
Ave-do-paraíso, Werner Horvath, 1960-70, óleo sobre tela.

Era o que nos faltava para irmos “cantando e rindo” pelo cano abaixo. O inominável kitsch. A desmesura de quem chega de engenheiro técnico, com a assinatura de construções menos que chapa 7, a primeiro-ministro de um país de opereta.

Para retorquir ao Dr. Vital Moreira, que aqui e no Público virou economista de serviço, a Dr.ª Manuela Ferreira Leite podia muito bem mandar avançar a Dr.ª Zita Seabra. Talvez os dois se engalfinhassem por razões conhecidas de todos.
imbatível, porque o contador também me regista a mim. No entanto, um blogue não é um armazém de palavras, que foi o que me apeteceu fazer deste até ontem, até aos meus duzentos e quarenta anos que tinha ontem.
Retrato de Louise Labé. Água tinta de Guidu Antonietti di Cinarca (a partir de uma gravura de Pierre Woeiriot, 1555, nota minha.)
na blogosfera e nela se mantém. Pensei em analisar a estreia de Paulo Tavares em livro, como indicador do que poderá vir a ser a sua futura obra poética. Isto porque, felizmente, a organização do livro não obedece às normas quase programáticas de abordar um só tema, que vi em alguns livros de poetas da sua geração ou vizinhos dela. Paulo Tavares não seguiu esse caminho, e colher-se-ão as razões disso no antepenúltimo poema de Pêndulo, O Palco dos Dez Mil Poetas, que poderia ser o primeiro, o que, convenhamos, daria um tom provocatório que o livro não tem, nem o poema, afinal, se atentarmos no seu remate, um acto de esperança: “[(...)e se no final formos vencidos pela vida / pois que cantemos a saudade ou rebentemos os miolos / para outros mais jovens nos tomarem o lugar]”. Continua aqui.