDADE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;Em louvor de Bernardim Ribeiro&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A única verdade é a linha que puxo na extremidade da agulha,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;ponto a ponto desenho &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;a paciência, refaço os gestos &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;das minhas avós.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quantas coisas se passavam na cabeça das mulheres em seu estrado,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;em seus olhos dobrados,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;e eu que nunca tive &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;paciência.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mas quem fui bem vedes que o não sou já&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;e pois que não tenho armas para ofender,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;faço desenhos de flores brilhantes com linhas &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;de seda paciente,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;é tudo o que posso fazer&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;com os olhos dobrados&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;na noite&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;que não pára de crescer.&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomo ao texto do dia anterior, socorrendo-me deste vídeo, que está na &lt;a href="http://eartefacto.blogspot.com/"target="_blank"&gt;página da editora &lt;/a&gt;e que transpus para o You Tube, no intuito de ser utilizado aqui. O poema  que transcrevo para acompanhamento de audição, é dito por Sara Felício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando me referi, no que escrevi ontem, à rápida absorção por nós, leitores, do significado de muitos dos poemas de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sob os Teus Pés a Terra&lt;/span&gt;, estou em crer que essa rapidez em parte se deve a imagens direi fílmicas, pequenos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sketches &lt;/span&gt;tomados da realidade como a deste poema, imagens criadoras de ambientes, do mesmo modo que os simbolistas os criavam com o som das palavras. Não há nelas nenhum hermetismo, de resto a linguagem nunca deixa, a seu modo, de tocar a realidade e de se socorrer dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podia ser outro o poema acima, que me servia o mesmo fim, o de querer salientar outro aspecto formal na poesia de Soledade Santos, a musicalidade dos seus versos. É uma musicalidade macia, digamos assim, predominando as consoantes constritivas sobre as oclusivas, mais duras, servida por um ritmo muitas vezes lento, dado por sonoridades vocálicas longas, com presença sensível das nasais, o que está de acordo com o tom geral de ausência, de viver com o que há e de melancolia sem ansiedade, e com a minha comparação de ontem com &lt;span style="font-style:italic;"&gt;slow jazz&lt;/span&gt;, de que é cultora pelo que percebemos no livro, enfim, uma forma de certo modo tranquila, ou, pelo menos, não sobressaltada, de estar no mundo com as pequenas coisas do dia-a-dia. E, curiosamente, no poema &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Única Verdade&lt;/span&gt;, essa lentidão é-nos ta&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TPgh1E47ywI/AAAAAAAABM8/Zz1Akv5x_i8/s1600/capa%2Blivro.%2Bfrente.1.PNG"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 148px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TPgh1E47ywI/AAAAAAAABM8/Zz1Akv5x_i8/s200/capa%2Blivro.%2Bfrente.1.PNG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5546220136836090626" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;mbém dada pelo tamanho, único no livro, dos versos iniciais da primeira e segunda estrofes, com o seu quê plástico, muito expressivos, pois se no primeiro quase vemos a mão com  a agulha a esticar a linha, no segundo imaginamos o vagar das muitas coisas que iam passando pela cabeça das mulheres, possivelmente no sossego de bordar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é esta falta de pressa do ser que perpassa em muitos dos poemas do livro, não sem que toque o fundo da dor, de um modo tão mais intenso quanto mais domado foi, para poder transformar-se em arte e assim se conseguir alguma redenção através do acto de criação poética. Refiro-me ao poema &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pedras&lt;/span&gt;, na p. 88. O inverso também é verdadeiro, a alegria despreocupada, em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Swing para Manhã de Sol,&lt;/span&gt; p. 52,  dois poemas de topo entre tantos que o são também, num livro com grande regularidade qualitativa e com um leque que vai daqueles  sentimentos opostos  à ironia, em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;No silêncio da Sala Vazia de Outro&lt;/span&gt;, p.29, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Como Um Vento&lt;/span&gt;, p. 39,  por exemplo, e mesmo algum sarcasmo pouco acentuado, em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Consolo&lt;/span&gt;, p. 32, passando por diversos ângulos de relação com o outro amoroso, em que os dois últimos poemas citados se inserem, além  dos assuntos já referidos e os decorrentes de um sentimento de perda e de uma vida conscientemente quotidiana.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por fim, o aspecto que quero salientar é o uso do Português, que Soledade Santos domina à vontade, neste caso como matéria-prima de arte contemporânea, e que vai  do coloquial a palavras de vivência rural, a vocábulos hoje com pouco uso (porque o português falado e lido, e por isso escrito, vai tornando cada vez mais restrito o seu léxico) e à Língua culta que, afinal, envolve toda a poesia da autora, mesmo, e neste caso sobretudo, quando escreve um poema como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Alguém&lt;/span&gt;, uma composição plena de sabedoria poética, uma composição quase clássica (enquanto contemporânea), que termina com uma expressão de sabor rural e que deixo aqui transcrito, felicitando a autora por me ter feito escrever tanto e, entre outros, desta e de outra índole, pelo atrevimento que nos retira do lento embalo em que vínhamos na leitura do poema e nos acorda para algo que afinal somos, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;uma pouca de terra&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;ALGUÉM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou as palavras e os segredos que guardei&lt;br /&gt;e um estrito reservar-me nunca soube porquê&lt;br /&gt;se tão completa me entrego as vezes que me entreguei.&lt;br /&gt;Sou a lembrança que se vai diluindo&lt;br /&gt;em olhos que julguei perenes e consanguíneos.&lt;br /&gt;Sou canções poemas e tantas&lt;br /&gt;malbaratadas luas. E a música e os livros&lt;br /&gt;e a varanda que um arquitecto desenhou&lt;br /&gt;sem saber que era p'ra mim. E que perdi.&lt;br /&gt;Sou o teu sono, minha gata, redondo ainda&lt;br /&gt;e já inclinado ao fim. Sou árvores, o rio que amei,&lt;br /&gt;as aves, as giestas, uma pouca de terra&lt;/span&gt;."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-5664526146857905264?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/5664526146857905264'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/5664526146857905264'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2010/12/sob-os-teus-pes-terra-de-soledade_02.html' title='Sob os Teus Pés a Terra, de Soledade Santos, #2'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TPgh1E47ywI/AAAAAAAABM8/Zz1Akv5x_i8/s72-c/capa%2Blivro.%2Bfrente.1.PNG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-6768849088466474463</id><published>2010-12-01T23:49:00.005Z</published><updated>2011-04-26T18:42:52.913+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia - Recensões'/><title type='text'>Sob os Teus Pés a Terra, de Soledade Santos</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TPcOJh93soI/AAAAAAAABM0/05eR84WwoeQ/s1600/capa%2Blivro.%2Bfrente.1.PNG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 297px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TPcOJh93soI/AAAAAAAABM0/05eR84WwoeQ/s400/capa%2Blivro.%2Bfrente.1.PNG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5545917023029539458" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Saído há dias, portanto ainda em Novembro, com a chancela da Edições Artefacto, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sob os Teus Pés a Terra&lt;/span&gt;, de Soledade Santos, é, antes do mais, um livro em que a autora reúne oitenta e oito poemas seus de variada cronologia. Está dividido em quatro partes, cada parte correspondendo a um critério de arrumação de poemas, bem como as partes entre si, cada uma definida ao que vem por epígrafes. É pois um livro organizado segundo o prisma de reunião de poemas independentes uns dos outros, com uma clara unidade conseguida não apenas, nem sequer principalmente, entre eles em cada parte, mas, sobretudo, pela homogeneidade e qualidade do discurso poético. Este último é o cimento da coesão do livro e sê-lo-á sempre em livros de qualidade poética. É falsa a ideia de que um livro de poesia é mais uno se for constituído por poemas de um só assunto.  É tão mais fácil uma enfraquecida ou mesmo forçada e, por isso, nula unidade monocórdica e bocejante num livro de poesia temática, quanto difícil é o contrário, um livro de poesia uno, vivo e variado, discorrendo na mesma sobre um só tema. Claro que isto não importa ao caso em questão, mas demarca e esclarece a opinião de unidade que tenho e com que me debruço em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sob os Teus Pés a Terra&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;A primeira parte, disposta sob as epígrafes «&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Only strangers travel&lt;/span&gt;.» e «&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A verdadeira viagem é o regresso.&lt;/span&gt;», de Leonard Cohen e Ursula K. Le Guin, respectivamente,  é constituída por treze poemas que nos remetem para o passado primordial da poeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poema de abertura,&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Deram-me o Nome&lt;/span&gt;,  recorda a sua mãe e a sua avó, e não é  por acaso — neste livro nada é feito ao acaso — , que assumiu essa posição no livro. Transcrevo as duas últimas estrofes do poema:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"A mãe foi artesã&lt;br /&gt;da alegria&lt;br /&gt;(da minha — não da sua)&lt;br /&gt;e passou breve&lt;br /&gt;cisne ao sol&lt;br /&gt;sacrificado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora&lt;br /&gt;eu herança&lt;br /&gt;no longe dos seus olhos.&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas estrofes, a meu ver, são a chave da poesia que se seguirá e que se ligam, por sua vez, em assunto,  ao último verso do poema &lt;span style="font-style: italic;"&gt;E no entanto o Dia É Fundo&lt;/span&gt;, na p. 21, parte 1. Mas nada é absoluto, embora possa ser a raiz que se ramifica, a causa que se desdobra já em efeitos que se acumulam, por sua vez, como causas futuras de um sentimento de ausência e melancolia,  uma melancolia que nos atrai, algo semelhante a certo tipo de jazz, estou a lembrar-me das baladas de Miles Davis, de alguns pianistas em peças com bateria, contrabaixo, em swing lento (Earl Garner, por exemplo), ou um saxofone como o de Ben Webster.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim surgem, nesta primeira parte, simultaneamente como efeito e causa geral do tom da poesia de Soledade Santos, poemas sobre a casa da infância ou outras posteriores ou alheias, ligadas de algum modo à primeira (poemas nas p. 15, 18, 20, 22 e 23); sobre a terra natal (idem, p. 10, 17, 24 ), os amigos do passado que "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;mudaram de rosto&lt;/span&gt;"  (p. 11 e 13), os mortos que cada um traz na memória e às vezes aos ombros (p. 19, de novo p. 20 e  p. 21).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alongaria em excesso este texto, já de exagerado tamanho para um blogue, se analisasse as restantes partes sob este prisma. Aliás, se me debrucei,  algo miudamente, sobre a parte que abre o livro, é porque, repito, também os assuntos dela  são memória de uma experiência primeira, digamos a fundação remota e principal da poesia da autora que, parece-me claro, percebendo a sua importância, colocou esses poemas na parte 1, com um sentido inquestionável de lucidez estética e da origem profunda da sua poesia. Tanto que nas três partes restantes qualquer leitor, algo acostumado a estas coisas, depressa lhes descobrirá a razão da ordem em que foram divididos e o modo como foram dispostos para leitura, pelo que, afinal, me parece inútil ocupar-me delas enquanto partes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se de uma poesia muito mais multifacetada, nos seus meios de discurso poético, do que uma simples leitura permite aperceber. No entanto, a grande maioria dos poemas, com essa simples leitura, entra-nos rapidamente na pele e não só a entendemos como a temos por experiência nossa. Não escolho nenhum poema, abro o livro, parte 2, página 37 :&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A MÚSICA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A música acende &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;as partículas, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;pouco &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;mudámos – &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;ao som da viola &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;outra vez &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;dezasseis anos &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;e a boca &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;comme un fruit sous la pluie."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um recordar o tempo passado — cá está ele, o primordial, o dos dezasseis anos, o da parte 1 do livro na parte 2 —, ao escutar &lt;span style="font-style: italic;"&gt; La Chanson de Paul&lt;/span&gt;, a cuja letra o último verso pertence e de que o penúltimo  se adapta, sem mais que isso, o poema alheio à letra da canção, uma lembrança muito bem servida por algo que, querendo ir-se à raiz do poema, teremos de investigar. Então descobriremos que o verso em francês pertence a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Chanson de Paul&lt;/span&gt;, que o seu cantor é Serge Regianni, conheceremos a letra da canção e o título dela, constataremos que o assunto do poema é outro. Porém, sem ser preciso nada disso — possivelmente nem nos identificaremos com a canção —, o poema entra de imediato na circulação do sangue, permita-se-me a metáfora, com aquela boca juvenil como um fruto perlado de chuva, não sem antes, no início, percebermos como a música nos desperta, com os dois primeiros versos traduzindo uma sugestão quase erótica, ou, no mínimo, de sentidos tensos, à flor da pele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Processo idêntico de composição se passa  com o poema &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Desesperança&lt;/span&gt;, que agora busquei no livro e que está na p. 80, parte 4, de que transcrevo os três versos finais:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;As rolas soltam arrulhos mas não convidam à sesta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;e não caem coa calma aves nem bocas de amantes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tudo é mudo e branco. Nada significa.&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui a poeta vai buscar parte do primeiro verso  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O sol é grande, caem co'a calma as aves&lt;/span&gt;, do celebrado soneto de Sá de Miranda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O próprio título do livro pertence  a um verso da epígrafe da parte 4, de Odysséas Elytis, e este poeta entra também  no verso final do poema &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Doce Aventura Doce&lt;/span&gt;,  que remete para o título do poema,  p. 47.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há mais, nomeadamente no poema&lt;span style="font-style: italic;"&gt; A Única Verdade&lt;/span&gt;, parte 4, p. 71, em que a poeta adapta, nos dois primeiros versos da última estrofe, uma fracção de linha das páginas iniciais de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Menina e Moça&lt;/span&gt;.  O poema tem a dedicatória "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Em louvor de Bernardim Ribeiro&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cito  estes casos não só para assinalar que se trata de uma poesia culta, não fazendo gala disso, antes escondendo-se, mas também para a inserir neste tempo pós-moderno, em que as epígrafes, citações e referências semi-ocultas ou claras têm uma presença notória na poesia de hoje, e também, como sinal deste tempo, o uso pontual de línguas estrangeiras que o leitor médio entende, no caso presente o francês, o inglês e o castelhano no título do poema &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tierra Sola&lt;/span&gt;, retirado da epígrafe de Luis Cernuda que o acompanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por aqui fico hoje. O texto vai mais longo do que o imaginei. Das duas, uma: ou escrevo de mais, ou o livro exige-me que o faça mais extensamente. O que na realidade se passa é que esta poesia me impõe abordar outros aspectos dela. A causa? É um instigante livro de estreia, com uma poesia rica e muito pessoal. Fá-lo-ei amanhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-6768849088466474463?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/6768849088466474463'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/6768849088466474463'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2010/12/sob-os-teus-pes-terra-de-soledade.html' title='Sob os Teus Pés a Terra, de Soledade Santos'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TPcOJh93soI/AAAAAAAABM0/05eR84WwoeQ/s72-c/capa%2Blivro.%2Bfrente.1.PNG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-3145114477151529396</id><published>2010-11-23T19:49:00.004Z</published><updated>2010-11-23T19:58:34.196Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Notícias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>EDIÇÕES ARTEFACTO - CONVITE</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TOwcP0IgZ4I/AAAAAAAABMs/UDJX90QN-Tk/s1600/Convite%2BSob%2Bos%2Bteus%2Bp%25C3%25A9s%2Ba%2Bterra.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 367px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TOwcP0IgZ4I/AAAAAAAABMs/UDJX90QN-Tk/s400/Convite%2BSob%2Bos%2Bteus%2Bp%25C3%25A9s%2Ba%2Bterra.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5542836299404175234" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-3145114477151529396?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/3145114477151529396'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/3145114477151529396'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2010/11/edicoes-artefacto-convite.html' title='EDIÇÕES ARTEFACTO - CONVITE'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TOwcP0IgZ4I/AAAAAAAABMs/UDJX90QN-Tk/s72-c/Convite%2BSob%2Bos%2Bteus%2Bp%25C3%25A9s%2Ba%2Bterra.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-106842179888522363</id><published>2010-10-21T09:54:00.001+01:00</published><updated>2010-10-21T09:57:25.837+01:00</updated><title type='text'>Lançamento</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TMAAH81uSfI/AAAAAAAABL8/8zVTVJlmS8Y/s1600/Convite.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TMAAH81uSfI/AAAAAAAABL8/8zVTVJlmS8Y/s400/Convite.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5530420479001512434" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-106842179888522363?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/106842179888522363'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/106842179888522363'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2010/10/lancamento.html' title='Lançamento'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TMAAH81uSfI/AAAAAAAABL8/8zVTVJlmS8Y/s72-c/Convite.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-5520536768558242484</id><published>2010-09-23T23:26:00.014+01:00</published><updated>2011-04-26T18:49:07.773+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia - Recensões'/><title type='text'>Amadeu Baptista, O Ano da Morte de José Saramago, &amp;etc, Setembro de 2010</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TJvbEqEXeYI/AAAAAAAABL0/t2YTaFJ_meU/s1600/livro+no+dia+da+morte,+amadeu.gif"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 362px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TJvbEqEXeYI/AAAAAAAABL0/t2YTaFJ_meU/s400/livro+no+dia+da+morte,+amadeu.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5520246641331239298" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se não me é fácil escrever sobre o livro de um amigo, embora tenha todo o gosto em o fazer, e só por isso o faço, mais difícil será escrever sobre um livro no qual eu e o meu nome e o poeta autor nos encontramos, dentro do poema  (Por, exemplo: “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;e eu volto à infância, enquanto tu, Dempster das Irlandas que não há/  revives e oficias o K3 &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; &lt;/span&gt;dessa Guiné repulsiva para que o fascismo te mandou&lt;/span&gt;”), ia dizendo, nos encontramos dentro do poema que é o livro todo, na cidade e paradeiros comuns da infância, o Porto e a sua beira-rio, e nesta cidade do nosso exílio e morada, onde, por sorte e pela poesia, nos descobrimos, exílio desses sítios da infância cada vez mais presentes à medida que o tempo nos vai roendo os ossos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os poemas explicam-se por si mesmos quando são poemas, qualquer descrição do autor a explanar razões, factos e pessoas que lhe deram origem é excessiva e estranha à nossa própria leitura, que é sempre outra, porque outras são também a nossa experiência e as circunstâncias dela, isto por mais directa e compreensível que seja a linguagem poética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, revelar a história deste livro não é descrever senão os motivos que levaram Amadeu Baptista a escrevê-lo, dos quais eu sou um deles pelo poema que lhe dediquei e &lt;a href="http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2010/06/importancia-de-se-ser-columbofilo-ou.html"target="_blank"&gt;pus aqui&lt;/a&gt; na altura. Surgiu então uma espécie de desiquilibradíssima desgarrada em que faço uma quadra, digamos assim, e Amadeu Baptista responde com um poema de quarenta páginas, arrumando-me de vez a veleidade de pensar sequer numa resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começou assim o poema, muito pausadamente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não se desfloram capões no sânscrito do dia,&lt;br /&gt;seja a questão columbófila o supremo fenómeno&lt;br /&gt;ou haja umas escadas a subir para o lado poeta&lt;br /&gt;dessa cidade perdida, agora entregue às lojas chinesas,&lt;br /&gt;onde nenhuma aurora há&lt;/span&gt;(…)"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para além destas notas, que são apenas curiosidades para memória futura, temos o livro, em que o título tem uma importância fulcral para a definição da poema e do modo de o poeta estar no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amadeu Baptista parafraseou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Ano da Morte de Ricardo Reis&lt;/span&gt;, mudando a morte de Ricardo Reis para a do autor do romance, que, por sua vez, pôs o Dr. Reis a morrer no início do período do fascismo luso. Passados oitenta anos, a situação política e económica do país é de novo muito grave e põe-nos numa encruzilhada em que não podemos escolher o caminho, porque já foi escolhido ou está a sê-lo para nós. E é neste ano de 2010 que Saramago se vai, como que dando por irreversivelmente findo um período e uma postura, já a situação presente começara, porém sentindo-se particularmente este ano a sua gravidade. Amadeu Baptista, a meu ver, quis fazer do título um marco não só de separação, como, para aquém dele, de referência do tempo que vivemos. Diz a determinada altura, num verso que engloba todas as minhas palavras sobre o assunto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"(…) &lt;span style="font-style: italic;"&gt;nada do que foi vigora agora no entreacto universal&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poema vai buscar boa parte do seu grande vigor ao confronto do passado com o presente, sem possibilidade de síntese, o passado da infância com um presente, testemunhado e contestado,  sem horizonte e sem que o passado seja um tempo de sossego, porque nada é simples e o presente ocupa-nos e endurece a memória:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Ah, dancemos, ainda, irrevogavelmente,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;soltemos uma gargalhada visceral sobre tudo isto,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;registemos a infância como padrão do dia&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;[&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;em que começamos a esperar&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verso largo, palavra corrida e forte, poema para ser lido de uma vez e ouvido por quem o diga bem (o poeta, por exemplo), semântica sem obscuridades habilidosas, reflexão poética onde pareceria improvável haver lugar a ela, dada a velocidade que se adivinha na escrita, isto se não soubermos que muita da poesia de Amadeu Baptista tem esse pendor reflexivo, que a enriquece e lhe dá amplidão. Assim, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;o Ano da Morte de José Saramago&lt;/span&gt;. Um poema largo, de grande hausto,  de leitura apaixonante e um livro entre os melhores de Amadeu Baptista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;1 - Aquartelamento subterrâneo na Guiné do tempo da guerra colonial, que foi o pesadelo de muitos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-5520536768558242484?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/5520536768558242484'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/5520536768558242484'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2010/09/amadeu-baptista-o-ano-da-morte-de-jose.html' title='Amadeu Baptista, O Ano da Morte de José Saramago, &amp;etc, Setembro de 2010'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TJvbEqEXeYI/AAAAAAAABL0/t2YTaFJ_meU/s72-c/livro+no+dia+da+morte,+amadeu.gif' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-4364812844855714051</id><published>2010-09-14T13:02:00.006+01:00</published><updated>2010-09-14T13:19:11.410+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sinais de Fogo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fotografia (alheia)'/><title type='text'>À saúde de Sua Excelência, a Ministra da Cultura</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;Fotografias e título de Amadeu Baptista, que subscrevo para todos os efeitos e mais alguns, mesmo para uma bolsa como a que o José Luís Peixoto teve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TI9kkNDkzOI/AAAAAAAABLc/7kMDIilNhkQ/s1600/Pessoa1.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TI9kkNDkzOI/AAAAAAAABLc/7kMDIilNhkQ/s400/Pessoa1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5516738641694870754" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TI9kwEJTd3I/AAAAAAAABLk/heW-qO8BQcc/s1600/Pessoa2.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TI9kwEJTd3I/AAAAAAAABLk/heW-qO8BQcc/s400/Pessoa2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5516738845461411698" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TI9k8lQugfI/AAAAAAAABLs/EYZ9wpvDTMc/s1600/Pessoa3.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TI9k8lQugfI/AAAAAAAABLs/EYZ9wpvDTMc/s400/Pessoa3.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5516739060509344242" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-4364812844855714051?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/4364812844855714051'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/4364812844855714051'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2010/09/blog-post.html' title='À saúde de Sua Excelência, a Ministra da Cultura'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TI9kkNDkzOI/AAAAAAAABLc/7kMDIilNhkQ/s72-c/Pessoa1.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-3980969069935455828</id><published>2010-09-10T02:05:00.007+01:00</published><updated>2010-09-10T03:52:30.681+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='notas'/><title type='text'>Na vez de um caderno #2</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TIfdlJXQvcI/AAAAAAAABLE/MS7uggmVJ4U/s1600/iphone2.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 107px; height: 72px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TIfdlJXQvcI/AAAAAAAABLE/MS7uggmVJ4U/s200/iphone2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5514619898976845250" border="0"&gt;&lt;/a&gt;Perante aquela avalanche de livros de toda a espécie, sobre mesas e em estantes atafulhadas, há só uma saída: escrever (se for uma necessidade não fisiológica).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os que sonham adiar o seu êxito para a eternidade literária enganam-se. Vida há só uma, a eternidade é um balela. Que o digam os do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;show off &amp; mainstream.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-3980969069935455828?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/3980969069935455828'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/3980969069935455828'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2010/09/na-vez-de-um-caderno-2.html' title='Na vez de um caderno #2'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TIfdlJXQvcI/AAAAAAAABLE/MS7uggmVJ4U/s72-c/iphone2.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-5233620464292465252</id><published>2010-09-08T19:29:00.011+01:00</published><updated>2010-09-08T20:04:10.785+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='notas'/><title type='text'>Na vez de um caderno #1</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TIfdlJXQvcI/AAAAAAAABLE/MS7uggmVJ4U/s1600/iphone2.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 107px; height: 72px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TIfdlJXQvcI/AAAAAAAABLE/MS7uggmVJ4U/s200/iphone2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5514619898976845250" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O futuro é anteontem&lt;/span&gt;, Amadeu Baptista há pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não se pode acordar um homem que finge dormir&lt;/span&gt;, provérbio índio navajo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-5233620464292465252?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/5233620464292465252'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/5233620464292465252'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2010/09/na-vez-de-um-caderno-1.html' title='Na vez de um caderno #1'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TIfdlJXQvcI/AAAAAAAABLE/MS7uggmVJ4U/s72-c/iphone2.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-8514183326270777321</id><published>2010-08-18T20:07:00.005+01:00</published><updated>2010-08-18T20:54:10.367+01:00</updated><title type='text'>O Todo e a Parte</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TGw5HRN2vsI/AAAAAAAABKs/LpwX-z0Z0eo/s1600/Cam%C3%B5es.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TGw5HRN2vsI/AAAAAAAABKs/LpwX-z0Z0eo/s400/Cam%C3%B5es.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5506839241410657986" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu teria acrescentado &lt;span style="font-style: italic;"&gt;alguns &lt;/span&gt;ao título da transcrição da entrada abaixo, ou mesmo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;muitos&lt;/span&gt;, ficando &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Alguns Poetas &lt;/span&gt;ou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Muitos Poetas&lt;/span&gt;. As generalizações são pouco exactas, passe a la palissada, e incluem, neste caso, poetas que não são tolos nem ambiciosos entre miseráveis ou entre gente fina, tanto dá, a atitude é exactamente a mesma. Feita esta ressalva, na qual não me incluo nem deixo de me incluir, mantenho o que transcrevi, e mais como sinédoque, tomando quem assim procede pela poesia que se empina, apesar de ser hoje a arte mais pobre, socialmente falando. É aqui que a transcrição bate certinha.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-8514183326270777321?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/8514183326270777321'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/8514183326270777321'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2010/08/o-todo-e-parte.html' title='O Todo e a Parte'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TGw5HRN2vsI/AAAAAAAABKs/LpwX-z0Z0eo/s72-c/Cam%C3%B5es.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-832813089405840620</id><published>2010-08-17T19:02:00.007+01:00</published><updated>2010-08-17T19:42:03.762+01:00</updated><title type='text'>De outro bronze</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TGrWTuHGFkI/AAAAAAAABKk/YtytfKLYljc/s1600/poesia.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TGrWTuHGFkI/AAAAAAAABKk/YtytfKLYljc/s400/poesia.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5506449128697501250" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://universosdesfeitos-insonia.blogspot.com/2010/08/poetas.html" target="_blank"&gt;POETAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://universosdesfeitos-insonia.blogspot.com/2010/08/poetas.html" target="_blank"&gt;Nada há de mais tolo do que ser-se ambicioso entre  miseráveis. É um pouco como o sem abrigo que se revolta porque lhe  levaram a primeira página do jornal (...).&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-832813089405840620?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/832813089405840620'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/832813089405840620'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2010/08/de-outro-bronze.html' title='De outro bronze'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TGrWTuHGFkI/AAAAAAAABKk/YtytfKLYljc/s72-c/poesia.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-1852459267234786448</id><published>2010-08-15T18:30:00.006+01:00</published><updated>2010-08-15T19:17:36.058+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coisas de poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>Conferindo ideias</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;É notório a todos que os poetas procedem por hipérboles: para Petrarca, ou para Gôngora, todo o cabelo &lt;/span&gt;&lt;a style="font-style: italic;" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TGgr_AG3ocI/AAAAAAAABKE/bYBa_LE_pX0/s1600/borges.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 126px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TGgr_AG3ocI/AAAAAAAABKE/bYBa_LE_pX0/s200/borges.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5505698905820996034" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;de mulher é ouro e toda a água é cristal; esse mecânico e grosseiro alfabeto de símbolos desvirtua o rigor das palavras e parece fundado na indiferença da observação imperfeita. Dante proíbe&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; esse erro&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; a si mesmo; no seu livro não há uma palavra injustificada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A precisão que acabo de indicar não é um artifício retórico; é afirmação da probidade, da plenitude com que cada incidente do poema foi imaginado. O mesmo cabe declarar dos traços de índole psicológica, tão admiráveis e ao mesmo tempo tão modestos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Jorge Luis Borges, in &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;Nueve Ensayos Dantesco&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;s, Alianza Editorial, Espanha, 2006, tradutor de serviço.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-1852459267234786448?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/1852459267234786448'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/1852459267234786448'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2010/08/conferindo-ideias.html' title='Conferindo ideias'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TGgr_AG3ocI/AAAAAAAABKE/bYBa_LE_pX0/s72-c/borges.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-8460306831767811360</id><published>2010-08-06T01:12:00.017+01:00</published><updated>2011-04-26T18:53:33.850+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia - Recensões'/><title type='text'>Curso Intensivo de Jardinagem, de Margarida Ferra</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No final de ter lido &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Curso Intensivo de Jardinagem,&lt;/span&gt; de Margarida Ferra (n. 1977), doravante MF, publicado pela &amp;amp; etc em Maio deste ano, com capa de Luís Henriques, ficou-me não apenas a ideia, mas também o gosto de uma poesia urbana, limpa, sem tiques, sem cenários imaginariamente programáticos, sem as velhas complicações na exploração semântica das palavras que, caricaturando, por se quererem tantos significados quantos leitores haja, o mais certo hoje é, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;in extremis&lt;/span&gt;, nem o próprio escrevente saber o que escreveu. &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TFtggbGLwyI/AAAAAAAABJ0/Abb8WZnKFnw/s1600/jardinagem1.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 172px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TFtggbGLwyI/AAAAAAAABJ0/Abb8WZnKFnw/s200/jardinagem1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5502097479908967202" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Por outro lado, a poesia de MF, que nos dá logo no seu primeiro livro, não é, nem precisa de ser uma poesia complexa, nem a complexa é mais do que a que nos parece linear, pouca o sendo, como se sabe, de resto como a de MF não o é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos atractivos desta poesia é o horizonte urbano, próximo do dia-a-dia, e o equilíbrio que nele se descobre, o qual, por identificação ou por vontade de nos vermos também assim, o tornam nosso enquanto leitores, ultrapassando desse modo o registo meramente pessoal. O poema &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Play, &lt;/span&gt;de que abaixo transcrevo excertos, faz-nos entrar num mundo de equilíbrio como pouco se vê na poesia portuguesa mais recente, sendo que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;equilíbrio &lt;/span&gt;será uma palavra maldita para alguns, desconfiando eu que esses não sabem nem o que é desequilíbrio, nem, muito menos, o seu preço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;«Não há na minha lista nenhum nome incompleto,&lt;br /&gt;nenhum pacto sobrevivente,&lt;br /&gt;nenhuma resposta extraviada. (…)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me lembro de números antigos,&lt;br /&gt;qualquer palavra desnecessária,&lt;br /&gt;fotografias com mais de quinze anos.&lt;br /&gt;Na minha vida sempre tive dois filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nasci com dois seres inteiros —&lt;br /&gt;uma menina e um menino —&lt;br /&gt;dentro de mim,&lt;br /&gt;toda a minha lista acabou de se fazer há dez segundos. (...)»&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas também  esse horizonte se torna complexo pela vontade da ocultação metafórica, não só por palavras e sintagmas isolados, mas igualmente por peças inteiras que os contêm, a começar pelo excelente título, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Curso Intensivo de Jardinagem&lt;/span&gt;, que, não gostando eu de escrever sobre as minhas interpretações, me vejo forçado a fazê-lo, por me parecer importante e por me surgir unívoco o seu sentido figurado, bem como o de todos os poemas da primeira parte do livro, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Jardinagem&lt;/span&gt;, que nos conduzem para o fazer poético e correlatos, mesmo o poema &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Curso Intensivo,&lt;/span&gt; cujos sapatos vermelhos nos indicam o caminho passado e presente. Este (de)curso, junto com o título da primeira parte, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Jardinagem&lt;/span&gt;, formam o título do livro e justificam a aprendizagem, que é bem mais extensiva do que o título parece querer dizer, mas que, na verdade, não diz, não se refere a jardinagem (o fazer poesia), mas ao caminho dos sapatos vermelhos, à intensidade da vida que eles testemunham.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A chave da solidez, presente neste livro de estreia, qualidade a que já outros se referiram, e que vim a confirmar na leitura e releitura dos poemas de MF, na contenção, no corte dos versos e no ritmo a que este pertence, na musicalidade por vezes eufónica, não só se deve &lt;a href="http://dn.sapo.pt/inicio/interior.aspx?content_id=653000"target="_blank"&gt;ao que aqui se escreveu&lt;/a&gt;, irá para três anos, mas também ao que o poema &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Álbum&lt;/span&gt;, desta primeira parte, nos deixa inferir:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;«Dobro a roupa&lt;br /&gt;em monte&lt;br /&gt;os doze meses inteiros,&lt;br /&gt;e tento juntar, incapaz,&lt;br /&gt;duas peças com sentido.&lt;br /&gt;As que ficam,&lt;br /&gt;isoladas,&lt;br /&gt;sem uso provável,&lt;br /&gt;escondo-as dentro de páginas brancas (…)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Em dez anos&lt;/span&gt; encontro&lt;br /&gt;um herbário inesperado:&lt;br /&gt;folhas perenes e secas (…)»&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é preciso ser-se hermeneuta encartado, nem sequer um hermeneuta de domingo, e eu não pretendo ser uma coisa nem outra, para se entender esta primeira parte e, por maioria de razão, as outras que não se socorrem da linguagem da parte inicial, cujo desejo de ocultação funcionou, a meu ver pelo motivo de que não era o ‘&lt;span style="font-style: italic;"&gt;ocultismo poético&lt;/span&gt;’ que se queria, mas um discurso que possibilitasse a diluição da autodiegese, e também que tornasse mais eficaz o que havia a dizer num conjunto que trata da própria poesia de MF, sem dúvida um tema melindroso para quem o expõe e que MF ultrapassa com mão segura, a qual deu poemas tão belos como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Flores Nocturnas, Álbum&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Curso Intensivo&lt;/span&gt; e que fazem desta parte uma das mais notáveis, senão a mais notável  do livro, não fosse injusto ignorar a parte &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Isto não São Versos&lt;/span&gt;, que contém, a meu ver, o poema entre os poemas todos, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Algés&lt;/span&gt;, mas também &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Areeiro &lt;/span&gt;e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Solstício de Verão&lt;/span&gt;, para citar três  de cada uma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele desejo de ocultação volta pontualmente, penso que pelo mesmo motivo base, na terceira parte do livro, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Playlist&lt;/span&gt;, agora de modo mais cerrado. Trata-se de outra forma de ocultação, em que o poema já não é a metáfora maior, mas referentes dele, assim os dissimulando por necessidade de discrição ou de não confessionalismo, ou por ambas as razões. Não deixa de ser curioso, como confirmação do que escrevo, que, no poema &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Play&lt;/span&gt;, muito parcialmente acima transcrito e de uma clareza transparente, a ocultação surja, forte, em contra-mão, na página seguinte, a 28, nos dois últimos versos e um pouco no primeiro dessa página, este, no entanto, levando-me para uma interpretação sensitivamente fácil:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;«(…) És tu, eu, nas polaroids que nunca disparámos da ravina(…)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(…) e uma frase com a palavra xadrez&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;no lugar de um complemento.»&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, se afirmo que estes dois últimos versos do poema são bastante cerrados na sua significação, é porque a palavra &lt;span style="font-style: italic;"&gt;complemento &lt;/span&gt;me desvia para o campo gramatical, em virtude de um outro vocábulo, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;frase&lt;/span&gt;. Mas, se me abstiver disso, e trocar o verso do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;xadrês &lt;/span&gt;por jogo de dois, e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;complemento &lt;/span&gt;do seguinte por afago, o sentido doestes versos torna-se óbvio. De resto, esta interpretação vem confirmada num dos mais belos poemas desta parte, o poema 8, no  verso “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nunca será o tempo de um jogo de tabuleiro&lt;/span&gt;.” Mas não é de interpretação que quero tratar, e sim da linguagem específica de alguns poemas desta parte, o 3, 4, 6 e 7, e que toca inclusive um poema tão inteligível como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Play&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda parte, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quatro Divisões&lt;/span&gt;, e a quarta, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Isto não São Versos&lt;/span&gt;  — se ando aos saltos é por conveniência —, são escritas só aparentemente com a linguagem da primeira parte, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Jardinagem&lt;/span&gt;. Porém, neles não há sentido metafórico, são poemas de ‘&lt;span style="font-style: italic;"&gt;ligação directa&lt;/span&gt;’, que não perdem de modo nenhum para as outras partes no confronto de poder sugestivo, creio que não reconhecer isto é uma ideia feita, e não poucas vezes não entender nada faz bater palmas à mesma, ou mais ainda, com queima de incenso à mistura (a propósito, estou a lembrar-me do segundo poema do livro, na pág. 10).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Curso Intensivo de Jardinagem&lt;/span&gt; é, além de um livro de poesia, uma compilação de poemas em quatro partes, cada parte bem arrumada, com o seu título e a sua especificidade. Não sabemos da cronologia dos poemas, é possível que tenha sido feita uma escolha aturada, a crer nos dez anos referidos no poema &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Álbum&lt;/span&gt;, um trabalhão, e que MF optou por estarem presentes duas linguagens. O livro não perde com isso, é um compilação e como tal é una na sua arrumação diferenciada — outros dirão que perde, mas temos de desconfiar de ideias feitas. Talvez o livro exigisse uma pequena nota final da autora sobre a feitura do livro, mais nada. No mais, já é bastante a poesia de MF ter surgido para a luz em que nos movemos. Como haveria eu de lê-la quatro vezes como li? Sem dúvida que a perda maior, no meu caso, seria não sentir a empatia imediata que senti por esta poesia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Nota:  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:78%;" &gt;Curso Intensivo de Jardinagem &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;foi-me oferecido por um amigo que sabia o que estava a oferecer-me.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-8460306831767811360?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/8460306831767811360'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/8460306831767811360'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2010/08/curso-intensivo-de-jardinagem-de.html' title='Curso Intensivo de Jardinagem, de Margarida Ferra'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TFtggbGLwyI/AAAAAAAABJ0/Abb8WZnKFnw/s72-c/jardinagem1.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-9191428741603683013</id><published>2010-07-22T19:38:00.015+01:00</published><updated>2011-04-26T18:55:41.175+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia - Recensões'/><title type='text'>Estranhas Criaturas, de Henrique M.B. Fialho</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Henrique Manuel Bento Fialho, HMBF a partir daqui, trouxe agora à luz &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Estranhas Criaturas &lt;/span&gt;que, na abertura do livro faz datar de 2009, e que veio a ser publicado pela Deriva no passado mês de Junho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes, no início de livros, está a chave da cancela de portagem que dá acesso à estrada onde, ao fundo, se lê FIM. Aqui, todavia, fim tem o significado de finalidade, a de ajudar a revelar-nos aonde nos leva a estrada por onde vamos lendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim funciona a epígrafe de Estanhas Criaturas, retirada de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;As Cidades Invisíveis&lt;/span&gt;, de Italo Calvi&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TEiScwyMv0I/AAAAAAAABJs/K6D8MN8KEVA/s1600/Capa+Estranhas+Criaturas.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 133px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TEiScwyMv0I/AAAAAAAABJs/K6D8MN8KEVA/s200/Capa+Estranhas+Criaturas.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5496804368035135298" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;no, da história 5, da parte de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;As Cidades Ocultas&lt;/span&gt;. Lendo-a, sabemos que Teodora, a cidade da história, foi sujeita, ao longo dos séculos, a invasões sucessivas de pragas de animais, que o homem foi vencendo, até conseguir a sua paz e a sua ordem, era o que todos os &lt;span style="font-style: italic;"&gt;teadorenses &lt;/span&gt;já pensavam. Mas, da biblioteca da cidade, dos tomos de Buffon e de Lineu, acordaram de longa letargia toda a sorte de seres mitológicos malditos, que reocupam Teodora e a governam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HMBF serve-se não só da epígrafe retirada desta história, como denunciadora de um tempo convulso, e talvez final, que sentimos ser o nosso (a que o tempo de outros irá suceder, acrescento eu), mas também como fornecedora de títulos aos textos, os nove nomes da citação, mais doze de figuras mitológicas malfazejas como aquelas, ou outras figuras perversas, retiradas da Literatura, Dr. Jekyll, Dr. Mabuse e Zaroff. Não é despicienda a função lateral que estas figuras têm no livro, a de reforçarem a sua unidade, já de si conseguida, quer pela disposição dos textos, quer pelo tom verberante que HMBF confere à escrita, um modo que, por si só, conseguiria a unidade, mesmo depois de baralhada toda a ordem do livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal como em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;As Cidades Invisíveis&lt;/span&gt;, sem mais nenhum contacto que o já dito de denúncia do nosso tempo, HMBF utiliza o texto curto, raramente maior do que uma página, que vemos hoje usado com democrática frequência e desbarato, ainda assim bem mais curtos, com o olho na clientela de leitura dita sem tempo disponível — nada de generalizações, ouço —, o que em  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Estranhas Criaturas&lt;/span&gt; não sucede, por ser um tamanho que assenta bem no carácter frequentemente alegórico, a que a figura ou o termo do título dos textos reforçam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda: alguns dos textos exigem esse tamanho por assumirem a forma de poema em prosa&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(1)&lt;/span&gt;, que raramente requer proporções maiores. Temos, como exemplos claros de poemas em prosa, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Água Benta, Aguarela, Basilisco &lt;/span&gt;(uma bela alegoria), &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Casas, Esfinge, Hidras, Morte, Poemas, Profetas, Sátiros, Vento&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Zaroff,&lt;/span&gt; o último texto do livro, que avulta como final e como poema em si. Haverá mais poemas em prosa, porém foram estes que se me salientaram com maior clareza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A linguagem poética usada não exige nenhum hermeneuta, é, pelo contrário, imediatamente digerida, mesmo quando, aqui e além, se transmuda em necessidade de significação e entra no campo sensorial da escrita e da leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São ao todo quarenta e oito textos, em que sobressai a revolta social, a crítica mordaz, a rejeição, a irrisão da figura de poetas, cujo exemplo mais refinado é, desde logo, a Introdução ao livro, escrita pelo próprio, e presente nos textos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ophiuchuos, Quíron, Unicórnio, Vampiro&lt;/span&gt;, não sei se saltei algum texto. Digo que o barrete servirá a muitos, só que aposto 1 contra 1.000 que ninguém o vai pôr, isto é coisa que HMBF sabia antes de a escrever, e mesmo assim não só a escreveu, como a publicou, digo-o para melhor exemplificar o desassombro de todo este livro. Não é um livro que faça bem ao fígado, mas aos olhos garanto que faz. E não esqueça, para o fígado há o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cholagutt&lt;/span&gt;. Ataque logo, na primeira toma, com trinta gotas, o dobro do que eles mandam. Remédio santo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(1) Não poucas vezes se comete a sinédoque de substituir poema em prosa por prosa poética. A prosa poética é a que define o poema em prosa, mas também que pode estar presente em peças de prosa &lt;span style="font-style: italic;"&gt;tout cour&lt;/span&gt;t, ficção, crónicas, etc.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-9191428741603683013?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/9191428741603683013'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/9191428741603683013'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2010/07/estranhas-criaturas.html' title='Estranhas Criaturas, de Henrique M.B. Fialho'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TEiScwyMv0I/AAAAAAAABJs/K6D8MN8KEVA/s72-c/Capa+Estranhas+Criaturas.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-849808774268493603</id><published>2010-07-12T22:44:00.002+01:00</published><updated>2010-07-12T22:48:18.553+01:00</updated><title type='text'>Apresentação de livro de Daniel Francoy</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Clique na imagem para ver melhor.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TDuNA_JM41I/AAAAAAAABJc/NnF_JBkUJQM/s1600/Convite+Apresenta%C3%A7%C3%A3o+Livro+Daniel+Francoy.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 362px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TDuNA_JM41I/AAAAAAAABJc/NnF_JBkUJQM/s400/Convite+Apresenta%C3%A7%C3%A3o+Livro+Daniel+Francoy.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5493139218597995346" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-849808774268493603?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/849808774268493603'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/849808774268493603'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2010/07/apresentacao-de-livro-de-daniel-francoy.html' title='Apresentação de livro de Daniel Francoy'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TDuNA_JM41I/AAAAAAAABJc/NnF_JBkUJQM/s72-c/Convite+Apresenta%C3%A7%C3%A3o+Livro+Daniel+Francoy.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-6392223168673008497</id><published>2010-06-22T04:51:00.009+01:00</published><updated>2011-04-27T01:49:06.792+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia - Recensões'/><title type='text'>Minimal Existencial, de Paulo Tavares</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="640" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/QfGfGAJLvOQ&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/QfGfGAJLvOQ&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;NEPTUNO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Neptuno dorme; e não grites em pânico&lt;br /&gt;se te for essencial deixá-lo dormir por um pouco.&lt;br /&gt;A água das fontes corre impotável&lt;br /&gt;e a cidade cresce na noite como uma clareira&lt;br /&gt;onde nenhum encontro é possível: ampla e luminosa,&lt;br /&gt;sustém em rede todas as formas de esquecimento.&lt;br /&gt;Neptuno dorme, nas rotundas e nos jardins,&lt;br /&gt;pelo êxtase lúdico da amnésia. Por isso,&lt;br /&gt;não lhe grites em pânico; e se te for urgente&lt;br /&gt;interromper o fluxo dos resíduos em excesso,&lt;br /&gt;se te for essencial dormir também por um pouco,&lt;br /&gt;sê breve nesse sono, e traz contigo a torrente&lt;br /&gt;de uma fonte impoluta. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Minimal Existencial&lt;/span&gt;, de Paulo Tavares (n. 1977),  é o segundo livro de poesia do autor, agora com edição da &lt;a href="http://eartefacto.blogspot.com/p/artefacto.html"&gt;Artefacto&lt;/a&gt;, depois de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pêndulo&lt;/span&gt;, editado em 2007 pela extinta Quási e já &lt;a href="http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2007/01/paulo-tavares-consegue-em-pndulo-uma.html"&gt;aqui &lt;/a&gt;referido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Minimal Existencial&lt;/span&gt;, que toma o título do penúltimo poema da compilação, é um livro  de arrumação complexa. Com isto quero dizer que exige de nós  a sua desmontagem, em busca do entendimento de uma ordem, a ordem do autor ou a nossa própria imaginada, e a intenção  com que o autor assim a dispôs ou a intenção que vemos nela, isto para quem estas coisas importam, pelo menos tanto quanto para aqueles que pensam um livro com evolução facilmente visível na  disposição dos poemas.  O certo é que esta arrumação teve o condão de me provocar, e não apenas isso, também os &lt;span style="font-style: italic;"&gt;adereços &lt;/span&gt;necessários ao efeito e ao próprio poeta,  como  logo o que surge na primeira página do livro, que é uso vir em branco, quebrando assim  essa norma consuetudinária:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; [poesia para duas personagens e um narrador]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto remeteu-me, logo no início, para um livro de texto de teatro e só agora para uma peça de música, mas a música não tem o sentido interventivo de que a arte dramática fundamentalmente vive.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, na página a seguir ao índice, a última, em que estão os dados legais, surge o título do livro e, imediatamente a seguir, aquele entre parênteses, como se fosse um subtítulo a posteriori. Este facto poderá ou não fazer parte de um jogo do poeta. Nada altera porém o que me lembrou de início.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é intenção meter-me em interpretações, mas pergunto-me até que ponto um livro de poesia não é encenação do próprio poeta, que a si mesmo se vê e, autopsicograficamente,  se finge , não somente num solilóquio, mas também num diálogo entre si mesmo e o que o rodeia,  não somente numa indagação fenomenológica, mas também num acto testemunhal do que o condiciona como ser ontológico e social, aqui já me refiro à poesia de Paulo Tavares. Leia-se e  ouça-se o poeta no vídeo acima e, ao mesmo tempo, repare-se que o Neptuno de que o poema trata é o da estátua do Largo de Dona Estefânia, em Lisboa, que o vídeo mostra e que, por qualquer motivo, o poeta chamou para o poema. Compreender-se-á este complexo de forças  interiores e exteriores de que se gera a poesia de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Minimal Existencial&lt;/span&gt;, que o mesmo é dizer, de Paulo Tavares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando à arrumação do livro – e falo dela, porque tenho gozo em fazê-lo e porque revela uma atitude de libertação do cânone –,  a primeira parte dir-se-ia uma introdução, não sucedesse  dois dos poemas parecerem negá-la, embora sendo apenas três, hipótese que a parte seguinte vem pôr de lado, só com quatro poemas, cuja soma de palavras não ultrapassará a soma da primeira. Além disso, o facto é que a introdução, para além de, antes, as epígrafes (de Jorge de Sena e de Peter Hanke), se deu com o título desta parte inicial, título que de novo provoca  e instiga:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Aviso:&lt;br /&gt;Esta Acção É completamente&lt;br /&gt;Irreversível&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto, apesar de o primeiro poema do livro, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Linha a Linha,&lt;/span&gt; ter também carácter introdutório, no entanto umbilicalmente mais ligado ao título da parte que inicia do que a si mesmo como introdução:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Segue linha a linha&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;a página ausente, o texto corrido&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;até ao abismo disperso&lt;/span&gt;.(…)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece-me claro que esta forma ambiciosa, e conseguida, de se iniciar um livro de poesia sobe o grau de expectativa acerca do que vem a seguir, expectativa que a leitura confirmou como unidade conseguida e, mais, indispensável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal como no livro de estreia, a inadequação à realidade é um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;leitmotiv&lt;/span&gt;, e não só se mantém, como parece crescer em relação ao primeiro livro, o que poderá significar, se a cronologia da feitura dos poemas se ajustar com a sua publicação, que a poesia de Paulo Tavares reflecte, com o rigor de um instrumento de medida, o agravamento social do presente e do futuro em que vivemos. Veja-se a força com que essa inadequação participa no poema e a intensa imagística de que se serve (pág. 21):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ainda o som hipnótico&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;das ambulâncias, a repetição aguda &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; dos alarmes de incêndio e a antiaérea &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;num infernal compasso de espera.      &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e na pág. 25, no poema   &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Órbita Irregular&lt;/span&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sento-me&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;sobre os despojos do mundo moderno&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;para repensar um pouco a sua órbita,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;mas eis que o silvo dos projécteis,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;o fumo, a fúria, o caos me impelem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;do mesmo modo, mas não totalmente&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; rendido, à corrida por um abrigo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também a abordagem amorosa ocorre como inadequação, a inadequação da rotura, na segunda parte do livro, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Volume Incerto&lt;/span&gt;, a que disse acima ser formada por quatro poemas, três deles constituindo uma série perfeita, intitulada precisamente &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Rotura&lt;/span&gt;. Um livro a não perder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-6392223168673008497?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/6392223168673008497'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/6392223168673008497'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2010/06/minimal-existencial-de-paulo-tavares.html' title='Minimal Existencial, de Paulo Tavares'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-8157638353156204508</id><published>2010-06-20T11:39:00.005+01:00</published><updated>2010-06-20T12:07:45.661+01:00</updated><title type='text'>Vuvuzelas e facas</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TB32QTKZByI/AAAAAAAABIM/atHkGfMbbNI/s1600/saramago.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 388px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TB32QTKZByI/AAAAAAAABIM/atHkGfMbbNI/s400/saramago.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5484810681089328930" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;As vuvuzelas não tardarão a silenciar-se. Uma vida, como sempre,  reduzida a cinzas&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;. A erisipela deixará de afligir os de olhar torvo. Blimunda, no entanto, permanece, e o espírito do morto será lido pelos vivos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-8157638353156204508?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/8157638353156204508'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/8157638353156204508'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2010/06/vuvuzelas-e-facas.html' title='Vuvuzelas e facas'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TB32QTKZByI/AAAAAAAABIM/atHkGfMbbNI/s72-c/saramago.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-1033064208567160999</id><published>2010-06-07T00:14:00.004+01:00</published><updated>2010-06-07T03:30:51.008+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cliques'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poetas e poesia'/><title type='text'>Niconor Parra</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Hn-PnJThtao&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Hn-PnJThtao&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/object&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Escute o poema e acompanhe &lt;a href="http://universosdesfeitos-insonia.blogspot.com/2010/06/soliloquio-do-individuo.html"target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt; a tradução, e não deixe de ler todas as traduções de poemas de Nicanor Parra que &lt;a href="http://universosdesfeitos-insonia.blogspot.com/"target="_blank"&gt;aí&lt;/a&gt; têm vindo a ser postas, da autoria de Henrique Fialho.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-1033064208567160999?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/1033064208567160999'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/1033064208567160999'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2010/06/niconor-parra.html' title='Niconor Parra'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-4873119434890577934</id><published>2010-05-30T22:06:00.005+01:00</published><updated>2010-05-30T22:10:31.014+01:00</updated><title type='text'>Apresentação para marcar na agenda</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TALUMdRv4MI/AAAAAAAABHs/6rxPAyTWJI0/s1600/Cartaz.lan%C3%A7amento+Minimal+Existencial.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 283px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TALUMdRv4MI/AAAAAAAABHs/6rxPAyTWJI0/s400/Cartaz.lan%C3%A7amento+Minimal+Existencial.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5477173407318532290" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-4873119434890577934?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/4873119434890577934'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/4873119434890577934'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2010/05/apresentacao-para-marcar-na-agenda.html' title='Apresentação para marcar na agenda'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/TALUMdRv4MI/AAAAAAAABHs/6rxPAyTWJI0/s72-c/Cartaz.lan%C3%A7amento+Minimal+Existencial.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-1767497147079570728</id><published>2010-05-26T09:53:00.016+01:00</published><updated>2010-05-26T23:29:35.999+01:00</updated><title type='text'>Inútil, a revista exterior à crise, e um poema de Amadeu Baptista que vem nela</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No n.º 2 da luxuosa Revista Inútil, saída em Abril, com uma tiragem de 800 exemplares e 670 g para 56 folh&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/S_0IgOSJCdI/AAAAAAAABHc/uUQ1y148OCY/s1600/INUTIL.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 200px; height: 142px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/S_0IgOSJCdI/AAAAAAAABHc/uUQ1y148OCY/s200/INUTIL.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5475542071635413458" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;as de papel couché mate, capa incluída, quase da mesma gramagem daquelas, no inusitado tamanho de 310 x 235 mm, surgiu-me, avultando entre o mais que li, o poema abaixo de Amadeu Baptista, impresso em letras brancas sobre fundo negro, ocupando página e contra-página (13-14).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se de um poema que se constrói de uma vasta enumeração, constituída por sessenta perguntas, 95% das quais cabem em um e dois versos, e 5%, em três. Do número de perguntas e dos versos que percentualmente as ocupam, podemos de certo modo inferir da intensidade do poema, se nos abstrairmos do que pergunta e se não será uma chatice o que nele se nos inquire. Mas logo no primeiro verso ficamos agarrados ao que abalará o vapor que passa, e somos impelidos para a pergunta seguinte, na expectativa de uma resposta, e para a que vem depois sem nada nos ser respondido, e assim por diante, até o galope da leitura, que o poema nos exige, anular os pontos de interrogação, e irmos embebida e aceleradamente alheios, já não nas perguntas, mas na solução que as próprias perguntas poderão dar, para, num final descomprimido por versos bastante mais curtos, voltarmos à pergunta inicial nos dois últimos versos, a de um barco que não tem resposta e que fecha em si todas as perguntas .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um poema de luxo numa revista luxuosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;NOTAÇÕES PARA UM CALENDÁRIO PERPÉTUO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o que abala o vapor que passa, a sulcar as águas?&lt;br /&gt;aquele que vai sonhando com a escuridão, como li em [pavese (sognando il buio)?&lt;br /&gt;outra dor mortal, que se fixou entre a décima e a [décima-primeira vértebra?&lt;br /&gt;alguma coisa que se perdeu nos confins da infância,&lt;br /&gt;ou nos confins da infância dos nossos filhos?&lt;br /&gt;este rumor que oscila no forro da casa e não sabemos&lt;br /&gt;de onde veio, quem é e para onde vai?&lt;br /&gt;a cor que nunca saberemos definir muito bem, a cor&lt;br /&gt;que domina, entre o esmeralda e o negro asa-de-corvo?&lt;br /&gt;o fim do mundo, sempre tão próximo e temido, ó [contemporâneos?&lt;br /&gt;o juízo final?&lt;br /&gt;a certeza de não haver qualquer certeza, de djerba a [padron?&lt;br /&gt;o óbito que o médico há anos assinou no hospital de [santa maria, de um homem&lt;br /&gt;que jazia a meus pés quando se pensou que a minha [nevrite era um ataque cardíaco?&lt;br /&gt;a sábia mulher das castanhas, tão magra, que um dia me [ofereceu num cartucho&lt;br /&gt;a recordação do outono de 89 para toda a vida?&lt;br /&gt;a fotografia da casa de espinho, com o cemitério em [frente, que ángeles afirmou&lt;br /&gt;ter visitado certa noite de luar?&lt;br /&gt;a brigada da polícia que a mulher chamou certa vez [porque num acesso de cólera&lt;br /&gt;o homem partiu a sala toda?&lt;br /&gt;outra dor mental, entre o hemisfério direito e o [hemisfério esquerdo?&lt;br /&gt;o flagelo dos mais pobres?&lt;br /&gt;a morte da avó, a instalar em mim, definitivamente,&lt;br /&gt;a vacilação, o medo, o fascínio?&lt;br /&gt;o segredo inviolável da carta lacrada (lacre azul) poisada [na base do vaso (vaso vermelho) de avenca?&lt;br /&gt;o pássaro imóvel, que canta, circunstancialmente?&lt;br /&gt;o sorriso de cândida, quando me pergunta se quero [dançar?&lt;br /&gt;certas rochas magmáticas, que a aliança com o vento [solidifica?&lt;br /&gt;o som do corne inglês, a ressonância do cravo, o sortilégio da anta?&lt;br /&gt;a vigília do estore, que ninguém quer ver fechado?&lt;br /&gt;a esconsa janela da taberna, através da qual se observa [a claridade embriagada?&lt;br /&gt;todas as sombras de santo stefano belbo?&lt;br /&gt;a fita de cetim que com estrondo esvoaça na rua, [quando não passa ninguém?&lt;br /&gt;o ciclista que vai em último lugar na classificação geral [mas irá envergar a camisola amarela [antes do final da etapa?&lt;br /&gt;o feitiço que o anúncio da rádio afirma ser irreversível ?&lt;br /&gt;a feiticeira de que me falou alfredo na corunha (se tu [falas galaico-português&lt;br /&gt;a minha pátria é a língua galaico-portuguesa, embora [portuguesmente me sinta irlandês,&lt;br /&gt;de dublin ou de belfast) e que por ser galega dá pelo [nome de meiga?&lt;br /&gt;a informação de capital importância a que ninguém [prestou a mínima atenção&lt;br /&gt;e não é, afinal, de capital importância?&lt;br /&gt;o papel de parede do primeiro andar do número setenta [e oito&lt;br /&gt;da rua do monte de judeus no dia 6 de maio de mil [novecentos e cinquenta e três&lt;br /&gt;como apontamento autobiográfico?&lt;br /&gt;teotihuacan, silves ou florença, em finais da década de [setenta?&lt;br /&gt;a memória fotográfica de verónica?&lt;br /&gt;determinadas somas e outras subtracções que se [fizeram num guardanapo de papel&lt;br /&gt;como quem escreve um poema (uma arte poética?)?&lt;br /&gt;o último bilhete de eléctrico do ruy belo guardado entre [um livro de carlos de oliveira?&lt;br /&gt;a mulher da noite de madrid?&lt;br /&gt;a outra mulher de madrid que observei a comer batatas [fritas&lt;br /&gt;perto do museu do prado (goya)?&lt;br /&gt;conímbriga, que sempre visitei quando ia com os meninos [a riachos,&lt;br /&gt;chamando-lhes o olhar para determinadas ossadas que [lá estão e tenho a certeza&lt;br /&gt;de que são as minhas?&lt;br /&gt;a noite que acaba de cair no marão e abraça a montanha [com a hesitação&lt;br /&gt;de um primeiro nevão?&lt;br /&gt;o tâmega, de que amadeo pintou certo recôndito lugar?&lt;br /&gt;o guarda florestal que acabou agora de acender o [cachimbo para poder ter&lt;br /&gt;um incêndio – embora pequeno – para vigiar?&lt;br /&gt;o ar circunspecto com que ele puxa a primeira fumaça e [acompanha no livro&lt;br /&gt;o mais obscuro herói de emílio salgari?&lt;br /&gt;o quase imperceptível assobio da brisa nas conchas [espalhadas no areal da tarde?&lt;br /&gt;a sereníssima república de veneza, que para surpresa [minha nunca visitei&lt;br /&gt;(murano fica perto?)?&lt;br /&gt;esta dupla interrogação supracitada?&lt;br /&gt;o flagelo dos mais pobres?&lt;br /&gt;a crónica falta de cigarros (três da manhã!), obviamente [a desoras?&lt;br /&gt;os alazões que me cavalgaram a ansiedade, a pretexto [de uma ideia que não quero&lt;br /&gt;agora explorar, e são vermelhos (gauguin) e vão à [desfilada pela praia?&lt;br /&gt;a palmeira de tânger, que não tendo visto nunca estou a [ver aqui?&lt;br /&gt;dois triângulos escalenos desenhados a giz por um dos [heterónimos de pessoa&lt;br /&gt;(ricardo reis, no ano da morte?) no cais das colunas&lt;br /&gt;e que alguma chuva e muito anonimato deixou [esquecidos sob a luz das gaivotas?&lt;br /&gt;o oráculo de delfos, que estabeleceu o choro de uma [mulher muçulmana&lt;br /&gt;em alcácer do sal,&lt;br /&gt;em dois mil e doze da nossa era (ano da minha morte?)?&lt;br /&gt;esta segunda dupla interrogação supracitada?&lt;br /&gt;o pingo de cera que derreteu no braço beneficiando a [imagem impressa sob a pele?&lt;br /&gt;o volkswagen branco matrícula hg-63-24 que estacionou [numa página de pedro tamen&lt;br /&gt;e a intertextualidade mandou parar aqui?&lt;br /&gt;o omisso incidente entre a rapariga cigana, núria, e zé [manel, carpinteiro-de-limpos,&lt;br /&gt;que a ponta de uma faca sujou para a eternidade?&lt;br /&gt;um dos barcos que atravessa o rio e transporta um vulto [para a outra margem&lt;br /&gt;(um lacrau?) ( uma predestinação?)?&lt;br /&gt;esta terceira dupla interrogação supracitada?&lt;br /&gt;a eternidade ela-mesma, diáfana e irreal?&lt;br /&gt;o poço onde ela cai?&lt;br /&gt;o rosto perplexo que lá em baixo brilha?&lt;br /&gt;o coração cansado que nesse brilho mora?&lt;br /&gt;o fluxo do vapor que passa e abala as águas,&lt;br /&gt;encerrando assim o círculo, escarlate?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amadeu Baptista&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota: poema publicado neste blogue com autorização expressa do autor.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-1767497147079570728?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/1767497147079570728'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/1767497147079570728'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2010/05/inutil-revista-exterior-crise-e-um.html' title='Inútil, a revista exterior à crise, e um poema de Amadeu Baptista que vem nela'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/S_0IgOSJCdI/AAAAAAAABHc/uUQ1y148OCY/s72-c/INUTIL.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-8595702055446289644</id><published>2010-05-19T10:14:00.006+01:00</published><updated>2010-05-19T11:05:21.233+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Notícias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poetas e poesia'/><title type='text'>Apresentação no Conservatório de Viseu</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/S_O0dTlNlxI/AAAAAAAABHM/S3GSSuMIpoc/s1600/home_conservatorio.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 349px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/S_O0dTlNlxI/AAAAAAAABHM/S3GSSuMIpoc/s400/home_conservatorio.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5472916387750844178" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No próximo sábado, 22, pelas 17 horas, realiza-se no auditório do Conservatório Regional de Música de Viseu a a&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/S_O1GzwIEII/AAAAAAAABHU/NlXEv9J4EcU/s1600/capaMusica.png"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 126px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/S_O1GzwIEII/AAAAAAAABHU/NlXEv9J4EcU/s200/capaMusica.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5472917100761190530" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;presentação pública de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Divina Música, Antologia de Poemas sobre Música,&lt;/span&gt; editada pela Proviseu, Associação para a Promoção de Viseu e Região, com a participação da classe de canto e coros do conservatório e a presença de poetas antologiados e do seu antologiador, Amadeu Baptista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A edição e apresentação desta antologia inserem-se nas comemorações do 25.º aniversário do Conservatório de Viseu.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-8595702055446289644?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/8595702055446289644'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/8595702055446289644'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2010/05/apresentacao-no-conservatorio-de-viseu.html' title='Apresentação no Conservatório de Viseu'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/S_O0dTlNlxI/AAAAAAAABHM/S3GSSuMIpoc/s72-c/home_conservatorio.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-2742122520404068987</id><published>2010-05-09T17:27:00.015+01:00</published><updated>2010-05-10T21:53:53.796+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Notícias'/><title type='text'>Notícias</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nestes quinze dias de silêncio no blogue, algo pouco recomendável para a saúde dele, sucederam-me três coisas, entre tantas outras que são do meu de certo modo agitado dia-a-dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma foi ter iniciado um projecto que requer tempo e paciência, e é, em boa parte, responsável por este silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra, ter assistido, pela terceira ou quarta vez, &lt;a href="http://www.tnsj.pt/home/media/pdf/Manual%20de%20Leitura%20Ant%C3%ADgona.pdf"target="_blank"&gt;à representação de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Antígona&lt;/span&gt;,&lt;/a&gt; de Sófocles, agora pela companhia do Teatro Nacional São João, com encenação de Nuno Carinhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/S-cVejtmzoI/AAAAAAAABG8/RD_8nz545W8/s1600/Ant%C3%ADgona+II+Landscape_460-252.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 219px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/S-cVejtmzoI/AAAAAAAABG8/RD_8nz545W8/s400/Ant%C3%ADgona+II+Landscape_460-252.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5469363887191543426" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Houve algo nesta encenação que não me pôs a levitar, ao contrário da que anteriormente vira, de um grupo galego, cujo nome não recordo. Esse algo, concretizo agora, teve a ver com a rigidez da colocação e interligação dos actores, que o próprio cenário, por demasiado óbvio, impunha, mantendo-se assim mais perto do que teria sido a representação original,  vulgarizando-se com o não uso de meios cénicos, de que a encenação contemporânea se vale, para fazer do Teatro a mais expressiva das artes, que todas chama a si para o conseguir, do cinema à poesia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/WEnjJXSPHaM&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/WEnjJXSPHaM&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;Ontem, o &lt;a href="http://www.ul.pt/portal/page?_pageid=173,185588&amp;amp;_dad=portal&amp;amp;_schema=PORTAL"target="_blank"&gt;Coro de Câmara da Universidade de Lisboa&lt;/a&gt; veio a este velho burgo, e trouxe consigo a contralto Maria João Fernandes, também pintora, licenciada pela Faculdade de Belas Artes de Lisboa, dona do blogue &lt;a href="http://umacasanotempo.blogspot.com/"target="_blank"&gt;Eco&lt;/a&gt; e autora da capa &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_9LJvAj7KM7M/S4MBlnJ1U8I/AAAAAAAABEU/bted28Hk-Ac/s320/Londres-NDempster.jpg"target="_blank"target="_blank"&gt;deste &lt;/a&gt;e de outros livros. Com o Coro, veio o seu fundador e antigo maestro, José Robert, que terminou o concerto em apoteose, com peças de Rossini do período em que deixou de compor  óperas, uma das quais se pode escutar no vídeo acima, mas em outra interpretação. O coro &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Schola Cantorum&lt;/span&gt; do orfeão local, iniciara o concerto com  cinco cantochões monótonos e com uma bela composição laica e medieval a fechar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, o piano que era para duas das peças de Rossini, ficou-se nas covas, não apareceu (um piano pesa), e foi substituído por um ligeirinho piano eléctrico de timbre esquisito. Não lembrava ao diabo. O que vale é que somos todos portugueses, pianistas incluídos, e é suma a nossa arte do desenrascanço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-2742122520404068987?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/2742122520404068987'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/2742122520404068987'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2010/05/noticias.html' title='Notícias'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/S-cVejtmzoI/AAAAAAAABG8/RD_8nz545W8/s72-c/Ant%C3%ADgona+II+Landscape_460-252.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-7078908555831426522</id><published>2010-04-25T13:39:00.004+01:00</published><updated>2010-07-20T00:46:40.985+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sinais de Fogo'/><title type='text'>Efeméride como estatuto</title><content type='html'>&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/hrFIv8_Ny8k&amp;hl=pt_PT&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/hrFIv8_Ny8k&amp;hl=pt_PT&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...) «Tão novos e mandados para a guerra»,&lt;br /&gt;choravam as mulheres de Raul Brandão&lt;br /&gt;na praia de Belém&lt;br /&gt;ao ver passar o barco,&lt;br /&gt;agora comandado por três dos cavaleiros&lt;br /&gt;de João Evangelista(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© nd&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-7078908555831426522?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/7078908555831426522'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/7078908555831426522'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2010/04/efemeride-como-estatuto.html' title='Efeméride como estatuto'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-2759817513604494511</id><published>2010-04-15T23:52:00.001+01:00</published><updated>2010-04-16T00:13:50.323+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poemas na memória'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pintura'/><title type='text'>Poemas na memória #2</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/S8eYKF2j3GI/AAAAAAAABGk/zY_44tWiRl0/s1600/E-12.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 318px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/S8eYKF2j3GI/AAAAAAAABGk/zY_44tWiRl0/s400/E-12.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5460500372347149410" border="0"&gt;&lt;/a&gt;&lt;font size="1"&gt;Stephanie Kornfeld, &lt;font style="font-style: italic;"&gt;Lua Cheia&lt;/font&gt;, latex e acrílico sobre tela, 2009.&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;DUNAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que vemos aqui, entre as dunas de areia batidas&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;de luar, sozinhos com os nossos pensamentos, Bill,&lt;br /&gt;sozinhos com os nossos sonhos, Bill, tão leves como&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;os véus que adejam sobre a cabeça das mulheres&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;que dançam,&lt;br /&gt;sozinhos com urna imagem, uma imagem a seguir&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;a outra, de todos os mortos,&lt;br /&gt;os mortos mais numerosos que os grãos de areia&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;amontoados um a um aqui, sob o luar,&lt;br /&gt;amontoados no horizonte e com a forma que as mãos&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;do vento lhes querem dar,&lt;br /&gt;que vemos aqui, Bill, além daquilo que desespera&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;os sábios,&lt;br /&gt;além daquilo que faz chorar os poetas, que faz com&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;que os soldados se lancem para a frente e percam&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;a vida à luz do sol: que será, Bill?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;font size="1"&gt;Carl Sandburg (EUA, 1878-1967),&lt;font style="font-style: italic;"&gt; Antologia Poética&lt;/font&gt;, selecção e tradução de Alexandre O'Neill, Edições Tempo, Lisboa,1962.&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Original &lt;a href="http://www.americanpoems.com/poets/carlsandburg/12697"target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-2759817513604494511?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/2759817513604494511'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/2759817513604494511'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2010/04/poemas-na-memoria-2.html' title='Poemas na memória #2'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/S8eYKF2j3GI/AAAAAAAABGk/zY_44tWiRl0/s72-c/E-12.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-8532964940251512565</id><published>2010-04-14T23:51:00.009+01:00</published><updated>2010-04-15T23:04:08.339+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poemas na memória'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pintura'/><title type='text'>Poemas na memória #1</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/S8ZRH2g-a4I/AAAAAAAABGc/cbsFB-NN7L8/s1600/EgFoodsm.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 350px; height: 305px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/S8ZRH2g-a4I/AAAAAAAABGc/cbsFB-NN7L8/s400/EgFoodsm.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5460140793568062338" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O guincho do ganso selvagem&lt;br /&gt;Incapaz de resistir&lt;br /&gt;À tentação do meu isco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto eu, na confusão do amor,&lt;br /&gt;Incapaz de o apanhar,&lt;br /&gt;Fico a ver a ave levar as redes com ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando a minha mãe voltar carregada de aves,&lt;br /&gt;e me vir de mãos vazias,&lt;br /&gt;que lhe vou dizer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que não apanhei ave alguma?&lt;br /&gt;Que fui eu a ficar apanhada nas tuas redes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;In &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Poemas de Amor do Antigo Egipto&lt;/span&gt;, tradução do Inglês de Hélder Moura Pereira, Assírio &amp;amp; Alvim, 1998.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota: este poema, como os restantes do livro, terá entre 3.085 e 3.567 anos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-8532964940251512565?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/8532964940251512565'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/8532964940251512565'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2010/04/poemas-que-guardo-na-memoria-1.html' title='Poemas na memória #1'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/S8ZRH2g-a4I/AAAAAAAABGc/cbsFB-NN7L8/s72-c/EgFoodsm.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-6691715923202339663</id><published>2010-04-13T22:59:00.009+01:00</published><updated>2010-04-13T23:30:25.968+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coisas de poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pintura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Escultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Breves'/><title type='text'>Da quarentena</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um projecto que me veio de repente à cabeça tem-me afastado do blogue, e os blogues, como o amor, requerem assiduidade e persistência. É certo que tenho feito do Esquerda da Vírgula armazém dos versos que vou escrevendo. Este facto inclui-me na classificação de vate blogueiro, cuja principal característica é mostrar versos próprios a quem passe, antes de, se calhar, impressos em papel. Se a uns move igual atitude, a outros move a atitude oposta. Cada qual manipula o que é seu como quer. No entanto, julgo adivinhar na cabeça de alguns que, havendo carimbos para tudo, também haverá um para gente que dá a ler os seus poemas neste meio. Por mim respondo. A poesia tem a importância que tem e, dentro desta, aquela que a tiver, ou seja, pouca na mesma. Refiro-me, claro, à importância que muitos buscam com a poesia e não àquela que, felizmente, bem mais lhe dão como gozo de criação e de partilha pela leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isto por causa deste silêncio que dura há cinco dias e do tal projecto que, dadas as suas características, não irei pôr aqui, ficando na gaveta onde, afinal, não tenho nada. Vamos ver o que vai surgindo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Hoje é este vídeo para maiores de 18 anos. Tem cenas eventualmente chocantes, com 2.500 anos e mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="432" height="346"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/iHLOxc411Jo&amp;hl=pt_PT&amp;fs=1&amp;rel=0"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/iHLOxc411Jo&amp;hl=pt_PT&amp;fs=1&amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-6691715923202339663?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/6691715923202339663'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/6691715923202339663'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2010/04/da-quarentena.html' title='Da quarentena'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-8140014745925601325</id><published>2010-04-08T23:42:00.004+01:00</published><updated>2010-04-18T00:39:20.379+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Notícias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/S75esUnVaoI/AAAAAAAABGU/fj5wg_ZMSVU/s1600/zoo.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 397px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/S75esUnVaoI/AAAAAAAABGU/fj5wg_ZMSVU/s400/zoo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5457903913960565378" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/S75cHxwpiYI/AAAAAAAABGM/zlOHaI8a1EA/s1600/cabe%C3%A7a.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De Amadeu Baptista, com ilustrações de Ana Biscaia, publicado pela Editora Calendário de Letras, acabou de sair &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Zoo Musical&lt;/span&gt;, o terceiro livro para crianças de Amadeu Baptista, desta vez em quadras.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-8140014745925601325?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/8140014745925601325'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/8140014745925601325'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2010/04/de-amadeu-baptista-com-ilustracoes-de.html' title=''/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/S75esUnVaoI/AAAAAAAABGU/fj5wg_ZMSVU/s72-c/zoo.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-1632142862526694265</id><published>2010-04-01T23:52:00.006+01:00</published><updated>2010-04-02T11:06:26.241+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pulytika'/><title type='text'>KO = OK</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Julgo que seja incómodo a blogueiros da "especialidade"  congratularem-se com comportamen&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/S7VGMrmHyaI/AAAAAAAABFs/J40_TVVNS2M/s1600/manuel+seabra.png"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 136px; height: 178px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/S7VGMrmHyaI/AAAAAAAABFs/J40_TVVNS2M/s200/manuel+seabra.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5455343707304216994" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;tos como o de Morais Sarmento. O mesmo sucede aos "taxonomiólogos" da política. Andam com dois sacos no cérebro: um diz esquerda; outro, direita, sem saberem com clareza o que&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; está dentro deles. Fora dos sacos, é o caos, o politicamente inco&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;rrecto, a desobediência civil.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este texto foi escrito por mim, nos comentários do Meditação da Pastelaria, a propósito &lt;a href="http://wwwmeditacaonapastelaria.blogspot.com/search/label/Comiss%C3%A3o%20de%20%C3%89tica" target="_blank"&gt;de uma entrada&lt;/a&gt; sobre a audição daquele ex-ministro do PSD pela Comissão de Ética da Assembleia da República, depois de inquirido, a propósito do caso TVI, por Manuel Seabra, na imagem, deputado do PS .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://80.251.167.42/videos-canal/XI/SL1/02_Comissoes/13_cesc/20100330cesc_nms.wmv" target="_blank"&gt;Veja-se a que monos&lt;/a&gt; este país está entregue. Não quero deixar de dizer que, não tendo nunca pertencido a esse naipe, prefiro gente de direita civilizada, como Nuno Morais Sarmento, a medíocres de esquerda ou ditos de esquerda, fingidos,  ineptos, trampolineiros e outros adjectivos que o tempo não sei se confirmará.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-1632142862526694265?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/1632142862526694265'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/1632142862526694265'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2010/04/ko-ok.html' title='KO = OK'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/S7VGMrmHyaI/AAAAAAAABFs/J40_TVVNS2M/s72-c/manuel+seabra.png' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-250084818598568673</id><published>2010-03-21T09:36:00.004Z</published><updated>2010-03-21T11:50:26.504Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>Marcial e o Dia Mundial da Poesia</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Marcial, Marco Valério Marcial, nasceu na Hispânia romana cerca de 40 d. C. em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Augusta Bil&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/S6VooOjCR6I/AAAAAAAABFM/rkuhTHeSaD8/s1600-h/Top-22.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 132px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/S6VooOjCR6I/AAAAAAAABFM/rkuhTHeSaD8/s200/Top-22.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5450877964310955938" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;bili&lt;/span&gt;s,  perto de Calatayud, cidade esta que foi republicana, mártir da Guerra Civil Espanhola, e hoje, sem dúvida, mais conhecida pelos seus bombons de fruta cristalizada, coberta com chocolate negro. Segundo Plínio, depois de muito andar por Roma, Marcial terá morrido na sua terra natal entre 103 e 104 d. C.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegou, com os seus epigramas, na quinta-feira passada, em quatro volumes, enviados pelo Sr. Changuito. &lt;a href="http://poesia-incompleta.blogspot.com/search?q=Marcial" target="_blank"&gt;Quando os vi&lt;/a&gt;, nem hesitei em os comprar, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;afinal trata-se da sua obra completa&lt;/span&gt;, pensei, e eu só o lera avulsamente em antologias, sobretudo epigramas de carácter obsceno. Marcial, como Bocage que nele se inspirou, são bem mais, embora mestres nesse tema de que muito gosto em poesia boa, deles e não só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por essa e por outras razões, segue abaixo um epigrama de Marcial, sobre outro assunto, por ser coisa tão comum hoje como há dois mil anos. Festejo assim, condignamente, o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;meu &lt;/span&gt;Dia Mundial da Poesia.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Recitas lindamente, advogas causas, Átalo, lindamente;&lt;br /&gt;     &amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;histórias lindas, poemas lindos tu escreves;&lt;br /&gt;compões lindamente mimos, compões epigramas lindamente;&lt;br /&gt;     &amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;és um lindo gramático, és um lindo astrólogo,&lt;br /&gt;e lindamente cantas e danças, átalo, lindamente;&lt;br /&gt;     &amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;és lindo a tocar a lira, és lindo a jogar a bola.&lt;br /&gt;Conquanto nada faças bem, fazes tudo lindamente.&lt;br /&gt;     &amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;Queres que te tiga o que tu és? És uma grande seca.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;Marcial, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Epigramas&lt;/span&gt;, Vol. I, livro II, 7, edições 70, 2000&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-250084818598568673?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/250084818598568673'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/250084818598568673'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2010/03/marcial-e-o-dia-mundial-da-poesia.html' title='Marcial e o Dia Mundial da Poesia'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/S6VooOjCR6I/AAAAAAAABFM/rkuhTHeSaD8/s72-c/Top-22.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-5262177735722103846</id><published>2010-03-17T10:36:00.005Z</published><updated>2010-03-17T11:19:05.968Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Os filmes'/><title type='text'>Às vezes, o melhor. Ontem, no Cineclube.</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="600" width="800"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;param name="movie" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=9650561&amp;amp;server=vimeo.com&amp;amp;show_title=1&amp;amp;show_byline=1&amp;amp;show_portrait=0&amp;amp;color=&amp;amp;fullscreen=1"&gt;&lt;embed src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=9650561&amp;amp;server=vimeo.com&amp;amp;show_title=1&amp;amp;show_byline=1&amp;amp;show_portrait=0&amp;amp;color=&amp;amp;fullscreen=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E o mais elevado, porque em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Los Olvidados, &lt;/span&gt;&lt;span&gt;de Luis Buñuel,&lt;/span&gt; se desce ao mais baixo e se deixa entrever a promessa falhada de crianças delinquentes nos subúrbios miseráveis de uma megalópole, a cidade do México no final da primeira metade do séc. XX. Uma tensão permanente sem apologia nem sentimentalismo, sempre num nível alto, muitas vezes quase insuportável, que nos compromete fortemente com o filme todo. Aqui e além, imagens do surrealismo, sobretudo de rostos e num sonho, mas também em mais cenas, como as do cego e do homem sem pernas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amigo com quem fui ver o filme falou-me em neo-realismo, de resto à semelhança de algumas opiniões que pesquisei depois, mas em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os Olvidados &lt;/span&gt;não há intervenção apologética, nem bandeiras e salvações, nem confronto de classes, há o ambiente de tensão e de delinquência sem saída, que a câmara e os actores amadores apenas nos mostram. Este filme, que é justamente considerado uma das grandes obras de Luís Buñuel e da História do Cinema, foi declarado &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Memória do Mundo&lt;/span&gt;, pela Unesco, em 2003.&lt;/div&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-5262177735722103846?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/5262177735722103846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/5262177735722103846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2010/03/as-vezes-o-melhor-ontem-no-cineclube.html' title='Às vezes, o melhor. Ontem, no Cineclube.'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-655724704979868968</id><published>2010-03-04T22:59:00.013Z</published><updated>2011-04-26T12:51:44.707+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Referências on line'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>H. G.  Cancela - Londres</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;!--9--&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/S5BQA7zUiZI/AAAAAAAABEQ/TXhJgemst4s/s1600-h/Piccadilly_Circus_680px.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 296px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/S5BQA7zUiZI/AAAAAAAABEQ/TXhJgemst4s/s400/Piccadilly_Circus_680px.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5444939926474099090" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Wayne Roberts, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Piccadilly&lt;/span&gt;, carvão, tinta nanquim, tinta sumi, grafite sobre papel prensado a quente, sem data.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;H. G. Cancela publicou hoje no seu blogue  &lt;a href="http://contramundumcritica.blogspot.com/2010/03/nuno-dempster-londres.html" target="_blank"&gt;Contra Mundum&lt;/a&gt; um texto de crítica sobre o livro &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/S2IE67rB6uI/AAAAAAAABBg/d6zShjrTfcI/s1600-h/londres+%26Etc.jpg" target="_blank"&gt;Londres&lt;/a&gt;.  Têm-me surpreendido aspectos que nunca me haviam saltado aos olhos, e mais uma vez isso sucede neste texto, a mim, que pensava abarcá-los com clareza. Longe disso.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Foi-me difícil encontrar uma imagem de pintura de Piccadilly Circus, como forma de agradecimento a H. G.  Cancela que, além de poeta, romancista e ensaísta, é professor na Faculdade de Belas Artes do Porto. Aqui fica, também como espelho dos versos que transcreveu.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-655724704979868968?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/655724704979868968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/655724704979868968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2010/03/h-g-cancela-londres.html' title='H. G.  Cancela - Londres'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/S5BQA7zUiZI/AAAAAAAABEQ/TXhJgemst4s/s72-c/Piccadilly_Circus_680px.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-1514342726467946031</id><published>2010-02-27T22:06:00.008Z</published><updated>2011-04-26T18:58:22.806+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cliques'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coisas de poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Notícias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Breves'/><title type='text'>Uma conferência há meio século e quatro anos</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A propósito da sua recensão no &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Público &lt;/span&gt;&lt;a href="http://daliteratura.blogspot.com/2010/02/anna-m-klobucka.html" target="_blank"&gt;acerca do livro&lt;span style="font-style: italic;"&gt; O Formato Mulher&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, de Anna M. Klobucka, baseado na tese de doutoramento da autora,  &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/S4m0OFcClDI/AAAAAAAABDo/idFOysg5m3g/s1600-h/florbelaespancab.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 150px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/S4m0OFcClDI/AAAAAAAABDo/idFOysg5m3g/s200/florbelaespancab.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5443079778724910130" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;penso que Eduardo Pitta  deveria ter referido Jorge de Sena e a sua conferência sobre Florbela Espanca  nos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Fenianos&lt;/span&gt;, Porto, em 1946 &lt;span style="font-size:78%;"&gt;(1)&lt;/span&gt;. Serviria para cotejar ideias com as da novel autora, tanto mais que  Eduardo Pitta já citara a dita conferência &lt;a href="http://daliteratura.blogspot.com/2007/05/florbela-espanca.html" target="_blank"&gt;neste post&lt;/a&gt; e portanto sabia dela, muito embora, na brevidade de um só período em que se lhe refere, dê não só uma ideia errada do que Sena proferiu então, mas também não aborde o essencial dessa conferência, que é precisamente o que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Formato Mulher &lt;/span&gt;&lt;span&gt;sugere&lt;/span&gt; e a recensão confirma.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entretanto, Eduardo Pitta &lt;a href="http://daliteratura.blogspot.com/2010/02/premio-lerbooktailors.html" target="_blank"&gt;obteve ontem&lt;/a&gt;&lt;span&gt; o&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Prémio Especial Jornalista ou Imprensa de Edição&lt;/span&gt;, na sua qualidade de crítico literário, entre um conjunto de prémios atribuídos pela Revista Ler e pelos consultores  Booktailors.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(1)  - &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;Ver Estudos de Literatura Portuguesa - II, Jorge de Sena, p. 29 a 45,  e nota bibliográfica, p. 313 e 314, Edições 70, 1988.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-1514342726467946031?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/1514342726467946031'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/1514342726467946031'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2010/02/uma-conferencia-ha-meio-seculo-e-quatro.html' title='Uma conferência há meio século e quatro anos'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/S4m0OFcClDI/AAAAAAAABDo/idFOysg5m3g/s72-c/florbelaespancab.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-5916982446414795471</id><published>2010-02-23T23:09:00.010Z</published><updated>2010-02-24T16:49:07.250Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cliques'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poetas e poesia'/><title type='text'>Tradução de poesia</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/S4RvyJx4EjI/AAAAAAAABDg/P85D9jy0YFY/s1600-h/dicionario.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5441597157179658802" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 261px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/S4RvyJx4EjI/AAAAAAAABDg/P85D9jy0YFY/s400/dicionario.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;O &lt;a href="http://arspoetica-lp.blogspot.com/" target="_blank"&gt;Trapézio, sem Rede&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://mdcia.wordpress.com/" target="_blank"&gt;Mudanças &amp;amp; Cia&lt;/a&gt; são dois blogues exclusivamente de tradução de poesia. Ambos estão há muito nas ligações à direita. Como não há duas gotas iguais, segundo dizem, vejamos as diferenças entre ambos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;- O Mudanças &amp;amp; Cia parece ter ressuscitado de um longo sono de cinco meses, depois de, imediatamente antes, ter dormido meio ano. O Trapézio, sem Rede dorme pouco e tem tanto de actividade quanto o Mudanças &amp;amp; Cia tem ou teve de hibernação.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;- Este blogue é colectivo de dois; aquele, individual.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;- O Trapézio apresenta em geral poetas não tão conhecidos &lt;strike&gt;como o&lt;/strike&gt; como os do Mudanças, o que pode ser um ponto a favor. Ou não. Depende do tipo de leitor.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;- Não têm poetas em comum.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;- O Mudanças traduz do inglês e do castelhano, tal como o Trapézio, mas ainda acrescenta o francês e o italiano.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;- O Mudanças faculta os poemas na língua sobre que traduz, o Trapézio devia fazê-lo. Em vez disso, remete para a obra e respectiva página. O Mudanças não o faz, talvez por incluir o original que serviu à tradução.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Tendo em conta o ponto acima, o Trapézio parece traduzir bem. Do Mudanças pode dizer-se com segurança que o faz com qualidade, num tempo em que as traduções sabem vezes de mais a aviltamento. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-5916982446414795471?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/5916982446414795471'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/5916982446414795471'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2010/02/traducao-de-poesia.html' title='Tradução de poesia'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/S4RvyJx4EjI/AAAAAAAABDg/P85D9jy0YFY/s72-c/dicionario.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-3395129946343417420</id><published>2010-02-22T16:02:00.013Z</published><updated>2011-04-26T12:54:10.687+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Referências on line'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>A rainha celta Boadicea</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/S4K5sTyWSQI/AAAAAAAABDQ/BhplzhA2KAA/s1600-h/boadicea1_800x600-signed.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5441115470693812482" style="display: block; margin: 0px auto 10px; width: 400px; height: 300px; text-align: center;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/S4K5sTyWSQI/AAAAAAAABDQ/BhplzhA2KAA/s400/boadicea1_800x600-signed.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://orgialiteraria.com/" target="_blank"&gt;Orgia Literária&lt;/a&gt; publicou hoje, segunda-feira, &lt;a href="http://orgialiteraria.com/?p=1577" target="_blank"&gt;um texto de crítica de Teresa Sá Couto&lt;/a&gt;, sobre o livro &lt;em&gt;Londres&lt;/em&gt;. Não digo de caras que vale a pena ser lido, porque sou parte interessada. Não digo, mas devia dizer, e assim fica dito. O monumento acima, da rainha celta Boadicea, sito em Londres, cuja referência aparece no final do livro, surge no topo do post como agradecimento a &lt;a href="http://comlivros-teresa.blogspot.com/" target="_blank"&gt;Teresa Sá Couto&lt;/a&gt;, a Orgia Literária e a Gonçalo Mira, que aqui destaco da página web que dirige, por haver, além do mais, um bom motivo para isso.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/S4KyJk_nQKI/AAAAAAAABDI/B_futYAN3Lw/s1600-h/timthumb.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5441107177436037282" style="display: block; margin: 0px auto 10px; width: 300px; height: 275px; text-align: center;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/S4KyJk_nQKI/AAAAAAAABDI/B_futYAN3Lw/s400/timthumb.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-3395129946343417420?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/3395129946343417420'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/3395129946343417420'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2010/02/rainha-celta-boadicea.html' title='A rainha celta Boadicea'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/S4K5sTyWSQI/AAAAAAAABDQ/BhplzhA2KAA/s72-c/boadicea1_800x600-signed.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-324004556748410142</id><published>2010-02-14T21:58:00.009Z</published><updated>2010-02-16T20:44:29.501Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Breves'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poetas e poesia'/><title type='text'>Antologia sobre gatos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/S3hyu1oJ2OI/AAAAAAAABCo/YLT6qpBR0XI/s1600-h/gatos.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 279px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/S3hyu1oJ2OI/AAAAAAAABCo/YLT6qpBR0XI/s320/gatos.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5438222699044919522" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Imagem tirada &lt;a href="http://mil-hafre.blogspot.com/2010/01/so-noite-os-gatos-sao-pardos.html" target="_blank"&gt;daqui&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Só à Noite os Gatos São Pardos, Textos Inéditos de Autores Contemporâneos&lt;/span&gt;, antologia temática de poemas sobre gatos, com organização de Jorge Velhote e Patrícia Pereira, e ilustrada por Ricardo Ayres. A edição é de &lt;a href="http://cantinhodotareco.blogspot.com/2009/12/livro-so-noite-os-gatos-sao-pardos.html" target="_blank"&gt;Cantinho do Tareco&lt;/a&gt;, Associação de Protecção Animal, com o fim de obter fundos para ocorrer aos encargos da sua acção. Colaboraram nesta antologia A. Dasilva O., Alexandra Malheiro, Amadeu Baptista, Ana Luísa Amaral, António Barbedo, António Ferra, António José Queirós, Aurelino Costa, Bruno Béu, Carlos Lizán, Carlos Poças Falcão, Cristina Carvalho, Diogo Alcoforado, Fernando de Castro Branco, Fernando Echevarría, Francisco Duarte Mangas, Gabriel Mário Dia, Henrique Manuel Bento Fialho, Inês Lourenço, Isabel Cristina Pires, João Manuel Ribeiro, Jorge Velhote, José Álvaro Afonso, José Emílio-Nelson, José Leon Machado, José Miguel Braga, José Viale Moutinho, Luís Filipe Cristóvão, Luísa Ribeiro, Maria do Carmo Serén, Mário Anacleto, Nuno Dempster, Renato Roque, Rosa Alice Branco, Rui Amaral Mendes, Rui Lage, Sara Canelhas, Soledade Santos, Tiago Worth Nicolau, Teresa Tudela, Vergílio Alberto Vieira, Victor Vicente e Vítor Oliveira Jorge.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-324004556748410142?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/324004556748410142'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/324004556748410142'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2010/02/antologia-sobre-gatos.html' title='Antologia sobre gatos'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/S3hyu1oJ2OI/AAAAAAAABCo/YLT6qpBR0XI/s72-c/gatos.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-3080355833590589600</id><published>2010-02-11T09:27:00.002Z</published><updated>2011-04-26T12:57:46.448+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pintura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Referências on line'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>Henrique Fialho - Roundhouse</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/S3NhGZ-oYWI/AAAAAAAABCY/swHnSgUBIcI/s1600-h/the-roundhouse002c-london-24x36.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 261px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/S3NhGZ-oYWI/AAAAAAAABCY/swHnSgUBIcI/s400/the-roundhouse002c-london-24x36.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5436795937847009634" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Henrique Fialho escreveu sobre o &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/S2IE67rB6uI/AAAAAAAABBg/d6zShjrTfcI/s1600-h/londres+%26Etc.jpg" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Londres&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, em &lt;a href="http://rascunho.iol.pt/critica.php?id=1671" target="_blank"&gt;Rascunho&lt;/a&gt;, com transcrição para o seu blogue &lt;a href="http://universosdesfeitos-insonia.blogspot.com/" target="_blank"&gt;Antologia do Esquecimento&lt;/a&gt;. Em jeito de agradecimento, deixo ligação para&lt;a href="http://www.photograph-london.com/london-photos/photo-200500524.php" target="_blank"&gt; uma foto da Roundhouse&lt;/a&gt;, o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;pub &lt;/span&gt;do poema, e, em cima, a imagem do mesmo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;pub &lt;/span&gt;numa pintura a óleo, de Robert E. Wood, Canadá (n. 1971).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-3080355833590589600?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/3080355833590589600'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/3080355833590589600'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2010/02/henrique-fialho-roundhouse.html' title='Henrique Fialho - Roundhouse'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/S3NhGZ-oYWI/AAAAAAAABCY/swHnSgUBIcI/s72-c/the-roundhouse002c-london-24x36.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-6121371621854095381</id><published>2010-02-10T23:07:00.017Z</published><updated>2010-02-16T20:43:56.588Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Breves'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poetas e poesia'/><title type='text'>Cícero disse: errare...</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/S3NH1SgfHSI/AAAAAAAABCQ/IM4II37zVRQ/s1600-h/capaMusica.png"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 202px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/S3NH1SgfHSI/AAAAAAAABCQ/IM4II37zVRQ/s320/capaMusica.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5436768155993054498" border="0"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há duas sem três. Ainda a antologia &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Divina Música&lt;/span&gt;. Por informação de um amigo providencial, faltou-me referir como de Timor-Leste o poeta João Aparício, de quem transcrevo o poema abaixo (pág. 88). A informação sobre a dança, que dá o título ao poema, é muito mais detalhada, pelo que só cito o que me pareceu essencial para bom  entendimento. Entretanto, corrigi &lt;a href="http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2010/02/o-post-corrigido.html"target="_blank"&gt;aqui &lt;/a&gt;não só essa falta, mas também a de um nome trocado, o de João Rasteiro: chamei-lhe Rui, que não é nenhum nome feio. Nessa altura, eu devia estar a pensar em&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Alitera%C3%A7%C3%A3o"target="_blank"&gt; aliterações&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;font style="font-weight: bold;"&gt;TEBE-TEBIDAI-BIDU&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;font style="font-style: italic;" size="1"&gt;&lt;/font&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;font style="font-style: italic;" size="1"&gt;Laveiras – Caxias, 4 de Abril de 1955&lt;/font&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Que forte e pura&lt;br /&gt;A melodia das&lt;font style="font-style: italic;"&gt; tebe-tebidai-bidu&lt;/font&gt;!&lt;br /&gt;Anima a semente que ainda dorme,&lt;br /&gt;Ergue-lhe o rosto da terra&lt;br /&gt;Para o bálsamo de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando o sol da minha vida&lt;br /&gt;Se enlaça com a melodia,&lt;br /&gt;Uma novíssima semente coroada de &lt;font style="font-style: italic;"&gt;kaibauk&lt;/font&gt;,&lt;br /&gt;Fecunda e madura, germina&lt;br /&gt;Entre os lábios do meu lindo coração,&lt;br /&gt;Rasgando colinas e montes,&lt;br /&gt;Abalando o céu azul,&lt;br /&gt;Cobrindo de canções todo o universo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;font size="1"&gt;Notas do autor, João Aparício:&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font size="1"&gt;&lt;font style="font-style: italic;"&gt;Tebe-tebidai-bidu&lt;/font&gt;: Danças e cantares tradicionais.(...)&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font size="1"&gt;&lt;font style="font-style: italic;"&gt;kaibauk&lt;/font&gt;: Adorno em forma de meia-lua, em ouro ou prata, utilizado na testa, preso à cabeça, em cerimónias solenes.&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-6121371621854095381?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/6121371621854095381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/6121371621854095381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2010/02/cicero-disse-errare.html' title='Cícero disse: errare...'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/S3NH1SgfHSI/AAAAAAAABCQ/IM4II37zVRQ/s72-c/capaMusica.png' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-6268114158691018721</id><published>2010-02-08T18:21:00.016Z</published><updated>2010-02-11T00:09:18.383Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coisas e Loisas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cliques'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Breves'/><title type='text'>O post corrigido</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://maia-porto.olx.pt/carteiras-escola-primaria-iid-41276615"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5435956940859748834" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/S3BmCWpDseI/AAAAAAAABB4/UqtV8HkWQ5M/s400/41276615_2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#993399;"&gt;&lt;a href="http://maia-porto.olx.pt/carteiras-escola-primaria-iid-41276615"&gt;&lt;span  target="_blank" style="color:#663366;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;Escola primária em leilão &lt;em&gt;on line&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Talvez por João Rasteiro fazer parte, julgo eu, de um projecto híbrido chamado "&lt;a href="http://cultura.fnac.pt/Agenda/fnac-coimbra/2010/2/1/oficina-de-poesia" target="_blank"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Oficina&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; de &lt;a href="http://www.palimage.pt/coleccao.php?colid=rev" target="_blank"&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Poesia&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;", é que fui deparar, no seu Centro do Arco, com &lt;a href="http://nocentrodoarco.blogspot.com/2010/02/espaco-dos-livros.html" target="_blank"&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;a minha notícia devidamente &lt;em&gt;corrigida&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, três dias depois de eu a ter publicado &lt;a href="http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2010/02/cento-e-trinta-poemas-sobre-musica.html"&gt;&lt;span  target="_blank" style="color:#993399;"&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. O meu prosear em texto alheio vai a negrito imediatamente abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Acaba de sair o livro Divina Música, Antologia de Poesia sobre Música&lt;/em&gt;, &lt;strong&gt;organizada&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;pelo poeta &lt;/em&gt;&lt;strong&gt;Amadeu Baptista, com capa e paginação de Inês Ramos, comemorativa do 25.ºAniversário do Conservatório Regional de Música de Viseu&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;(1985-2010),&lt;/em&gt; &lt;strong&gt;em edição deste mesmo conservatório, com patrocínio da Proviseu - Associação para a Promoção de Viseu e Região&lt;/strong&gt;. &lt;em&gt;Esta antologia, onde tenho o prazer de estar incluído,&lt;/em&gt; &lt;strong&gt;acolhe cento e trinta poemas de outros tantos poetas de Portugal, Brasil, Angola, Moçambique, Cabo Verde e Timor-Leste&lt;/strong&gt;, &lt;em&gt;onde constam quase todos os nomes "mais importantes" da poesia portuguesa contemporânea&lt;/em&gt;. &lt;strong&gt;O trabalho de Amadeu Baptista e Inês Ramos resultou num belo e mesmo luxuoso volume de 188 páginas e num livro com poemas de grande qualidade. Parabéns a ambos &lt;/strong&gt;&lt;em&gt;e especialmente ao Conservatório de Música de Viseu.&lt;/em&gt;”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta última &lt;em&gt;correcção&lt;/em&gt; de João Rasteiro parece querer imputar-me o pecado da ingratidão. Mas não o cometi. Tive a oportunidade de dar os parabéns aos promotores da antologia num óptimo jantar, que agradeci, em que até fui o escanção e aconselhei o vinho (Vinha Paz, 2006)  e em que elegi, para mim, vitela assada à moda de Lafões, &lt;a href="http://aventalgourmet.blogspot.com/2006/10/aba-de-vitela-assada-moda-de-lafes-com.html" target="_blank"&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;cuja receita muito recomendo&lt;/span&gt; &lt;/a&gt;a quem gostar de faenas culinárias. Quanto às outras &lt;em&gt;correcções,&lt;/em&gt; não as comento.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-6268114158691018721?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/6268114158691018721'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/6268114158691018721'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2010/02/o-post-corrigido.html' title='O post corrigido'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/S3BmCWpDseI/AAAAAAAABB4/UqtV8HkWQ5M/s72-c/41276615_2.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3360303846725141062.post-7266350596905246344</id><published>2010-02-04T23:40:00.009Z</published><updated>2010-02-05T00:40:39.768Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Notícias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>Cento e Trinta Poemas sobre Música</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/S2tbDTNFeNI/AAAAAAAABBo/LuvM9tBYk38/s1600-h/capaMusica.png"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 202px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/S2tbDTNFeNI/AAAAAAAABBo/LuvM9tBYk38/s320/capaMusica.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5434537487605528786" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com mais de uma semana de atraso sobre o dia em que tive um exemplar nas mãos e o levei para casa, noticio a saída de D&lt;span style="font-style: italic;"&gt;ivina Música, Antologia de Poesia sobre Música&lt;/span&gt;, organizada por Amadeu Baptista, com capa e paginação de Inês Ramos, comemorativa do 25.ºAniversário do Conservatório Regional de Música de Viseu, em edição deste mesmo conservatório, com patrocínio da Proviseu - Associação para a Promoção de Viseu e Região. Acolhe cento e trinta poemas de outros tantos poetas de Portugal, Brasil, Angola, Moçambique e Cabo Verde. Os seus nomes constam &lt;a href="http://porosidade-eterea.blogspot.com/2010/02/celebrar-musica-com-poesia.html" target="_blank"&gt;deste&lt;/a&gt;, como de outros blogues. O trabalho de Amadeu Baptista e Inês Ramos resultou num belo e mesmo luxuoso volume de 188 páginas e num livro com poemas de grande qualidade. Parabéns a ambos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3360303846725141062-7266350596905246344?l=esquerda-da-virgula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/7266350596905246344'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3360303846725141062/posts/default/7266350596905246344'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/2010/02/cento-e-trinta-poemas-sobre-musica.html' title='Cento e Trinta Poemas sobre Música'/><author><name>Nuno Dempster</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08693755524763674591</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_pZqaGq1zVdQ/S2tbDTNFeNI/AAAAAAAABBo/LuvM9tBYk38/s72-c/capaMusica.png' height='72' width='72'/></entry></feed>
