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10.6.12

Dia de Camões?



Muitos são indiferentes, mais ainda ignoram, e uma mão-cheia sabe, mas não diz que o tempo em que Camões morreu tem pontos fundamentais semelhantes ao nosso, com a agravante de agora estarmos muito mais próximos da perda da identidade nacional e, atrás dela, da ideia de nação que, de dois em dois anos, ainda se julga ingenuamente firmar-se nos Campeonatos da Europa e do Mundo de futebol. Mas o mesmo se sente num Porto-Benfica, e se o Porto é uma nação, como dantes se dizia, o Benfica também o será, e portanto não é dessa nação que trato, mas das que morrem juntamente com o seu povo.

23.4.11

Poesia


Autor, título e técnica mista desconhecidos.

A escrita longa e sem pressa, as palavras que nascem da simbiose entre o pensamento, a tensão contida, a busca estética e, subjacente, a aspiração maior de não haver nada a mais no poema, centros de intenção única. Mas também a vontade de abrangência da vida e do mundo, tão ampla como a visão côncava do Universo, a medida humana.

10.9.10

Na vez de um caderno #2



Perante aquela avalanche de livros de toda a espécie, sobre mesas e em estantes atafulhadas, há só uma saída: escrever (se for uma necessidade não fisiológica).

Os que sonham adiar o seu êxito para a eternidade literária enganam-se. Vida há só uma, a eternidade é um balela. Que o digam os do show off & mainstream.

8.9.10

Na vez de um caderno #1



O futuro é anteontem, Amadeu Baptista há pouco.

Não se pode acordar um homem que finge dormir, provérbio índio navajo.
 
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